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Fernando Pessoa’s Diasporic Ulysses of Transmutation and Settled Argonaut of Sensations Alberto Caeiro
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Ulisses, o fundador de Lisboa e criador da naçãoconforme estudos etimológicos (questionáveis), é um leitmotif da transmutabilidade na obra Mensagem de Fernando Pessoa. Enquanto no épico renascentista deCamões, Os Lusíadas, Ulisses é olíder da primeira “comunidade imaginada” (Anderson) que de Portugal se dispersapelo mundo, o Ulisses da modernidade de Pessoa é uma identidade de criatividadeque, sendo ‘mudo’ e ‘brilhante’, representa o despossessado, o sem-nome, e temuma identidade em trânsito. Neste estudo o Ulisses da criatividade de Pessoa e omigrante Alberto Caeiro, seu heterónimo e mestre, são arquétipos dasidentidades diaspóricas e enraízadas do modernista. Como tal, o Ulisses dePessoa e o migrante Caeiro são identidades transnacionais e traducionais cujosdeslocamentos consistem numa “escrita-dupla” (Bhabha) de cultura em portuguêspois, para Pessoa, a poesia moderna é um espaço de interações revelador daambiguidade dos muitos nacionais sem-voz cujas contribuições para a nação nuncachegam a ser reconhecidas; elas estão, no entanto, inscritas no diálogotransversal de Ulisses e Caeiro.
Title: Fernando Pessoa’s Diasporic Ulysses of Transmutation and Settled Argonaut of Sensations Alberto Caeiro
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Ulisses, o fundador de Lisboa e criador da naçãoconforme estudos etimológicos (questionáveis), é um leitmotif da transmutabilidade na obra Mensagem de Fernando Pessoa.
Enquanto no épico renascentista deCamões, Os Lusíadas, Ulisses é olíder da primeira “comunidade imaginada” (Anderson) que de Portugal se dispersapelo mundo, o Ulisses da modernidade de Pessoa é uma identidade de criatividadeque, sendo ‘mudo’ e ‘brilhante’, representa o despossessado, o sem-nome, e temuma identidade em trânsito.
Neste estudo o Ulisses da criatividade de Pessoa e omigrante Alberto Caeiro, seu heterónimo e mestre, são arquétipos dasidentidades diaspóricas e enraízadas do modernista.
Como tal, o Ulisses dePessoa e o migrante Caeiro são identidades transnacionais e traducionais cujosdeslocamentos consistem numa “escrita-dupla” (Bhabha) de cultura em portuguêspois, para Pessoa, a poesia moderna é um espaço de interações revelador daambiguidade dos muitos nacionais sem-voz cujas contribuições para a nação nuncachegam a ser reconhecidas; elas estão, no entanto, inscritas no diálogotransversal de Ulisses e Caeiro.
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