Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

A FILOSOFIA DA TECNOLOGIA DE ANDREW FEENBERG

View through CrossRef
Introdução: A filosofia da tecnologia de Andrew Feenberg oferece uma perspectiva crítica para compreender a relação entre tecnologia, sociedade e política, contrapondo-se ao determinismo tecnológico. Seu pensamento enfatiza que os artefatos carregam valores sociais, econômicos e culturais, sendo permeados por disputas de poder. Objetivo: Analisar a teoria crítica da tecnologia de Feenberg e seu diálogo com autores contemporâneos. Metodologia: O estudo consistiu em uma revisão bibliográfica qualitativa realizada entre janeiro e março de 2025. Foram consultadas as bases de dados Scopus, Web of Science, SciELO e Google Scholar. Incluíram-se artigos em português ou inglês, publicados entre 1990 e 2025, que abordassem a filosofia da tecnologia e a teoria crítica de Andrew Feenberg. Trabalhos sem relação direta com o autor ou sem conteúdo teórico relevante foram excluídos. Após a aplicação dos critérios, foram selecionados 12 estudos para análise detalhada. Obras complementares foram utilizadas apenas para contextualização e embasamento teórico. Resultados e Discussão: A análise evidencia que Feenberg rompe com a concepção de neutralidade tecnológica e propõe que a tecnologia seja compreendida como um campo de disputa social. Em diálogo com Habermas, Latour e Marcuse, destaca-se a importância da democratização das decisões técnicas, promovendo valores emancipatórios. Autores contemporâneos, como Santaella e Moraes, reforçam a dimensão semiótica e educacional, mostrando impactos da inteligência artificial e da mediação tecnológica na sociedade. O estudo confirma que a tecnologia não é neutra, sendo moldada por escolhas sociais e políticas. A teoria crítica de Feenberg aproxima-se de propostas de governança participativa e de inovação inclusiva. Além disso, Sampieri, Collado e Lucio e Volpato ressaltam a importância do rigor metodológico e da clareza na disseminação científica para consolidar o debate. Essa perspectiva amplia a análise da tecnologia como instrumento de transformação social, não apenas econômico ou instrumental. Conclusão: A filosofia de Feenberg evidencia que a tecnologia é construída socialmente e pode ser orientada para fins emancipatórios. A participação social nos processos técnicos é central para a democratização tecnológica. Seu pensamento permanece atual, oferecendo ferramentas críticas para repensar os rumos da inovação no século XXI.
Title: A FILOSOFIA DA TECNOLOGIA DE ANDREW FEENBERG
Description:
Introdução: A filosofia da tecnologia de Andrew Feenberg oferece uma perspectiva crítica para compreender a relação entre tecnologia, sociedade e política, contrapondo-se ao determinismo tecnológico.
Seu pensamento enfatiza que os artefatos carregam valores sociais, econômicos e culturais, sendo permeados por disputas de poder.
Objetivo: Analisar a teoria crítica da tecnologia de Feenberg e seu diálogo com autores contemporâneos.
Metodologia: O estudo consistiu em uma revisão bibliográfica qualitativa realizada entre janeiro e março de 2025.
Foram consultadas as bases de dados Scopus, Web of Science, SciELO e Google Scholar.
Incluíram-se artigos em português ou inglês, publicados entre 1990 e 2025, que abordassem a filosofia da tecnologia e a teoria crítica de Andrew Feenberg.
Trabalhos sem relação direta com o autor ou sem conteúdo teórico relevante foram excluídos.
Após a aplicação dos critérios, foram selecionados 12 estudos para análise detalhada.
Obras complementares foram utilizadas apenas para contextualização e embasamento teórico.
Resultados e Discussão: A análise evidencia que Feenberg rompe com a concepção de neutralidade tecnológica e propõe que a tecnologia seja compreendida como um campo de disputa social.
Em diálogo com Habermas, Latour e Marcuse, destaca-se a importância da democratização das decisões técnicas, promovendo valores emancipatórios.
Autores contemporâneos, como Santaella e Moraes, reforçam a dimensão semiótica e educacional, mostrando impactos da inteligência artificial e da mediação tecnológica na sociedade.
O estudo confirma que a tecnologia não é neutra, sendo moldada por escolhas sociais e políticas.
A teoria crítica de Feenberg aproxima-se de propostas de governança participativa e de inovação inclusiva.
Além disso, Sampieri, Collado e Lucio e Volpato ressaltam a importância do rigor metodológico e da clareza na disseminação científica para consolidar o debate.
Essa perspectiva amplia a análise da tecnologia como instrumento de transformação social, não apenas econômico ou instrumental.
Conclusão: A filosofia de Feenberg evidencia que a tecnologia é construída socialmente e pode ser orientada para fins emancipatórios.
A participação social nos processos técnicos é central para a democratização tecnológica.
Seu pensamento permanece atual, oferecendo ferramentas críticas para repensar os rumos da inovação no século XXI.

Related Results

Proposições Hermenêuticas à Filosofia da Educação Química
Proposições Hermenêuticas à Filosofia da Educação Química
Este texto apresenta a proposição de uma Filosofia da Educação Química em uma visão hermenêutica. Em um exercício ensaístico, parte de elementos de um campo específico de Filosofia...
Identidade e Ensino da Filosofia: correspondências e problematizações
Identidade e Ensino da Filosofia: correspondências e problematizações
O presente artigo constitui-se a partir da seguinte tese defendida por Alejandro Cerletti na obra O ensino de filosofia como problema filosófico: os questionamentos sobre o que é f...
Entrevista com Adriano Correia
Entrevista com Adriano Correia
* Discente do programa de pós-graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia. Bolsista* Apoio: Capes.Breve apresentação: Adriano Correia é um dos pesquisadores bras...
Coronal Heating as Determined by the Solar Flare Frequency Distribution Obtained by Aggregating Case Studies
Coronal Heating as Determined by the Solar Flare Frequency Distribution Obtained by Aggregating Case Studies
Abstract Flare frequency distributions represent a key approach to addressing one of the largest problems in solar and stellar physics: determining the mechanism tha...
Ensino de Filosofia: conceitos, trajetórias, caminhos e possibilidades
Ensino de Filosofia: conceitos, trajetórias, caminhos e possibilidades
Este livro intitulado “Ensino de Filosofia: conceitos, trajetórias, caminhos e possibilidades” surge de um processo colaborativo entre pesquisadores(as) (professores(as) e estudant...
Husserl e o reflexo da crise da Filosofia na crise da humanidade
Husserl e o reflexo da crise da Filosofia na crise da humanidade
O presente artigo trata do problema da crise diagnosticado por Husserl como uma crise existencial do sentido da Filosofia e de sua tarefa perante as ciências em geral. A crise das ...
Filosofia na educação infantil em Matthew Lipman
Filosofia na educação infantil em Matthew Lipman
Matthew Lipman foi um filósofo e educador americano que se dedicou ao estudo do ensino de filosofia na educação infantil, desenvolveu um projeto no qual reinventa como encaramos a ...
ensino de filosofia: uma visão kantiana
ensino de filosofia: uma visão kantiana
O presente artigo tem o objetivo de analisar a visão do filósofo Kant sobre o ensino de filosofia. A problemática dessa pesquisa é: Quais são as exigências feitas aos professores e...

Back to Top