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Cooperação Sul-Sul no governo de Dilma Rousseff (2011-2016): Retração ou transformação?
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A política externa de Dilma Rousseff é normalmente compreendida como uma continuidade do seu antecessor, embora alguns estudos recentes tenham identificado as retrações e as transformações na agenda do Sul Global. No âmbito da Cooperação Sul-Sul (CSS), destaca-se uma escassez de análisessobre esse período. Com o objetivo de preencher essa lacuna, este artigo examina quais foram as mudanças das forças políticas domésticas que modelam a CSS, em especial, a cooperação técnica no governo de Rousseff. Para isso, define-se quatro categorias: Ideias, Instituições, Grupos de Interesses e Organização. Por meio da análise de cada uma delas, demonstra-se que as variáveis Ideias e Grupos de Interesses, além do evidente recuo da diplomacia presidencial, modelaram as transformações da cooperação para o desenvolvimento. Por fim, conclui-se que, paradoxalmente, o governo de Rousseff, que foi aquele que mais vinculou a CSS às questões comerciais, foi também aquele que menos atraiu os grupos de interesses locais para essas iniciativas.
Title: Cooperação Sul-Sul no governo de Dilma Rousseff (2011-2016): Retração ou transformação?
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A política externa de Dilma Rousseff é normalmente compreendida como uma continuidade do seu antecessor, embora alguns estudos recentes tenham identificado as retrações e as transformações na agenda do Sul Global.
No âmbito da Cooperação Sul-Sul (CSS), destaca-se uma escassez de análisessobre esse período.
Com o objetivo de preencher essa lacuna, este artigo examina quais foram as mudanças das forças políticas domésticas que modelam a CSS, em especial, a cooperação técnica no governo de Rousseff.
Para isso, define-se quatro categorias: Ideias, Instituições, Grupos de Interesses e Organização.
Por meio da análise de cada uma delas, demonstra-se que as variáveis Ideias e Grupos de Interesses, além do evidente recuo da diplomacia presidencial, modelaram as transformações da cooperação para o desenvolvimento.
Por fim, conclui-se que, paradoxalmente, o governo de Rousseff, que foi aquele que mais vinculou a CSS às questões comerciais, foi também aquele que menos atraiu os grupos de interesses locais para essas iniciativas.
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