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Produtos meliponícolas de abelha jandaíra (melipona subnitida) do SEMIÁRIDO potiguar
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Objetivou-se identificar a evolução tecnológica dos produtos derivados de abelhas sem ferrão e caracterizar o mel fresco e maturado, a geoprópolis e o saburá de abelha jandaíra (Melipona subnitida). Foram consultados quatro bancos de dados de escritórios de patentes, Patentscope, Espacenet, LATIPAT, INPI. Também foram coletadas 30 amostras de mel, 10 amostras de geoprópolis e 6 amostras de saburá de abelha jandaíra em diferentes municípios da região semiárida do Rio Grande do Norte, Brasil. Avaliou-se as características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais das amostras de geoprópolis in natura, dos extratos hidroetanólicos de geoprópolis produzidos, das amostras de mel in natura e do saburá. Também foram avaliados mensalmente as características do mel durante o processo de maturação de 120 dias. Foram encontradas 58 patentes publicadas relacionadas a produtos meliponícolas. O Brasil se destacou por apresentar 41,4 % de todas as patentes depositadas analisadas. A análise dos códigos de classificação IPC demonstrou que 29,3 % dos documentos de patentes foram registrados na subclasse A61K 35/644 de preparações medicinais contendo cera de abelha, própolis, geleia real ou mel. O teor de matéria mineral nas amostras de geoprópolis in natura variou de 37,5 a 82,0 g/100 g. Foi possível observar nos extratos variações de pH entre 4,15 a 5,9, densidade entre 0,796 a 0,859 g/cm3, teor de resíduo seco entre 1,0 a 17,9 g/100 ml, teor de compostos fenólicos totais 3,2 a 41,7 mg EAQ/g, de flavonoides 1,2 a 49,0 mg EQ/g e CE50 0,16 a 4,16 μg/ml. Em relação a atividade antimicrobiana dos extratos foi possível identificar maiores valores de inibição frente a microrganismos gram-positivos quando comparado a cepas gram-negativas, porém a maioria dos extratos conseguiram inibir total ou parcialmente o crescimento microbiano. Quanto as características sensoriais, tanto a geoprópolis in natura quanto os extratos hidroetanólicos de geoprópolis mostraram características sensoriais diversas. Os únicos microrganismos com crescimento detectado nas amostras de mel in natura foram os bolores e leveduras com valores de contagem microbiana variando entre < 1,18 e 4,85 Log10 UFC/g. Nas amostras in natura foram encontrados valores médios de umidade 26,5 g/100 g; pH 3,5; acidez livre 36,14 mEq/kg; hidroximetilfurfural 6,15 mg/kg; açúcares redutores 67,58 g/100 g; sacarose aparente 2,89 g/100 g; sólidos insolúveis em água 0,1 g/100 g, cinzas 0,27 g/100 g e 44 % das amostras analisadas apresentaram coloração branco d’água (0 a 8 mm Pfund). No tempo inicial da maturação, o mel apresentou presença de bolores e leveduras, 3,6 ± 0,4 Log10 UFC/g, bactérias mesófilas totais 4,1 ± 0,2 Log10 UFC/g e bactérias ácido láticas 4,3 ± 0,1 Log10 UFC/g, porém após primeiro mês de maturação a presença desses microrganismos nas amostras foi praticamente zero (< 1,2 e < 1,5 Log10 UFC/g). Observou-se que o pH do mel é uma importante medida para acompanhar as alterações nele ocorrem durante o processo de maturação. Durante os 120 dias do processo o pH se tornou mais ácido gradativamente, enquanto o teor de acidez se elevava (r = -0,945; p<0,001), o teor de açúcares redutores reduzia (r = 0,962; p<0,001) e o mel se tornava mais denso (r = -0,861; p<0,001). Após 120 dias do processo de maturação, o mel apresentou aroma ácido, sabor agridoce, cor e consistência líquida inalteradas. Não houve detecção de microrganismos nas amostras de saburá analisadas, indicativo de que os processos bioquímicos e microbianos gerenciados pelas abelhas são eficientes em inibir a deterioração deste produto. Quanto aos parâmetros físico-químicos as amostras de saburá apresentaram teores médios de umidade de 27,2 g/100 g; proteína bruta 31,1 g/100 g; açúcares totais 55,2 g/100 g; pH 3,5 e acidez 1023,7 mEq/kg. Os produtos meliponícolas da abelha jandaíra demonstraram possuir potencial de mercado devido às suas características diferenciadas e propriedades biológicas.
