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FENOLOGIA E PRODUÇÃO DE Eugenia candolleana D.C. EM ÁREA DE RESTINGA LITORÂNEA EM ARAQUARI-SC, BRASIL
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As espécies florestais nativas desempenharem um papel muito importante na dinâmica e estabilidade dos ecossistemas naturais, em muitos casos figuram como alternativa de cultivo e renda para o produtor rural. Apesar de pertencer à família Myrtaceae, que possui espécies de reconhecida importância ambiental e valor econômico, Eugenia candolleana D.C. ainda é muito pouco conhecida e estudada, principalmente no âmbito agronômico e nas condições da região do litoral nordeste catarinense.Este trabalho teve por objetivos verificar a fenologia e a produção de E. candolleana D.C. em área de restinga litorânea. em Araquari-SC, Brasil. O estudo foi realizado em uma população plantas existentes na área do IFC-Campus Araquari (26°22'12'' S e 48°43' 19'' O), durante o período 01/08/2019 a 31/07/2020. Foram analisados:a fenologia, por meio da observação de eventos relativos à floração, frutificação e mudanças foliares, a cada duas semanas; a estimativa de produção de frutos, determinada pelo acumulado de colheita de todos os frutos maduros por planta; a caracterização física dos frutos, em classes de matéria fresca (g); e o desenvolvimento vegetativo da planta(comprimento de número de brotos). Da população de plantas observadas, foi possível realizar a colheita em apenas uma, possivelmente devido à juvenilidade das demais. A planta é semi-decidual e a fase reprodutiva estendeu-se de janeiro à início de abril. A colheita iniciou no dia 28/02/2020 e estendeu-se por 29 dias. A produção total estimada foi 22,17 kg.planta-1 e o peso médio de matéria fresca dos frutos foi de 5,09g, com a seguinte composição média: casca, 8,4%; polpa, 74%; sementes, 16,8%; suco, 39%; e bagaço, 27,7%. O rendimento em matéria seca foi de 22,6% do fruto inteiro fresco, com 4,2% de cascas secas, 15,4% de polpa seca e 45,4% de sementes. Houveram danos decorrentes de pássaros, vespas e/ou queda natural em 21% dos frutos. Os frutos variaram entre 2,1 e 9 gramas de matéria fresca, sendo que as principais classes foram de 4,1 à 5,0 g de matéria fresca e de 5,1 à 6 g, que perfizeram respectivamente 34,7 e 35,4% do total de frutos. O número médio de brotos por ramo foi de 10, com um incremento médio anual de 57 cm no somatório do comprimento das ramificações ocorrentes no período de um ano. De acordo com as condições em que o trabalho foi desenvolvido pode-se concluir que: Os principais eventos fenológicos observados foram: senescência de folhas velhas e brotação de folhas novas, ocorridas simultaneamente de forma intensa entre os meses de outubro e novembro e em menor escala no final da frutificação; floração, do início de janeiro a fevereiro; e colheita, do final de fevereiro à março. E. candolleana apresenta potencial agronômico quanto à produtividade de frutos; o reduzido tempo de prateleira demanda cuidados na comercialização de frutos frescos in natura e a refrigeração é uma alternativa na conservação da qualidade dos frutos em póscolheita; Mosca das frutas é a principal praga encontrada, com potencial de dano econômico principalmente em pós-colheita.
Title: FENOLOGIA E PRODUÇÃO DE Eugenia candolleana D.C. EM ÁREA DE RESTINGA LITORÂNEA EM ARAQUARI-SC, BRASIL
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As espécies florestais nativas desempenharem um papel muito importante na dinâmica e estabilidade dos ecossistemas naturais, em muitos casos figuram como alternativa de cultivo e renda para o produtor rural.
Apesar de pertencer à família Myrtaceae, que possui espécies de reconhecida importância ambiental e valor econômico, Eugenia candolleana D.
C.
ainda é muito pouco conhecida e estudada, principalmente no âmbito agronômico e nas condições da região do litoral nordeste catarinense.
Este trabalho teve por objetivos verificar a fenologia e a produção de E.
candolleana D.
C.
em área de restinga litorânea.
em Araquari-SC, Brasil.
O estudo foi realizado em uma população plantas existentes na área do IFC-Campus Araquari (26°22'12'' S e 48°43' 19'' O), durante o período 01/08/2019 a 31/07/2020.
Foram analisados:a fenologia, por meio da observação de eventos relativos à floração, frutificação e mudanças foliares, a cada duas semanas; a estimativa de produção de frutos, determinada pelo acumulado de colheita de todos os frutos maduros por planta; a caracterização física dos frutos, em classes de matéria fresca (g); e o desenvolvimento vegetativo da planta(comprimento de número de brotos).
Da população de plantas observadas, foi possível realizar a colheita em apenas uma, possivelmente devido à juvenilidade das demais.
A planta é semi-decidual e a fase reprodutiva estendeu-se de janeiro à início de abril.
A colheita iniciou no dia 28/02/2020 e estendeu-se por 29 dias.
A produção total estimada foi 22,17 kg.
planta-1 e o peso médio de matéria fresca dos frutos foi de 5,09g, com a seguinte composição média: casca, 8,4%; polpa, 74%; sementes, 16,8%; suco, 39%; e bagaço, 27,7%.
O rendimento em matéria seca foi de 22,6% do fruto inteiro fresco, com 4,2% de cascas secas, 15,4% de polpa seca e 45,4% de sementes.
Houveram danos decorrentes de pássaros, vespas e/ou queda natural em 21% dos frutos.
Os frutos variaram entre 2,1 e 9 gramas de matéria fresca, sendo que as principais classes foram de 4,1 à 5,0 g de matéria fresca e de 5,1 à 6 g, que perfizeram respectivamente 34,7 e 35,4% do total de frutos.
O número médio de brotos por ramo foi de 10, com um incremento médio anual de 57 cm no somatório do comprimento das ramificações ocorrentes no período de um ano.
De acordo com as condições em que o trabalho foi desenvolvido pode-se concluir que: Os principais eventos fenológicos observados foram: senescência de folhas velhas e brotação de folhas novas, ocorridas simultaneamente de forma intensa entre os meses de outubro e novembro e em menor escala no final da frutificação; floração, do início de janeiro a fevereiro; e colheita, do final de fevereiro à março.
E.
candolleana apresenta potencial agronômico quanto à produtividade de frutos; o reduzido tempo de prateleira demanda cuidados na comercialização de frutos frescos in natura e a refrigeração é uma alternativa na conservação da qualidade dos frutos em póscolheita; Mosca das frutas é a principal praga encontrada, com potencial de dano econômico principalmente em pós-colheita.
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