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Avaliação fitoquímica e farmacológica da própolis da abelha frieseomelitta doederleini produzida no semi-árido nordestino

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Própolis é um material resinoso de coloração e consistência variadas, obtido por abelhas através da coleta de resinas da flora da região, e alteradas pela ação de enzimas contidas em sua saliva. A própolis produzida pelas abelhas com ferrão já foram amplamente estudadas a fim de comprovar as suas atividades farmacológicas e são assim, utilizados para diversas aplicações medicinais. Entretanto, em relação à própolis da abelha Frieseomelitta doederleini, estudos sistematizados sobre suas atividades farmacológicas são escassos. Este estudo objetivou avaliar a composição fitoquímica e as atividades farmacológicas da própolis da abelha F. doederleini; para tanto, amostras de própolis da abelha foram obtidas no município de Serra do Mel, Região Oeste do Rio Grande do Norte, as quais tiveram suas atividades farmacológicas avaliadas: antioxidante (através do método DPPH - 2,2-difenil-1-picril-hidrazila) e ABTS (2,2'-azino-bis (3-etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico); antibacteriana através do método de difusão em ágar e microdiluição para determinar a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Bacteriana Mínima (CBM); cicatrizante, através da indução de feridas cirúrgicas experimentais em ratos Wistar, além do crescimento de fibroblastos em tempo real; citotóxica pelo método do MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio) e por fim, a mutagenicidade pelo método de micronúcleos. A análise fitoquímica revelou a presença de saponinas, compostos fenólicos, flavonoides agliconas e o método de Co-CCD identificou os compostos quercetina e canferol. A própolis apresentou concentração de 35,55mg EAG.g-1 de fenóis totais. Apresentou expressiva atividade antioxidante pelo método DPPH, com um IC50 de 46,39 ppm, já pelo método ABTS a atividade antioxidante foi mais discreta, com uma IC50 440.44 ppm. O extrato foi considerado eficaz no que se refere a atividade antibacteriana, pois promoveu a formação de halos de inibição com tamanho ≥ 9 mm para todas as cepas quando testadas em ágar Mueller Hinton . A Concentração Inibitória Mínima (CIM), no teste de microdiluição, variou de 3,125 a 25mg.mL-1 para os 11 microrganismo testados, mostrando a melhor CIM contra Pseudomonas aeruginosa, bactéria Gram-negativa relacionada a resistência aos antimicrobianos. A Concentração Bacteriana Mínima (CBM) variou de 6,25 a 50 mg.mL-1. A análise do processo de cicatrização sob os pontos de vista clínico, macroscópico e histológico permitiu concluir, que o uso do creme à base de própolis apresentou influência positiva na cicatrização de feridas cutâneas experimentais, por promover reação inflamatória menos intensa e fechamento mais rápido das feridas em relação ao grupo controle, assim como estimulou o maior crescimento de fibroblastos. No teste de citotoxicidade por MTT é possível observar atividade citotóxica maior para células de carcinoma de colón nas concentrações de 3,12 μg.mL-1, 6,25 μg.mL-1 e 12,5 μg.mL-1, esta ultima concentração consegui inibir a viabilidade celular das células cancerígenas em mais de 50%. Quanto a avaliação do potencial mutagênico a própolis induziu aumento na frequência de células micronucleadas apenas na maior concentração avaliada (250 μg.mL-1). Assim foi possível concluir que o estrato hidroalcoólico da própolis da abelha Frieseomelitta doederleini apresentou uma composição química variada e promissoras atividades farmacológicas, destacando-se a antioxidante, antimicrobiana, cicatrizante e anti-neoplasica
Editora da Universidade Federal Rural do Semi-Arido - EdUFERSA
Title: Avaliação fitoquímica e farmacológica da própolis da abelha frieseomelitta doederleini produzida no semi-árido nordestino
Description:
Própolis é um material resinoso de coloração e consistência variadas, obtido por abelhas através da coleta de resinas da flora da região, e alteradas pela ação de enzimas contidas em sua saliva.
A própolis produzida pelas abelhas com ferrão já foram amplamente estudadas a fim de comprovar as suas atividades farmacológicas e são assim, utilizados para diversas aplicações medicinais.
Entretanto, em relação à própolis da abelha Frieseomelitta doederleini, estudos sistematizados sobre suas atividades farmacológicas são escassos.
Este estudo objetivou avaliar a composição fitoquímica e as atividades farmacológicas da própolis da abelha F.
doederleini; para tanto, amostras de própolis da abelha foram obtidas no município de Serra do Mel, Região Oeste do Rio Grande do Norte, as quais tiveram suas atividades farmacológicas avaliadas: antioxidante (através do método DPPH - 2,2-difenil-1-picril-hidrazila) e ABTS (2,2'-azino-bis (3-etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico); antibacteriana através do método de difusão em ágar e microdiluição para determinar a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Bacteriana Mínima (CBM); cicatrizante, através da indução de feridas cirúrgicas experimentais em ratos Wistar, além do crescimento de fibroblastos em tempo real; citotóxica pelo método do MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio) e por fim, a mutagenicidade pelo método de micronúcleos.
A análise fitoquímica revelou a presença de saponinas, compostos fenólicos, flavonoides agliconas e o método de Co-CCD identificou os compostos quercetina e canferol.
A própolis apresentou concentração de 35,55mg EAG.
g-1 de fenóis totais.
Apresentou expressiva atividade antioxidante pelo método DPPH, com um IC50 de 46,39 ppm, já pelo método ABTS a atividade antioxidante foi mais discreta, com uma IC50 440.
44 ppm.
O extrato foi considerado eficaz no que se refere a atividade antibacteriana, pois promoveu a formação de halos de inibição com tamanho ≥ 9 mm para todas as cepas quando testadas em ágar Mueller Hinton .
A Concentração Inibitória Mínima (CIM), no teste de microdiluição, variou de 3,125 a 25mg.
mL-1 para os 11 microrganismo testados, mostrando a melhor CIM contra Pseudomonas aeruginosa, bactéria Gram-negativa relacionada a resistência aos antimicrobianos.
A Concentração Bacteriana Mínima (CBM) variou de 6,25 a 50 mg.
mL-1.
A análise do processo de cicatrização sob os pontos de vista clínico, macroscópico e histológico permitiu concluir, que o uso do creme à base de própolis apresentou influência positiva na cicatrização de feridas cutâneas experimentais, por promover reação inflamatória menos intensa e fechamento mais rápido das feridas em relação ao grupo controle, assim como estimulou o maior crescimento de fibroblastos.
No teste de citotoxicidade por MTT é possível observar atividade citotóxica maior para células de carcinoma de colón nas concentrações de 3,12 μg.
mL-1, 6,25 μg.
mL-1 e 12,5 μg.
mL-1, esta ultima concentração consegui inibir a viabilidade celular das células cancerígenas em mais de 50%.
Quanto a avaliação do potencial mutagênico a própolis induziu aumento na frequência de células micronucleadas apenas na maior concentração avaliada (250 μg.
mL-1).
Assim foi possível concluir que o estrato hidroalcoólico da própolis da abelha Frieseomelitta doederleini apresentou uma composição química variada e promissoras atividades farmacológicas, destacando-se a antioxidante, antimicrobiana, cicatrizante e anti-neoplasica.

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