Title: Produtos meliponícolas de abelha jandaíra (melipona subnitida) do SEMIÁRIDO potiguar
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Objetivou-se identificar a evolução tecnológica dos produtos derivados de abelhas sem ferrão e caracterizar o mel fresco e maturado, a geoprópolis e o saburá de abelha jandaíra (Melipona subnitida).
Foram consultados quatro bancos de dados de escritórios de patentes, Patentscope, Espacenet, LATIPAT, INPI.
Também foram coletadas 30 amostras de mel, 10 amostras de geoprópolis e 6 amostras de saburá de abelha jandaíra em diferentes municípios da região semiárida do Rio Grande do Norte, Brasil.
Avaliou-se as características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais das amostras de geoprópolis in natura, dos extratos hidroetanólicos de geoprópolis produzidos, das amostras de mel in natura e do saburá.
Também foram avaliados mensalmente as características do mel durante o processo de maturação de 120 dias.
Foram encontradas 58 patentes publicadas relacionadas a produtos meliponícolas.
O Brasil se destacou por apresentar 41,4 % de todas as patentes depositadas analisadas.
A análise dos códigos de classificação IPC demonstrou que 29,3 % dos documentos de patentes foram registrados na subclasse A61K 35/644 de preparações medicinais contendo cera de abelha, própolis, geleia real ou mel.
O teor de matéria mineral nas amostras de geoprópolis in natura variou de 37,5 a 82,0 g/100 g.
Foi possível observar nos extratos variações de pH entre 4,15 a 5,9, densidade entre 0,796 a 0,859 g/cm3, teor de resíduo seco entre 1,0 a 17,9 g/100 ml, teor de compostos fenólicos totais 3,2 a 41,7 mg EAQ/g, de flavonoides 1,2 a 49,0 mg EQ/g e CE50 0,16 a 4,16 μg/ml.
Em relação a atividade antimicrobiana dos extratos foi possível identificar maiores valores de inibição frente a microrganismos gram-positivos quando comparado a cepas gram-negativas, porém a maioria dos extratos conseguiram inibir total ou parcialmente o crescimento microbiano.
Quanto as características sensoriais, tanto a geoprópolis in natura quanto os extratos hidroetanólicos de geoprópolis mostraram características sensoriais diversas.
Os únicos microrganismos com crescimento detectado nas amostras de mel in natura foram os bolores e leveduras com valores de contagem microbiana variando entre < 1,18 e 4,85 Log10 UFC/g.
Nas amostras in natura foram encontrados valores médios de umidade 26,5 g/100 g; pH 3,5; acidez livre 36,14 mEq/kg; hidroximetilfurfural 6,15 mg/kg; açúcares redutores 67,58 g/100 g; sacarose aparente 2,89 g/100 g; sólidos insolúveis em água 0,1 g/100 g, cinzas 0,27 g/100 g e 44 % das amostras analisadas apresentaram coloração branco d’água (0 a 8 mm Pfund).
No tempo inicial da maturação, o mel apresentou presença de bolores e leveduras, 3,6 ± 0,4 Log10 UFC/g, bactérias mesófilas totais 4,1 ± 0,2 Log10 UFC/g e bactérias ácido láticas 4,3 ± 0,1 Log10 UFC/g, porém após primeiro mês de maturação a presença desses microrganismos nas amostras foi praticamente zero (< 1,2 e < 1,5 Log10 UFC/g).
Observou-se que o pH do mel é uma importante medida para acompanhar as alterações nele ocorrem durante o processo de maturação.
Durante os 120 dias do processo o pH se tornou mais ácido gradativamente, enquanto o teor de acidez se elevava (r = -0,945; p<0,001), o teor de açúcares redutores reduzia (r = 0,962; p<0,001) e o mel se tornava mais denso (r = -0,861; p<0,001).
Após 120 dias do processo de maturação, o mel apresentou aroma ácido, sabor agridoce, cor e consistência líquida inalteradas.
Não houve detecção de microrganismos nas amostras de saburá analisadas, indicativo de que os processos bioquímicos e microbianos gerenciados pelas abelhas são eficientes em inibir a deterioração deste produto.
Quanto aos parâmetros físico-químicos as amostras de saburá apresentaram teores médios de umidade de 27,2 g/100 g; proteína bruta 31,1 g/100 g; açúcares totais 55,2 g/100 g; pH 3,5 e acidez 1023,7 mEq/kg.
Os produtos meliponícolas da abelha jandaíra demonstraram possuir potencial de mercado devido às suas características diferenciadas e propriedades biológicas.
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