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EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: ARTICULAÇÕES E RESISTÊNCIAS PARA A EDUCAÇÃO TERRITORIALIZADA
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A institucionalização da Educação Escolar Quilombola (EEQ) no Brasil e a afirmação das epistemologias contra-hegemônicas nos seus currículos é uma conquista das articulações políticas, das mobilizações e resistências dos territórios quilombolas. Essas epistemologias propõem que a EEQ esteja estruturada a partir dos saberes, dos fazeres e das tecnologias ancestrais. Reivindicações que foram organizadas pelo Movimento Negro e pelas comunidades quilombolas, ganhando projeção nacional a partir da década de 1980, em meio a tensões com o modelo eurocêntrico predominante na educação escolar brasileira. O próprio conceito de quilombo que historicamente foi utilizado pelos colonizadores portugueses para identificar e perseguir os negros fugitivos, vem sendo ressignificado, deixando de ser visto apenas como um espaço geográfico de resistências, passando a ser compreendido como um território dinâmico, epistemológico em que se constroem alternativas capazes de contestar a hegemonia da "colonialidade do saber". Houve avanços importantes, mas a consolidação dessas pedagogias e metodologias decoloniais é um caminho marcado por muitas tensões. A institucionalização da EEQ é um exemplo da mobilização dos negros que por meio dos questionamentos e das articulações políticas transformam reivindicações comunitárias em política pública estruturante.
Universidade Estadual de Montes Claros (UNIIMONTES)
Title: EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: ARTICULAÇÕES E RESISTÊNCIAS PARA A EDUCAÇÃO TERRITORIALIZADA
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A institucionalização da Educação Escolar Quilombola (EEQ) no Brasil e a afirmação das epistemologias contra-hegemônicas nos seus currículos é uma conquista das articulações políticas, das mobilizações e resistências dos territórios quilombolas.
Essas epistemologias propõem que a EEQ esteja estruturada a partir dos saberes, dos fazeres e das tecnologias ancestrais.
Reivindicações que foram organizadas pelo Movimento Negro e pelas comunidades quilombolas, ganhando projeção nacional a partir da década de 1980, em meio a tensões com o modelo eurocêntrico predominante na educação escolar brasileira.
O próprio conceito de quilombo que historicamente foi utilizado pelos colonizadores portugueses para identificar e perseguir os negros fugitivos, vem sendo ressignificado, deixando de ser visto apenas como um espaço geográfico de resistências, passando a ser compreendido como um território dinâmico, epistemológico em que se constroem alternativas capazes de contestar a hegemonia da "colonialidade do saber".
Houve avanços importantes, mas a consolidação dessas pedagogias e metodologias decoloniais é um caminho marcado por muitas tensões.
A institucionalização da EEQ é um exemplo da mobilização dos negros que por meio dos questionamentos e das articulações políticas transformam reivindicações comunitárias em política pública estruturante.
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