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Análise das fichas de notificação de sífilis congênita: um relato de experiência nas maternidades do município de Arapiraca, Alagoas
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Introdução: No Brasil, a notificação compulsória de sífilis congênita (SC) foi instituída por meio da Portaria n. 542, de 22 de dezembro de 1986. A implementação de ações de vigilância contribuirá para a redução da subnotificação e de desfechos desfavoráveis, além de entender e corrigir as oportunidades perdidas. Objetivo: Analisar a qualidade das Fichas de Notificação para Sífilis Congênita por meio da análise dos dados e seus preenchimentos. Métodos: Estudo descritivo, prospectivo, de caráter qualitativo por meio da análise de dados contidos nas Fichas de Notificação para Sífilis Congênita ocorridos entre março e agosto de 2023 nas Maternidades do Município de Arapiraca, Alagoas. Resultados: Obteve-se uma amostra de oito casos notificados para SC. Foram avaliados dados quanto ao diagnóstico, tratamento, sinais e sintomas de SC. A idade materna compreendia entre 17 e 29 anos. Os pré-natais foram realizados em Unidades Básicas de Saúde, e apenas um deles associado ao pré-natal em consultório particular. Dois casos obtiveram diagnóstico da sífilis no pré-natal e seis durante o parto. Nenhuma parceria sexual foi tratada. Os recém-nascidos (RNs) foram tratados de acordo com protocolos do Ministério da Saúde do Brasil, não havendo óbitos. Conclusão: O estudo evidenciou que 100% das Fichas de Notificação para Sífilis Congênita não foram preenchidas totalmente. Identificação dos campos em branco e ignorado das fichas está prevalente em todas as notificações. O preenchimento da notificação foi realizado por profissional técnico da Vigilância Epidemiológica das maternidades fugindo da atribuição de ser o profissional que fez o atendimento assistencial. Isso pode dificultar, por vezes, que os campos relacionados aos dados clínicos e laboratoriais não relatem as informações reais. Assim, este relato evidenciou a necessidade urgente da qualificação das notificações de SC, uma vez que a notificação é para uma correta vigilância epidemiológica, analisando amiúde cada caso, pois SC reflete, muitas vezes, má qualidade de pré-natal.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: Análise das fichas de notificação de sífilis congênita: um relato de experiência nas maternidades do município de Arapiraca, Alagoas
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Introdução: No Brasil, a notificação compulsória de sífilis congênita (SC) foi instituída por meio da Portaria n.
542, de 22 de dezembro de 1986.
A implementação de ações de vigilância contribuirá para a redução da subnotificação e de desfechos desfavoráveis, além de entender e corrigir as oportunidades perdidas.
Objetivo: Analisar a qualidade das Fichas de Notificação para Sífilis Congênita por meio da análise dos dados e seus preenchimentos.
Métodos: Estudo descritivo, prospectivo, de caráter qualitativo por meio da análise de dados contidos nas Fichas de Notificação para Sífilis Congênita ocorridos entre março e agosto de 2023 nas Maternidades do Município de Arapiraca, Alagoas.
Resultados: Obteve-se uma amostra de oito casos notificados para SC.
Foram avaliados dados quanto ao diagnóstico, tratamento, sinais e sintomas de SC.
A idade materna compreendia entre 17 e 29 anos.
Os pré-natais foram realizados em Unidades Básicas de Saúde, e apenas um deles associado ao pré-natal em consultório particular.
Dois casos obtiveram diagnóstico da sífilis no pré-natal e seis durante o parto.
Nenhuma parceria sexual foi tratada.
Os recém-nascidos (RNs) foram tratados de acordo com protocolos do Ministério da Saúde do Brasil, não havendo óbitos.
Conclusão: O estudo evidenciou que 100% das Fichas de Notificação para Sífilis Congênita não foram preenchidas totalmente.
Identificação dos campos em branco e ignorado das fichas está prevalente em todas as notificações.
O preenchimento da notificação foi realizado por profissional técnico da Vigilância Epidemiológica das maternidades fugindo da atribuição de ser o profissional que fez o atendimento assistencial.
Isso pode dificultar, por vezes, que os campos relacionados aos dados clínicos e laboratoriais não relatem as informações reais.
Assim, este relato evidenciou a necessidade urgente da qualificação das notificações de SC, uma vez que a notificação é para uma correta vigilância epidemiológica, analisando amiúde cada caso, pois SC reflete, muitas vezes, má qualidade de pré-natal.
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