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PRÁTICAS EXITOSAS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM CIDADES ASIÁTICAS
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Resumo: O crescimento sustentável sempre foi um desafio para a humanidade, onde a interação do homem, cidades e meio
ambiente constantemente é colocada a prova. Vários eventos climáticos ocorrem degradando o ambiente natural e aquele
construído ao longo de décadas, por vezes provocando danos materiais que excedem a capacidade de autorecuperação da
comunidade local. Buscando o desenvolvimento sustentável, destacam-se cidades na Ásia, que apesar do grande volume
populacional associado a elevada concentração urbana, alcançaram soluções exitosas, sendo estas ações o objetivo deste
estudo. Para tanto, a metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica nas plataformas PubMed, Scientific Eletronic Library
Online (Scielo), Lilacs e Google Acadêmico, utilizando os descritores “cidades sustentáveis”, “Ásia” e “sustentabilidade”
dos últimos 10 anos. Algumas cidades se destacam por suas ações, como Tóquio, Singapura, Chengdu e Masdar City. A
capital do Japão, Toquio, fixou metas para a redução das emissões de gases de efeito estufa buscando alcançar "Emissões
Zero" até 2060, tornando-se uma cidade neutra em carbono, desenvolvendo estratégias e políticas com foco na eficiência
energética e uso de coleta seletiva, contando com a separação dos resíduos em itens incineráveis e não incineráveis. Singapura
está entre as 10 cidades mais sustentáveis do mundo e desde 1965 seu governo vem enfatizando a sustentabilidade por meio
de ações práticas pautadas em três caminhos: carbono, água e transporte. Dentre suas ações, destaca-se os edifícios verdes, o
gerenciamento de águas por meio de projetos de reuso, captação e dessalinização e um sistema público de transporte altamente
eficaz, resultando em menor poluição e trânsito. Já a capital da província chinesa de Sichuan, Chengdu, com uma população
de mais de 20 milhões de habitantes colocou em prática a estratégia de “Cidade Parque", implantando uma rede de espaços
azuis e verdes que protegem a biodiversidade, reduzem o consumo de energia e fornecem serviços urbanos aprimorados aos
residentes. Chengdu abriga um sistema diversificado de zonas úmidas, composta de imensas áreas alagáveis com pavimento
urbano que auxiliam a absorção de água. Outra ação é a formação de corredores verdes que valorizam a arborização urbana.
Já Masdar City, nos arredores de Abu-Dhabi, Emirados Árabes Unidos, iniciada em 2006 e projetada para ser uma das
primeiras cidades do mundo com emissões neutras de carbono e lixo zero, utiliza materiais de construção de baixa energia,
técnicas de sombreamento natural, ventilação passiva e uma rede de transporte baseada em veículos elétricos autônomos,
além de energia renovável, incluindo uma usina solar e várias iniciativas de energia limpa (eólica e coleta de energia solar
em edifícios). Porém, críticos argumentam que o projeto não atingiu as metas de sustentabilidade, apontando dependência de
combustíveis fósseis e limitações no cumprimento das emissões zero (Cugurullo, 2013). Concluiu-se que as estratégias
sustentáveis e inovadoras adotadas por várias cidades asiáticas mostram que, apesar dos desafios, é possível alinhar o
crescimento urbano com sustentabilidade. Embora haja obstáculos a serem superados, o compromisso dessas cidades em
reduzir emissões de carbono, promover eficiência energética e preservar recursos naturais oferece exemplos valiosos para o
resto do mundo na luta por um futuro mais sustentável.
Title: PRÁTICAS EXITOSAS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM CIDADES ASIÁTICAS
Description:
Resumo: O crescimento sustentável sempre foi um desafio para a humanidade, onde a interação do homem, cidades e meio
ambiente constantemente é colocada a prova.
Vários eventos climáticos ocorrem degradando o ambiente natural e aquele
construído ao longo de décadas, por vezes provocando danos materiais que excedem a capacidade de autorecuperação da
comunidade local.
Buscando o desenvolvimento sustentável, destacam-se cidades na Ásia, que apesar do grande volume
populacional associado a elevada concentração urbana, alcançaram soluções exitosas, sendo estas ações o objetivo deste
estudo.
Para tanto, a metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica nas plataformas PubMed, Scientific Eletronic Library
Online (Scielo), Lilacs e Google Acadêmico, utilizando os descritores “cidades sustentáveis”, “Ásia” e “sustentabilidade”
dos últimos 10 anos.
Algumas cidades se destacam por suas ações, como Tóquio, Singapura, Chengdu e Masdar City.
A
capital do Japão, Toquio, fixou metas para a redução das emissões de gases de efeito estufa buscando alcançar "Emissões
Zero" até 2060, tornando-se uma cidade neutra em carbono, desenvolvendo estratégias e políticas com foco na eficiência
energética e uso de coleta seletiva, contando com a separação dos resíduos em itens incineráveis e não incineráveis.
Singapura
está entre as 10 cidades mais sustentáveis do mundo e desde 1965 seu governo vem enfatizando a sustentabilidade por meio
de ações práticas pautadas em três caminhos: carbono, água e transporte.
Dentre suas ações, destaca-se os edifícios verdes, o
gerenciamento de águas por meio de projetos de reuso, captação e dessalinização e um sistema público de transporte altamente
eficaz, resultando em menor poluição e trânsito.
Já a capital da província chinesa de Sichuan, Chengdu, com uma população
de mais de 20 milhões de habitantes colocou em prática a estratégia de “Cidade Parque", implantando uma rede de espaços
azuis e verdes que protegem a biodiversidade, reduzem o consumo de energia e fornecem serviços urbanos aprimorados aos
residentes.
Chengdu abriga um sistema diversificado de zonas úmidas, composta de imensas áreas alagáveis com pavimento
urbano que auxiliam a absorção de água.
Outra ação é a formação de corredores verdes que valorizam a arborização urbana.
Já Masdar City, nos arredores de Abu-Dhabi, Emirados Árabes Unidos, iniciada em 2006 e projetada para ser uma das
primeiras cidades do mundo com emissões neutras de carbono e lixo zero, utiliza materiais de construção de baixa energia,
técnicas de sombreamento natural, ventilação passiva e uma rede de transporte baseada em veículos elétricos autônomos,
além de energia renovável, incluindo uma usina solar e várias iniciativas de energia limpa (eólica e coleta de energia solar
em edifícios).
Porém, críticos argumentam que o projeto não atingiu as metas de sustentabilidade, apontando dependência de
combustíveis fósseis e limitações no cumprimento das emissões zero (Cugurullo, 2013).
Concluiu-se que as estratégias
sustentáveis e inovadoras adotadas por várias cidades asiáticas mostram que, apesar dos desafios, é possível alinhar o
crescimento urbano com sustentabilidade.
Embora haja obstáculos a serem superados, o compromisso dessas cidades em
reduzir emissões de carbono, promover eficiência energética e preservar recursos naturais oferece exemplos valiosos para o
resto do mundo na luta por um futuro mais sustentável.
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