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RELAÇÃO ENTRE A CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E O DESEMPENHO DE SEMENTES DE UROCHLOA BRIZANTHA EM CAMPO
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Introdução: O Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador de sementes de poáceas
forrageiras do mundo. A determinação da condutividade elétrica (CE) é um dos testes mais rápidos na
avaliação da qualidade e vigor de sementes, contudo, os estudos para espécies forrageiras são
escassos. Objetivos: Correlacionar os resultados do teste de CE com os de emergência e de tetrazólio
em sementes de Urochloa brizantha, de forma a determinar valores que indiquem a qualidade de um
lote e se este é ou não apropriado para a semeadura. Material e Métodos: O experimento está sendo
conduzido na Universidade Brasil, Fernandópolis/SP, em um delineamento inteiramente casualizado
em esquema fatorial 9 x 5, ou seja, nove lotes comerciais de sementes de Urochloa brizantha cv.
Marandu avaliados em cinco épocas (0, 2, 4, 6 e 8 meses). No laboratório foram utilizadas duas
repetições para a determinação do teor de água (TA), quatro para o teste de emergência e de tetrazólio
e 10 para o teste de CE. As indicações dos níveis de vigor de sementes de Urochloa pelo teste de CE
serão definidas com base no desempenho dos lotes observados e corrigidos para o padrão de 13% de
TA. Os dados serão submetidos a análise de variância a 5% de probabilidade para identificação da
significância e comprovação da diferença dos lotes quanto à qualidade fisiológica. A partir daí serão
determinadas as equações de regressão e o coeficiente de determinação (R2) para as variáveis
emergência e tetrazólio, em função do teste de CE. Ao final, será realizado o estudo da associação
entre as variáveis por meio da análise da correlação de Pearson (r). Resultados e Discussão: Até o
momento foram realizadas as análises de três épocas (0, 2 e 4 meses). A análise prévia dos resultados
evidenciou que existe uma possível correlação entre os resultados do teste de CE e os de emergência
e de tetrazólio. O lote 1 superou os demais nos testes de emergência (75%), tetrazólio (81%) e CE
(39,1 µS/cm/g). Após 4 meses, as sementes perderam em média 21 pontos porcentuais nos testes de
emergência e viabilidade (TZ), enquanto na CE houve um acréscimo de 8,6 µS/cm/g. Conclusão: De
maneira preliminar concluiu-se que o teste de CE possui potencial para utilização em rotinas de
laboratório para identificar diferenças no desempenho de lotes de sementes de Urochloa brizantha cv.
Marandu, podendo ser incluso nos programas de avaliação de vigor e qualidade destas sementes.
Title: RELAÇÃO ENTRE A CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E O DESEMPENHO DE SEMENTES DE UROCHLOA BRIZANTHA EM CAMPO
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Introdução: O Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador de sementes de poáceas
forrageiras do mundo.
A determinação da condutividade elétrica (CE) é um dos testes mais rápidos na
avaliação da qualidade e vigor de sementes, contudo, os estudos para espécies forrageiras são
escassos.
Objetivos: Correlacionar os resultados do teste de CE com os de emergência e de tetrazólio
em sementes de Urochloa brizantha, de forma a determinar valores que indiquem a qualidade de um
lote e se este é ou não apropriado para a semeadura.
Material e Métodos: O experimento está sendo
conduzido na Universidade Brasil, Fernandópolis/SP, em um delineamento inteiramente casualizado
em esquema fatorial 9 x 5, ou seja, nove lotes comerciais de sementes de Urochloa brizantha cv.
Marandu avaliados em cinco épocas (0, 2, 4, 6 e 8 meses).
No laboratório foram utilizadas duas
repetições para a determinação do teor de água (TA), quatro para o teste de emergência e de tetrazólio
e 10 para o teste de CE.
As indicações dos níveis de vigor de sementes de Urochloa pelo teste de CE
serão definidas com base no desempenho dos lotes observados e corrigidos para o padrão de 13% de
TA.
Os dados serão submetidos a análise de variância a 5% de probabilidade para identificação da
significância e comprovação da diferença dos lotes quanto à qualidade fisiológica.
A partir daí serão
determinadas as equações de regressão e o coeficiente de determinação (R2) para as variáveis
emergência e tetrazólio, em função do teste de CE.
Ao final, será realizado o estudo da associação
entre as variáveis por meio da análise da correlação de Pearson (r).
Resultados e Discussão: Até o
momento foram realizadas as análises de três épocas (0, 2 e 4 meses).
A análise prévia dos resultados
evidenciou que existe uma possível correlação entre os resultados do teste de CE e os de emergência
e de tetrazólio.
O lote 1 superou os demais nos testes de emergência (75%), tetrazólio (81%) e CE
(39,1 µS/cm/g).
Após 4 meses, as sementes perderam em média 21 pontos porcentuais nos testes de
emergência e viabilidade (TZ), enquanto na CE houve um acréscimo de 8,6 µS/cm/g.
Conclusão: De
maneira preliminar concluiu-se que o teste de CE possui potencial para utilização em rotinas de
laboratório para identificar diferenças no desempenho de lotes de sementes de Urochloa brizantha cv.
Marandu, podendo ser incluso nos programas de avaliação de vigor e qualidade destas sementes.
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