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Odontologia do Esporte e Trauma Dentário
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Introdução/Justificativa: Apesar da sua importância no contexto social como um todo, a odontologia do esporte só se tornou uma especialidade pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) em 2015, através da Resolução CRO 160. No intuito de demonstrar esta importância, pode-se citar a pesquisa realizada pela National Youth Sports Safety Foundation (2006) na qual relatou que cerca de 10% das lesões decorrentes de práticas esportivas acontecem na região orofacial, justificando a necessidade da presença deste profissional em espaços fora da clínica odontológica. A disponibilidade imediata do profissional em campo teria efeitos positivos na recuperação do atleta, já que a habilidade na condução de casos de avulsão dentária, cuidado com partes moles e fraturas ósseas seria fundamental para diminuir o tempo de recuperação e um prognóstico mais favorável. Dentre as lesões de maior frequência pode-se citar: lacerações (37%), fraturas (17%), contusão (10%), avulsão (5%) e luxação (5%). Estes tipos de danos acarretam na demora do retorno do atleta para prática esportiva, comprometimento da função e problemas estéticos. Em relação ao espaço da ocorrência de lesões orofaciais em práticas esportivas, deve-se salientar que crianças em idade escolar também apresentam alto risco de sofrerem urgências odontológicas, principalmente nos casos de lesões dentárias por traumatismo e avulsão dentária. O conhecimento sobre métodos de armazenamento e tratamento imediato se mostrou baixo entre educadores, pais e alunos, assim como, entre atletas profissionais e treinadores. Objetivo: Este trabalho teve o objetivo de descrever sobre os conhecimentos difundidos na odontologia do esporte sobre o trauma dentário, nos últimos 5 anos. Metodologia: As etapas realizadas foram respectivamente: (a) definição do tema, (b) busca por DeCS/MeSH de descritores relacionados, (c) busca nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scopus, de artigos publicados nos últimos 5 anos com idioma em português e inglês; (d) leitura dos títulos e resumos dos artigos encontrados; (e) seleção para leitura completa de estudos que abordaram trauma dentário. Os critérios de inclusão foram estudos disponíveis na íntegra e que abordavam o tema de interesse. Foram excluídos trabalhos que abrangeram outros tipos de lesões faciais, aqueles indisponíveis para leitura completa e duplicata. Os descritores utilizados foram: “sports dentistry; dental trauma; injury”. Durante as buscas foram encontrados 184 artigos relacionados à odontologia do esporte nas bases de dados. A leitura do texto completo foi realizada com um total de 27 artigos. Dentre estes, 9 artigos foram utilizados para a escrita da revisão narrativa. Resultados: Dentre os esportes que mais causam lesões em campo, se encontram aqueles de contato entre jogadores como basquete, futebol masculino e feminino, ocasionando em cerca de 276 (60,4%) das lesões sofridas. Outros esportes como hockey feminino e basebol masculino foram responsáveis por taxas de lesões ocasionadas pelo contato com equipamentos dos atletas, sendo 146 (31,9%). Esportes como o hóquei feminino, basquete masculino, beisebol masculino e softbol feminino estão entre os mais citados. Nestas práticas as lesões eram mais comuns durante as competições e a taxa de lesões dentárias foi cerca de 0,4%, quando registradas. Após um traumatismo dentário é necessário conhecimentos prévios tanto por treinadores em campo quanto educadores físicos nas escolas, já que o tempo de permanência de um dente avulsionado fora da boca é crucial para o prognóstico. Nas lesões com crianças em idade escolar observou-se que o conhecimento sobre como armazenar o dente foi baixo, e após um treinamento realizado notou-se que a segurança em se realizar o reimplante dentário só aconteceu em alguns participantes, outros ainda buscavam atendimento odontológico de urgência devido à falta de segurança em aplicar a técnica. Com relação aos métodos de prevenção foi citado a utilização de protetores bucais. Alguns estudos apontaram que a presença do dispositivo diminui a gravidade ou o número de lesões dentárias em esportes de contato. Porém, em uma revisão sistemática foi descrito que o uso deste tipo de dispositivo foi muito baixo e que o conhecimento sobre a importância do protetor bucal ainda não é o suficiente. Um dos estudos indicou que cerca de 75,1% de 308 registros definiu como desnecessário a utilização de protetores bucais em ambiente escolar. Conclusão: Diante do exposto, foi visto que é necessário a prática de atividades educativas permanentes no intuito de fortalecer o conhecimento sobre o que fazer diante de um traumatismo dentário no ambiente escolar para preparar educadores, pais e alunos sobre como proceder após uma avulsão e da importância na utilização de protetores bucais durante práticas de exercício de contato entre crianças. Além disso, é essencial a presença de um cirurgião-dentista durante períodos de competições esportivas no intuito de otimizar o prognóstico dos dentes quando ocorre o traumatismo.
