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Abordagem da Febre de Origem Obscura clássica (Foo)
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Introdução: Condição comum no atendimento terciário e quaternário, menos frequente nos níveis 1º e 2º, caracterizada por febre indiscutível, durando mais do que 3 semanas, em um uma situação clínica inconclusiva e sem diagnóstico após propedêutica inicial. Diante de uma FOO clássica, as etiologias possíveis são: infecções, neoplasias, doenças inflamatórias não infecciosas, miscelânea e causas não determinadas. Um conhecimento aprofundado dos grupos etiológicos permite dirigir uma anamnese e exame físico eficiente para a avaliação diagnóstica. Também faz parte dessa avaliação uma série de exames clínicos essenciais. À medida que o quadro evolui, novos sintomas podem surgir de forma que outros exames se fazem necessários. O tratamento varia em terapia específica, após o diagnóstico ou prova terapêutica com avaliação da resposta. Objetivos: Apresentar informações contidas na literatura da última década que permitam orientar o raciocínio diagnóstico diante de uma febre de origem indeterminada clássica. Espera-se que por meio deste, garanta-se maior facilidade em determinar hipóteses diagnósticas, questionamentos pertinentes na anamnese e exames fundamentais para confirmação das hipóteses. Métodos: Estudo de revisão bibliográfica, com caráter qualitativo, restrito à FOO clássica, baseado em informações publicadas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (Scielo) e LILACS, no período de 2005 a 2015, e nas atualizações encontradas na obra de referência utilizada pela instituição, "Rotinas de diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias" (3. ed., 2012). Discussão: A elucidação de um caso de FOO clássica, geralmente, não se prende a esquemas propedêuticos fixos. As causas e a prevalência desse tipo de febre variam de acordo com a região estudada; no entanto, alguns conceitos são, de maneira geral, concordantes em diferentes fontes bibliográficas. O conhecimento desses pontos de convergência traz benefícios para a prática dos profissionais de saúde. A sequência de raciocínio a ser apresentada é consenso entre Lambertuci, Ávila e Voieta (2005); Pereira e colaboradores (2010) e Tavares e Marinho (2012). É fundamental diante de um caso de febre prolongada, certificar-se de que a febre realmente existe, descartando assim febres fraudadas e aumentos fisiológicos da temperatura. Após a constatação, prossegue-se com uma rotina mínima e inteligente de exames físicos ecomplementares capazes de identificar condições prevalentes como pneumonia, faringoamigdalite, sinusite e infecção urinária. Se não houver definição diagnóstica após a rotina inteligente, a investigação da febre obscura deve ser iniciada. Para a investigação adequada são imprescindíveis: (1) pesquisa de patologias endêmicas; (2) anamnese minuciosa incluindo principalmente aspectos profissionais, hábitos, viagens recentes, procedência, doenças prévias, contato com doentes ou animais, uso de medicações ou drogas e história familiar completa; (3) exame físico detalhado e seriado, com pesquisa de lesões cutâneas, visceromegalias, linfonodos aumentados, sopros, alterações no trajeto das artérias temporais, no fundo de olho e na palpação das tireoides. Se ainda não existirem indícios que orientem uma investigação complementar específica, deve-se realizar uma rotina básica de exames complementares, dos mais simples para os mais complexos. Em último caso, é adequado realizar prova terapêutica. Conclusão: Cada paciente deve ser conduzido de forma personalizada e individual, porém o conhecimento das etiologias prevalentes e dos exames mais importantes a serem solicitados, em casos onde há ou não sugestão diagnóstica, auxilia na formação de um padrão de atendimento e elucidação.
Title: Abordagem da Febre de Origem Obscura clássica (Foo)
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Introdução: Condição comum no atendimento terciário e quaternário, menos frequente nos níveis 1º e 2º, caracterizada por febre indiscutível, durando mais do que 3 semanas, em um uma situação clínica inconclusiva e sem diagnóstico após propedêutica inicial.
Diante de uma FOO clássica, as etiologias possíveis são: infecções, neoplasias, doenças inflamatórias não infecciosas, miscelânea e causas não determinadas.
Um conhecimento aprofundado dos grupos etiológicos permite dirigir uma anamnese e exame físico eficiente para a avaliação diagnóstica.
Também faz parte dessa avaliação uma série de exames clínicos essenciais.
À medida que o quadro evolui, novos sintomas podem surgir de forma que outros exames se fazem necessários.
O tratamento varia em terapia específica, após o diagnóstico ou prova terapêutica com avaliação da resposta.
Objetivos: Apresentar informações contidas na literatura da última década que permitam orientar o raciocínio diagnóstico diante de uma febre de origem indeterminada clássica.
Espera-se que por meio deste, garanta-se maior facilidade em determinar hipóteses diagnósticas, questionamentos pertinentes na anamnese e exames fundamentais para confirmação das hipóteses.
Métodos: Estudo de revisão bibliográfica, com caráter qualitativo, restrito à FOO clássica, baseado em informações publicadas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (Scielo) e LILACS, no período de 2005 a 2015, e nas atualizações encontradas na obra de referência utilizada pela instituição, "Rotinas de diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias" (3.
ed.
, 2012).
Discussão: A elucidação de um caso de FOO clássica, geralmente, não se prende a esquemas propedêuticos fixos.
As causas e a prevalência desse tipo de febre variam de acordo com a região estudada; no entanto, alguns conceitos são, de maneira geral, concordantes em diferentes fontes bibliográficas.
O conhecimento desses pontos de convergência traz benefícios para a prática dos profissionais de saúde.
A sequência de raciocínio a ser apresentada é consenso entre Lambertuci, Ávila e Voieta (2005); Pereira e colaboradores (2010) e Tavares e Marinho (2012).
É fundamental diante de um caso de febre prolongada, certificar-se de que a febre realmente existe, descartando assim febres fraudadas e aumentos fisiológicos da temperatura.
Após a constatação, prossegue-se com uma rotina mínima e inteligente de exames físicos ecomplementares capazes de identificar condições prevalentes como pneumonia, faringoamigdalite, sinusite e infecção urinária.
Se não houver definição diagnóstica após a rotina inteligente, a investigação da febre obscura deve ser iniciada.
Para a investigação adequada são imprescindíveis: (1) pesquisa de patologias endêmicas; (2) anamnese minuciosa incluindo principalmente aspectos profissionais, hábitos, viagens recentes, procedência, doenças prévias, contato com doentes ou animais, uso de medicações ou drogas e história familiar completa; (3) exame físico detalhado e seriado, com pesquisa de lesões cutâneas, visceromegalias, linfonodos aumentados, sopros, alterações no trajeto das artérias temporais, no fundo de olho e na palpação das tireoides.
Se ainda não existirem indícios que orientem uma investigação complementar específica, deve-se realizar uma rotina básica de exames complementares, dos mais simples para os mais complexos.
Em último caso, é adequado realizar prova terapêutica.
Conclusão: Cada paciente deve ser conduzido de forma personalizada e individual, porém o conhecimento das etiologias prevalentes e dos exames mais importantes a serem solicitados, em casos onde há ou não sugestão diagnóstica, auxilia na formação de um padrão de atendimento e elucidação.
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