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Epidemiologia das lesões esportivas no Beach tennis
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Durante a pandemia de Covid-19 esportes ao ar livre, como o Beach tennis (BT) se popularizaram no Brasil. O BT, esporte relativamente novo, é considerado o esporte que mais cresce no país, é praticado com raquete, em arenas de areia ou praias e possui uma dinâmica semelhante ao tênis. Juntamente com o crescente número de praticantes do esporte espera-se um aumento na incidência de lesões relacionadas ao mesmo. Com isso, urge a necessidade de estudar as lesões mais prevalentes nesta prática esportiva. Apesar da popularidade do esporte, ainda existem poucos estudos na literatura acerca da epidemiologia das lesões relacionadas ao BT. O presente estudo tem como objetivo fornecer dados epidemiológicos acerca de lesões relacionadas ao BT. Consiste em um estudo transversal, descritivo, o qual foi realizado por meio de um questionário quantitativo formulado através do Google Forms aplicado em adeptos à prática do BT. Foram avaliadas variáveis diretas em relação ao esporte, como a frequência da prática esportiva, incidência de lesões e as suas respectivas regiões anatômicas, tratamento e práticas de prevenção de lesões. Um total de 60 pessoas responderam ao questionário, das quais 43,3% estavam na faixa etária de 41-60 anos, 33,3% de 21-40 anos e 20% tinham idade inferior a 20 anos. Sobre o gênero dos participantes, 55% eram mulheres e 45% homens. Em relação ao tempo em que pratica o BT 43,3% começaram a no máximo 6 meses atrás e 16,7% praticavam a mais de 2 anos. Com relação à frequência da prática do esporte, 65% praticavam de 1-2 vezes por semana, 20% de 3-4 vezes por semana, 6,7% de 5-7 vezes por semana. Entre todos os praticantes, 40% já sofreram alguma lesão. Em relação à prevalência de lesões, 35% haviam se lesionado de 1-2 vezes, 6,7% entre 3-4 vezes e 3,3% responderam que sofreram 5 ou mais lesões. No que diz respeito à região anatômica acometida, 25% das lesões ocorreram no ombro, 18,3% no joelho, 15% no cotovelo, 13,3% no punho, 3,3% no tornozelo, 31% responderam outras regiões. Dos participantes que se lesionaram, 57% trataram com orientações de profissionais e 43% sem nenhuma orientação. No que tange à prevenção de lesões, 65% fazem algum tipo de trabalho de prevenção de lesão. Destes, 40% praticam musculação, 23,3% fazem alongamento, 5% fazem fisioterapia e 31,7% responderam que fazem outro tipo de prevenção. Por fim, observa-se que a prática de BT está associada à uma considerável taxa de lesões pelos seus praticantes, sendo essas lesões mais comuns em áreas como ombro e cotovelo. Uma parte significativa tratou-se sem a orientação de um profissional ou não tratou a lesão, o que pode interferir negativamente na recuperação desse paciente, aumentando a recorrência e os agravos relacionados às lesões. Vale ressaltar que a maioria dos participantes realiza trabalhos de prevenção de lesão, sendo musculação e alongamento os mais comuns, fato que otimiza a prevenção das mesmas. Com isso, observamos a necessidade de estudos com enfoque neste esporte, tendo em vista a sua crescente popularidade e a escassez de literatura na comunidade científica. PALAVRAS-CHAVE: Beach tennis, Epidemiologia, Lesões esportivas, Medicina esportiva
Title: Epidemiologia das lesões esportivas no Beach tennis
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Durante a pandemia de Covid-19 esportes ao ar livre, como o Beach tennis (BT) se popularizaram no Brasil.
O BT, esporte relativamente novo, é considerado o esporte que mais cresce no país, é praticado com raquete, em arenas de areia ou praias e possui uma dinâmica semelhante ao tênis.
Juntamente com o crescente número de praticantes do esporte espera-se um aumento na incidência de lesões relacionadas ao mesmo.
Com isso, urge a necessidade de estudar as lesões mais prevalentes nesta prática esportiva.
Apesar da popularidade do esporte, ainda existem poucos estudos na literatura acerca da epidemiologia das lesões relacionadas ao BT.
O presente estudo tem como objetivo fornecer dados epidemiológicos acerca de lesões relacionadas ao BT.
Consiste em um estudo transversal, descritivo, o qual foi realizado por meio de um questionário quantitativo formulado através do Google Forms aplicado em adeptos à prática do BT.
Foram avaliadas variáveis diretas em relação ao esporte, como a frequência da prática esportiva, incidência de lesões e as suas respectivas regiões anatômicas, tratamento e práticas de prevenção de lesões.
Um total de 60 pessoas responderam ao questionário, das quais 43,3% estavam na faixa etária de 41-60 anos, 33,3% de 21-40 anos e 20% tinham idade inferior a 20 anos.
Sobre o gênero dos participantes, 55% eram mulheres e 45% homens.
Em relação ao tempo em que pratica o BT 43,3% começaram a no máximo 6 meses atrás e 16,7% praticavam a mais de 2 anos.
Com relação à frequência da prática do esporte, 65% praticavam de 1-2 vezes por semana, 20% de 3-4 vezes por semana, 6,7% de 5-7 vezes por semana.
Entre todos os praticantes, 40% já sofreram alguma lesão.
Em relação à prevalência de lesões, 35% haviam se lesionado de 1-2 vezes, 6,7% entre 3-4 vezes e 3,3% responderam que sofreram 5 ou mais lesões.
No que diz respeito à região anatômica acometida, 25% das lesões ocorreram no ombro, 18,3% no joelho, 15% no cotovelo, 13,3% no punho, 3,3% no tornozelo, 31% responderam outras regiões.
Dos participantes que se lesionaram, 57% trataram com orientações de profissionais e 43% sem nenhuma orientação.
No que tange à prevenção de lesões, 65% fazem algum tipo de trabalho de prevenção de lesão.
Destes, 40% praticam musculação, 23,3% fazem alongamento, 5% fazem fisioterapia e 31,7% responderam que fazem outro tipo de prevenção.
Por fim, observa-se que a prática de BT está associada à uma considerável taxa de lesões pelos seus praticantes, sendo essas lesões mais comuns em áreas como ombro e cotovelo.
Uma parte significativa tratou-se sem a orientação de um profissional ou não tratou a lesão, o que pode interferir negativamente na recuperação desse paciente, aumentando a recorrência e os agravos relacionados às lesões.
Vale ressaltar que a maioria dos participantes realiza trabalhos de prevenção de lesão, sendo musculação e alongamento os mais comuns, fato que otimiza a prevenção das mesmas.
Com isso, observamos a necessidade de estudos com enfoque neste esporte, tendo em vista a sua crescente popularidade e a escassez de literatura na comunidade científica.
PALAVRAS-CHAVE: Beach tennis, Epidemiologia, Lesões esportivas, Medicina esportiva.
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