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MECANISMOS NEUROFISIOLÓGICOS DAS DORES CRÔNICAS ASSOCIADOS À DEPRESSÃO

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A dor é uma experiência desagradável, pessoal e subjetiva que está associada com estímulos de lesão tecidual ou potencial, sendo considerada um fenômeno neuropsicofisiológico complexo. No que diz respeito ao transtorno mental é considerado um padrão psicológico de significação clínica que costuma estar associado a um mal-estar ou a uma incapacidade. Indivíduos com diagnóstico de depressão apresentam frequentemente episódios de dor, cuja relação entre ambas já foi suposta, porém, ainda com características e magnitudes não completamente elucidadas. Dessa forma, a presente pesquisa objetivou abordar os mecanismos neurofisiológicos das dores crônicas que se relacionam à depressão. Para tal, realizou-se uma revisão integrativa de literatura a partir de artigos publicados em periódicos indexados nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Medical Publications e Scientific Electronic Library Online, empregando-se termos de busca conforme os Descritores em Ciências da Saúde, juntamente com os operador booleano "AND". A estratégia de busca incluiu as palavras-chave: “Dor crônica/Chronic pain”, “Depressão/Depression” e “Fenômenos Fisiológicos do Sistema Nervoso/ Nervous System Physiological Phenomena”. Após análise dos artigos, percebeu-se que 41,66% dos estudos analisados apontam várias vias conectadas nos mecanismos neurofisiológicos das dores crônicas associados à depressão, como as de neurotransmissores, hormônios e citocinas inflamatórias; 25% dos estudos demonstram o papel do centro de dopamina do mesencéfalo; 16,66% apontam o papel do mecanismo de neuroplasticidade e os 16,66% dos estudos restantes demonstram o papel do córtex pré-frontal e o papel da amígdala, igualmente distribuídos. De acordo com a pesquisa, foi possível identificar que apesar das abundantes evidências de que a dor e a depressão possuem alta comorbidade, os mecanismos neurofisiológicos responsáveis por esses fenômenos não está ainda completamente elucidado, sendo necessário que mais estudos sejam estimulados no meio científico em relação aos mecanismos neurofisiológicos das dores crônicas associados à depressão, de forma a auxiliar na adoção de estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida para os afetados.
Title: MECANISMOS NEUROFISIOLÓGICOS DAS DORES CRÔNICAS ASSOCIADOS À DEPRESSÃO
Description:
A dor é uma experiência desagradável, pessoal e subjetiva que está associada com estímulos de lesão tecidual ou potencial, sendo considerada um fenômeno neuropsicofisiológico complexo.
No que diz respeito ao transtorno mental é considerado um padrão psicológico de significação clínica que costuma estar associado a um mal-estar ou a uma incapacidade.
Indivíduos com diagnóstico de depressão apresentam frequentemente episódios de dor, cuja relação entre ambas já foi suposta, porém, ainda com características e magnitudes não completamente elucidadas.
Dessa forma, a presente pesquisa objetivou abordar os mecanismos neurofisiológicos das dores crônicas que se relacionam à depressão.
Para tal, realizou-se uma revisão integrativa de literatura a partir de artigos publicados em periódicos indexados nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Medical Publications e Scientific Electronic Library Online, empregando-se termos de busca conforme os Descritores em Ciências da Saúde, juntamente com os operador booleano "AND".
A estratégia de busca incluiu as palavras-chave: “Dor crônica/Chronic pain”, “Depressão/Depression” e “Fenômenos Fisiológicos do Sistema Nervoso/ Nervous System Physiological Phenomena”.
Após análise dos artigos, percebeu-se que 41,66% dos estudos analisados apontam várias vias conectadas nos mecanismos neurofisiológicos das dores crônicas associados à depressão, como as de neurotransmissores, hormônios e citocinas inflamatórias; 25% dos estudos demonstram o papel do centro de dopamina do mesencéfalo; 16,66% apontam o papel do mecanismo de neuroplasticidade e os 16,66% dos estudos restantes demonstram o papel do córtex pré-frontal e o papel da amígdala, igualmente distribuídos.
De acordo com a pesquisa, foi possível identificar que apesar das abundantes evidências de que a dor e a depressão possuem alta comorbidade, os mecanismos neurofisiológicos responsáveis por esses fenômenos não está ainda completamente elucidado, sendo necessário que mais estudos sejam estimulados no meio científico em relação aos mecanismos neurofisiológicos das dores crônicas associados à depressão, de forma a auxiliar na adoção de estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida para os afetados.

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