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A EXPRESSÃO DOS FENÔMENOS ÉTICOS EM WITTGENSTEIN

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Ludwig Wittgenstein, no Tractatus Logico-Philosophicus, através de uma crítica da proposição, traça os limites do pensamento. De acordo com a perspectiva do Tractauts, esses limites só poderiam ser traçados no âmbito da linguagem, de tal modo que tudo o que venha a ultrapassá-lo seria um contrassenso. A partir da estrutura da linguagem, então, infere-se a estrutura do mundo, comprendendo a linguagem proposicional como uma imagem de um estado de coisas possível ao qual ela deve identificar-se, o que quer dizer haver uma relação de isomorfia entre as partes mínimas da proposição e as partes mínimas do fato do qual ela é uma imagem. Por ser figuração de um fato do mundo, a proposição é, a fim de representá-lo, marcada pela contingência, preservando a possibilidade de ser verdadeira ou falsa. A partir da redução do dizível à forma de enunciados declarativos, Wittgenstein encerra no domínio do que não se deixa dizer todas aquelas condições lógicas que possibilitam a elaboração do discurso significativo. Por visar ao absoluto, a ética não poderia ganhar corpo na forma de um discurso significativo na medida em que tudo o que se deixa dizer, porque contingente, deve poder ser negado. Todavia, apesar da indizibilidade da Ética e de não haver fatos Éticos no mundo, já que tudo o que pode ser dito pertence ao campo do significativo e remonta a fatos mundanos, não só Wittgenstein atribui relevância à Ética, como assume haver fenômenos éticos, isto é, ações que se pretendem éticos. Não fica claro, então, qual seria o estatuto desses fenômenos, justificando-se assim a interrogação pelo estatuto de tais fenômenos e também sobre a possibilidade da Ética ganhar expressão numa modalidade de linguagem que não fosse ela mesma proposicional. Nessa medida, dado a redução, feita pelo Tractatus da linguagem a modalidade de enunciados declarativos, convém perguntar também se o Tractatus não deixaria margem à existência de outras formas de expressão em que os fenômenos éticos tivessem lugar.
Title: A EXPRESSÃO DOS FENÔMENOS ÉTICOS EM WITTGENSTEIN
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Ludwig Wittgenstein, no Tractatus Logico-Philosophicus, através de uma crítica da proposição, traça os limites do pensamento.
De acordo com a perspectiva do Tractauts, esses limites só poderiam ser traçados no âmbito da linguagem, de tal modo que tudo o que venha a ultrapassá-lo seria um contrassenso.
A partir da estrutura da linguagem, então, infere-se a estrutura do mundo, comprendendo a linguagem proposicional como uma imagem de um estado de coisas possível ao qual ela deve identificar-se, o que quer dizer haver uma relação de isomorfia entre as partes mínimas da proposição e as partes mínimas do fato do qual ela é uma imagem.
Por ser figuração de um fato do mundo, a proposição é, a fim de representá-lo, marcada pela contingência, preservando a possibilidade de ser verdadeira ou falsa.
A partir da redução do dizível à forma de enunciados declarativos, Wittgenstein encerra no domínio do que não se deixa dizer todas aquelas condições lógicas que possibilitam a elaboração do discurso significativo.
Por visar ao absoluto, a ética não poderia ganhar corpo na forma de um discurso significativo na medida em que tudo o que se deixa dizer, porque contingente, deve poder ser negado.
Todavia, apesar da indizibilidade da Ética e de não haver fatos Éticos no mundo, já que tudo o que pode ser dito pertence ao campo do significativo e remonta a fatos mundanos, não só Wittgenstein atribui relevância à Ética, como assume haver fenômenos éticos, isto é, ações que se pretendem éticos.
Não fica claro, então, qual seria o estatuto desses fenômenos, justificando-se assim a interrogação pelo estatuto de tais fenômenos e também sobre a possibilidade da Ética ganhar expressão numa modalidade de linguagem que não fosse ela mesma proposicional.
Nessa medida, dado a redução, feita pelo Tractatus da linguagem a modalidade de enunciados declarativos, convém perguntar também se o Tractatus não deixaria margem à existência de outras formas de expressão em que os fenômenos éticos tivessem lugar.

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