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Política industrial e complexidade econômica na perspectiva dos intermediários de inovação: o caso do modelo EMBRAPII
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Esta tese desafia a capacidade de implementação de uma ação voltada para a transformação industrial, estabelecido em um país em desenvolvimento, em fornecer elementos que fundamentem a utilização empírica de duas teorias: sobre Políticas Públicas Industriais (PPI) e Complexidade Econômica (CE). Enquanto discute-se o arcabouço sobre a execução de políticas industriais sob enfoque neoschumpeteriano/evolucionário, questões sobre as características e funções dos Intermediários de Inovação lançam luz para a lacuna teórica identificada, que se fundamenta na pouca clareza ou consenso sobre como os métodos originados da Complexidade Econômica devem ser usados na prática, o que resulta em uma desconexão em relação aos vários níveis estratégicos por parte da ciência, da tecnologia, da inovação e, principalmente, das políticas públicas industriais, que deixam em aberto a melhor forma de aproveitar essa complementariedade. Supondo que as organizações intermediárias podem ser uma das respostas para essa desconexão, reúnem-se esforços para a identificação de seus conceitos e características devido à fragmentada literatura que apoia esse construto. Nesse contexto fundamenta-se a questão que sustenta a motivação deste trabalho: Como se manifesta a busca pela complexificação da economia no planejamento e execução de uma política industrial brasileira? Como tese para essa inquietação, este trabalho argumenta que as características estruturais e funcionais dos Intermediários de Inovação possibilitam o entendimento e aproveitamento dos elementos provenientes das abordagens da Complexidade Econômica e sua interação com os instrumentos de estímulo e cobrança derivados de ações de Políticas Industriais. Para defender essa tese, o objetivo principal se deu em compreender como as características estruturais e funcionais dos intermediários de inovação apoiam o melhor aproveitamento das abordagens da Complexidade Econômica e a elaboração dos instrumentos de Políticas Industriais. Para alcance desse objetivo, este trabalho se desdobra em 3 etapas: identificar as dimensões da Complexidade Econômica que estabelecem campos de informações para a administração pública; compreender o modelo conceitual de um Intermediário de Inovação idealizado por uma Política Industrial e; identificar elementos da Complexidade Econômica em um Intermediário de Inovação idealizado por uma Política Industrial. Seguindo essas etapas, foi constatada que a Estrutura Industrial foi a dimensão derivada da Complexidade Econômica que mais se manifestou para a construção da EMBRAPII e informações proveniente dos elementos sobre Sofisticação e Diversificação de Produto e Serviço a mais utilizada. É necessária a criação de mecanismos para obter informações setoriais prevendo padrões futuros para desenvolver indústrias que se ajustem as potencialidades nacionais, características de uma organização intermediária é sugerida para tal finalidade. É ratificada a necessidade de o governo estabelecer um vínculo no alto escalão para que a coordenação das políticas verticais tenha o comprometimento das políticas horizontais. Indicadores de desempenho não direcionam resultados para as estruturas e funções dos Intermediários de Inovação nos sistemas de inovação, contribuindo para a desagregação de elementos teóricos. Por fim, é destacada a heterogeneidade e multifuncionalidade dos Intermediários de Inovação em um sistema nacional de inovação e suas diversas possibilidades de auxiliar os problemas de previsão política, quanto criação de externalidades inter, intra e suprassetoriais resultando em efeitos de aglomeração. Palavras-chave: Desenvolvimento Econômico. Políticas Públicas Industriais. Complexidade Econômica. Intermediários de Inovação. Inovação. EMBRAPII. Análise de Conteúdo. ATLAS.ti.
Title: Política industrial e complexidade econômica na perspectiva dos intermediários de inovação: o caso do modelo EMBRAPII
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Esta tese desafia a capacidade de implementação de uma ação voltada para a transformação industrial, estabelecido em um país em desenvolvimento, em fornecer elementos que fundamentem a utilização empírica de duas teorias: sobre Políticas Públicas Industriais (PPI) e Complexidade Econômica (CE).
Enquanto discute-se o arcabouço sobre a execução de políticas industriais sob enfoque neoschumpeteriano/evolucionário, questões sobre as características e funções dos Intermediários de Inovação lançam luz para a lacuna teórica identificada, que se fundamenta na pouca clareza ou consenso sobre como os métodos originados da Complexidade Econômica devem ser usados na prática, o que resulta em uma desconexão em relação aos vários níveis estratégicos por parte da ciência, da tecnologia, da inovação e, principalmente, das políticas públicas industriais, que deixam em aberto a melhor forma de aproveitar essa complementariedade.
Supondo que as organizações intermediárias podem ser uma das respostas para essa desconexão, reúnem-se esforços para a identificação de seus conceitos e características devido à fragmentada literatura que apoia esse construto.
Nesse contexto fundamenta-se a questão que sustenta a motivação deste trabalho: Como se manifesta a busca pela complexificação da economia no planejamento e execução de uma política industrial brasileira? Como tese para essa inquietação, este trabalho argumenta que as características estruturais e funcionais dos Intermediários de Inovação possibilitam o entendimento e aproveitamento dos elementos provenientes das abordagens da Complexidade Econômica e sua interação com os instrumentos de estímulo e cobrança derivados de ações de Políticas Industriais.
Para defender essa tese, o objetivo principal se deu em compreender como as características estruturais e funcionais dos intermediários de inovação apoiam o melhor aproveitamento das abordagens da Complexidade Econômica e a elaboração dos instrumentos de Políticas Industriais.
Para alcance desse objetivo, este trabalho se desdobra em 3 etapas: identificar as dimensões da Complexidade Econômica que estabelecem campos de informações para a administração pública; compreender o modelo conceitual de um Intermediário de Inovação idealizado por uma Política Industrial e; identificar elementos da Complexidade Econômica em um Intermediário de Inovação idealizado por uma Política Industrial.
Seguindo essas etapas, foi constatada que a Estrutura Industrial foi a dimensão derivada da Complexidade Econômica que mais se manifestou para a construção da EMBRAPII e informações proveniente dos elementos sobre Sofisticação e Diversificação de Produto e Serviço a mais utilizada.
É necessária a criação de mecanismos para obter informações setoriais prevendo padrões futuros para desenvolver indústrias que se ajustem as potencialidades nacionais, características de uma organização intermediária é sugerida para tal finalidade.
É ratificada a necessidade de o governo estabelecer um vínculo no alto escalão para que a coordenação das políticas verticais tenha o comprometimento das políticas horizontais.
Indicadores de desempenho não direcionam resultados para as estruturas e funções dos Intermediários de Inovação nos sistemas de inovação, contribuindo para a desagregação de elementos teóricos.
Por fim, é destacada a heterogeneidade e multifuncionalidade dos Intermediários de Inovação em um sistema nacional de inovação e suas diversas possibilidades de auxiliar os problemas de previsão política, quanto criação de externalidades inter, intra e suprassetoriais resultando em efeitos de aglomeração.
Palavras-chave: Desenvolvimento Econômico.
Políticas Públicas Industriais.
Complexidade Econômica.
Intermediários de Inovação.
Inovação.
EMBRAPII.
Análise de Conteúdo.
ATLAS.
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