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Incidência de Dores Músculos-Esqueléticas em Discentes do Curso de Odontologia do UniFOA
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A aplicação de medidas ergonômicas nos locais de trabalho pode contribuir para solução de um grande número de problemas relacionados à atividade laboral, sendo seus objetivos principais voltados para melhoria da segurança, saúde, conforto e eficiência do trabalho exercido pelo profissional. A odontologia está frequentemente associada a agravos à saúde, seja nos aspectos psicossociais ou físicos. As lesões musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho apresentam uma incidência elevada entre os profissionais desta área. Devido a estes sintomas e sinais relacionados à má postura dos cirurgiões-dentistas, foi realizado um questionário com perguntas relacionadas à postura adotada durante os atendimentos, o período de intervalo, a execução de exercícios de alongamento, e o conhecimento sobre ergonomia para discentes do curso de Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA). Durante o levantamento dos dados percebeu-se que aproximadamente 85% dos entrevistados eram do sexo feminino, e que 75,6% tinham idade entre 20 e 25 anos. Aproximadamente 90% eram dimidio direito predominante e que 96% utilizavam o lado direito da cadeira odontológica. Quando questionados sobre o período de atendimento todos alegaram que atendem de 3 a 4 vezes por semana no período noturno e que não fazem qualquer intervalo entre os procedimentos. Já sobre a postura adotada durante a atividade laboral, 41 alunos informaram que atendem sentados e 33 deles perceberam que em algum momento inclinam o tronco e a região cervical para frente. Ainda sobre a postura corporal, apenas 3 alunos confirmaram que mantém a cadeira odontológica distante mais de 1 metro do corpo, e apenas um informou que o joelho permanece num ângulo maior que 115º em relação ao chão. Ao se questionar sobre a visão adotada apenas 25% dos alunos reconheceram fazer uso das visões direta e indireta. Quando questionados sobre atividade física mais de 52% afirmaram ser sedentários. Em relação ao aparecimento de dores antes, durante ou após o atendimento na clinica odontológica 71,42% informaram ter dor em algum momento. Os sítios anatômicos com maiores incidência de dores foram colunas cervical e lombar, ambas com 26%, ombros com 12%, coluna torácica com 11%, punho e mãos e joelhos, ambos com 8%. Historicamente, as regiões mais acometidas são colunas cervical, lombar e os ombros, assim como verificamos em nosso estudo. Após a análise dos dados obtidos com o nosso questionário e a comparação realizada com outros trabalhos já publicados, podemos concluir que os distúrbios músculos-esqueléticos continuam sendo um dos principais agravos de saúde dos cirurgiões-dentistas.
Fundacao Oswaldo Aranha - FOA
Title: Incidência de Dores Músculos-Esqueléticas em Discentes do Curso de Odontologia do UniFOA
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A aplicação de medidas ergonômicas nos locais de trabalho pode contribuir para solução de um grande número de problemas relacionados à atividade laboral, sendo seus objetivos principais voltados para melhoria da segurança, saúde, conforto e eficiência do trabalho exercido pelo profissional.
A odontologia está frequentemente associada a agravos à saúde, seja nos aspectos psicossociais ou físicos.
As lesões musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho apresentam uma incidência elevada entre os profissionais desta área.
Devido a estes sintomas e sinais relacionados à má postura dos cirurgiões-dentistas, foi realizado um questionário com perguntas relacionadas à postura adotada durante os atendimentos, o período de intervalo, a execução de exercícios de alongamento, e o conhecimento sobre ergonomia para discentes do curso de Odontologia do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).
Durante o levantamento dos dados percebeu-se que aproximadamente 85% dos entrevistados eram do sexo feminino, e que 75,6% tinham idade entre 20 e 25 anos.
Aproximadamente 90% eram dimidio direito predominante e que 96% utilizavam o lado direito da cadeira odontológica.
Quando questionados sobre o período de atendimento todos alegaram que atendem de 3 a 4 vezes por semana no período noturno e que não fazem qualquer intervalo entre os procedimentos.
Já sobre a postura adotada durante a atividade laboral, 41 alunos informaram que atendem sentados e 33 deles perceberam que em algum momento inclinam o tronco e a região cervical para frente.
Ainda sobre a postura corporal, apenas 3 alunos confirmaram que mantém a cadeira odontológica distante mais de 1 metro do corpo, e apenas um informou que o joelho permanece num ângulo maior que 115º em relação ao chão.
Ao se questionar sobre a visão adotada apenas 25% dos alunos reconheceram fazer uso das visões direta e indireta.
Quando questionados sobre atividade física mais de 52% afirmaram ser sedentários.
Em relação ao aparecimento de dores antes, durante ou após o atendimento na clinica odontológica 71,42% informaram ter dor em algum momento.
Os sítios anatômicos com maiores incidência de dores foram colunas cervical e lombar, ambas com 26%, ombros com 12%, coluna torácica com 11%, punho e mãos e joelhos, ambos com 8%.
Historicamente, as regiões mais acometidas são colunas cervical, lombar e os ombros, assim como verificamos em nosso estudo.
Após a análise dos dados obtidos com o nosso questionário e a comparação realizada com outros trabalhos já publicados, podemos concluir que os distúrbios músculos-esqueléticos continuam sendo um dos principais agravos de saúde dos cirurgiões-dentistas.
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