Conselho Regional De Odontologia De Minas Gerais
Title: Odontologia do Esporte e Trauma Dentário
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Introdução/Justificativa: Apesar da sua importância no contexto social como um todo, a odontologia do esporte só se tornou uma especialidade pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) em 2015, através da Resolução CRO 160.
No intuito de demonstrar esta importância, pode-se citar a pesquisa realizada pela National Youth Sports Safety Foundation (2006) na qual relatou que cerca de 10% das lesões decorrentes de práticas esportivas acontecem na região orofacial, justificando a necessidade da presença deste profissional em espaços fora da clínica odontológica.
A disponibilidade imediata do profissional em campo teria efeitos positivos na recuperação do atleta, já que a habilidade na condução de casos de avulsão dentária, cuidado com partes moles e fraturas ósseas seria fundamental para diminuir o tempo de recuperação e um prognóstico mais favorável.
Dentre as lesões de maior frequência pode-se citar: lacerações (37%), fraturas (17%), contusão (10%), avulsão (5%) e luxação (5%).
Estes tipos de danos acarretam na demora do retorno do atleta para prática esportiva, comprometimento da função e problemas estéticos.
Em relação ao espaço da ocorrência de lesões orofaciais em práticas esportivas, deve-se salientar que crianças em idade escolar também apresentam alto risco de sofrerem urgências odontológicas, principalmente nos casos de lesões dentárias por traumatismo e avulsão dentária.
O conhecimento sobre métodos de armazenamento e tratamento imediato se mostrou baixo entre educadores, pais e alunos, assim como, entre atletas profissionais e treinadores.
Objetivo: Este trabalho teve o objetivo de descrever sobre os conhecimentos difundidos na odontologia do esporte sobre o trauma dentário, nos últimos 5 anos.
Metodologia: As etapas realizadas foram respectivamente: (a) definição do tema, (b) busca por DeCS/MeSH de descritores relacionados, (c) busca nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scopus, de artigos publicados nos últimos 5 anos com idioma em português e inglês; (d) leitura dos títulos e resumos dos artigos encontrados; (e) seleção para leitura completa de estudos que abordaram trauma dentário.
Os critérios de inclusão foram estudos disponíveis na íntegra e que abordavam o tema de interesse.
Foram excluídos trabalhos que abrangeram outros tipos de lesões faciais, aqueles indisponíveis para leitura completa e duplicata.
Os descritores utilizados foram: “sports dentistry; dental trauma; injury”.
Durante as buscas foram encontrados 184 artigos relacionados à odontologia do esporte nas bases de dados.
A leitura do texto completo foi realizada com um total de 27 artigos.
Dentre estes, 9 artigos foram utilizados para a escrita da revisão narrativa.
Resultados: Dentre os esportes que mais causam lesões em campo, se encontram aqueles de contato entre jogadores como basquete, futebol masculino e feminino, ocasionando em cerca de 276 (60,4%) das lesões sofridas.
Outros esportes como hockey feminino e basebol masculino foram responsáveis por taxas de lesões ocasionadas pelo contato com equipamentos dos atletas, sendo 146 (31,9%).
Esportes como o hóquei feminino, basquete masculino, beisebol masculino e softbol feminino estão entre os mais citados.
Nestas práticas as lesões eram mais comuns durante as competições e a taxa de lesões dentárias foi cerca de 0,4%, quando registradas.
Após um traumatismo dentário é necessário conhecimentos prévios tanto por treinadores em campo quanto educadores físicos nas escolas, já que o tempo de permanência de um dente avulsionado fora da boca é crucial para o prognóstico.
Nas lesões com crianças em idade escolar observou-se que o conhecimento sobre como armazenar o dente foi baixo, e após um treinamento realizado notou-se que a segurança em se realizar o reimplante dentário só aconteceu em alguns participantes, outros ainda buscavam atendimento odontológico de urgência devido à falta de segurança em aplicar a técnica.
Com relação aos métodos de prevenção foi citado a utilização de protetores bucais.
Alguns estudos apontaram que a presença do dispositivo diminui a gravidade ou o número de lesões dentárias em esportes de contato.
Porém, em uma revisão sistemática foi descrito que o uso deste tipo de dispositivo foi muito baixo e que o conhecimento sobre a importância do protetor bucal ainda não é o suficiente.
Um dos estudos indicou que cerca de 75,1% de 308 registros definiu como desnecessário a utilização de protetores bucais em ambiente escolar.
Conclusão: Diante do exposto, foi visto que é necessário a prática de atividades educativas permanentes no intuito de fortalecer o conhecimento sobre o que fazer diante de um traumatismo dentário no ambiente escolar para preparar educadores, pais e alunos sobre como proceder após uma avulsão e da importância na utilização de protetores bucais durante práticas de exercício de contato entre crianças.
Além disso, é essencial a presença de um cirurgião-dentista durante períodos de competições esportivas no intuito de otimizar o prognóstico dos dentes quando ocorre o traumatismo.
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