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O curso de silêncio: um testemunho de Maria Gabriela Llansol
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Este trabalho visa aproximar a teoria da enunciação, de Émile Benveniste, do conceito de testemunho desenvolvido por Giorgio Aganbem em O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha, no intuito de averiguar, de forma geral, o “método biogr|fico” empregado no livro Amigo e Amiga: curso de silêncio de 2004, da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol. Através do que Roland Barthes designa como biografemas, pretende-se indicar certo modo de subjetivação que ocorre à autora, à medida que ela testemunha, por via da escrita, a morte do seu companheiro amoroso, Augusto Joaquim, falecido em 2004. Relacionando os temas da morte e do silêncio à experiência com a linguagem literária, busca-se verificar de que forma a escrita pode significar uma resistência à dor ao permitir o testemunho daquilo que se silencia, ou se dessubjetiva, não só biograficamente, mas sobretudo na e pela literatura. Tendo em mente que o escritor é o sujeito ético, que, como tal, procura uma verdade que ultrapassa os limites das verdades instituídas, verificar-se-á de que maneira Llansol está em contato com uma outra forma de verdade propiciada apenas pela experiência literária.
Faculdade de Letras da UFMG
Title: O curso de silêncio: um testemunho de Maria Gabriela Llansol
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Este trabalho visa aproximar a teoria da enunciação, de Émile Benveniste, do conceito de testemunho desenvolvido por Giorgio Aganbem em O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha, no intuito de averiguar, de forma geral, o “método biogr|fico” empregado no livro Amigo e Amiga: curso de silêncio de 2004, da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol.
Através do que Roland Barthes designa como biografemas, pretende-se indicar certo modo de subjetivação que ocorre à autora, à medida que ela testemunha, por via da escrita, a morte do seu companheiro amoroso, Augusto Joaquim, falecido em 2004.
Relacionando os temas da morte e do silêncio à experiência com a linguagem literária, busca-se verificar de que forma a escrita pode significar uma resistência à dor ao permitir o testemunho daquilo que se silencia, ou se dessubjetiva, não só biograficamente, mas sobretudo na e pela literatura.
Tendo em mente que o escritor é o sujeito ético, que, como tal, procura uma verdade que ultrapassa os limites das verdades instituídas, verificar-se-á de que maneira Llansol está em contato com uma outra forma de verdade propiciada apenas pela experiência literária.
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