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Avaliação da qualidade de vida em doentes com imunodeficiência comum variável sob tratamento com imunoglobulina endovenosa
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Introdução: A imunodeficiência comum variável (IDCV) é a imunodeficiência primária sintomática mais frequente. Caracteriza-se por apresentar uma enorme heterogeneidade de manifestações clínicas, imunológicas e genéticas,
sendo por isso considerada um “diagnóstico em guarda-chuva”. O maior reconhecimento e os progressos no tratamento da IDCV permitiram aumentar a sobrevida dos doentes. No entanto, a reposição de imunoglobulina humana
permanece a base do tratamento. A perspetiva do doente sobre a qualidade de vida (QV) relacionada com a saúde,
como um fator que influencia o bem-estar e a funcionalidade física e emocional, é cada vez mais explorada nos cuidados de saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar a QV dos doentes com IDCV sob terapêutica de substituição com
imunoglobulina endovenosa, aplicando o questionário de QV MOS SF-36. Métodos: Foram incluídos 23 doentes com
IDCV seguidos na consulta de Imunoalergologia-Imunodeficiências Primárias da Unidade Local de Saúde Gaia-Espinho,
que responderam ao questionário de QV (MOS SF-36). Compararam-se os valores de QV dos doentes com valores
de referência previamente publicados, referentes a uma amostra representativa da população portuguesa (n=2459).
Os valores das diferentes dimensões de QV foram comparados segundo o sexo, idade de início dos sintomas/diagnóstico/atual, presença de infeções recorrentes e complicações não infeciosas. Resultados: Os doentes com IDCV
apresentaram uma diminuição estatisticamente significativa da componente física e mental. Na componente física, o
desempenho e a dor física foram os mais afetados. Nos parâmetros que avaliam a componente mental, a saúde mental, função social e vitalidade, também apresentaram uma diminuição significativa. As diferenças encontradas foram
independentes da idade de diagnóstico, tempo até ao diagnóstico, sexo e complicações não infeciosas. Conclusão:
Os doentes em seguimento por IDCV apresentam diminuição significativa da componente física e mental da qualidade de vida. Salientamos a relevância de uma avaliação multidisciplinar adequada às necessidades de cada doente com
o objetivo de intervir nos parâmetros afetados.
Publicacoes Ciencia e Vida, Lda
Title: Avaliação da qualidade de vida em doentes com imunodeficiência comum variável sob tratamento com imunoglobulina endovenosa
Description:
Introdução: A imunodeficiência comum variável (IDCV) é a imunodeficiência primária sintomática mais frequente.
Caracteriza-se por apresentar uma enorme heterogeneidade de manifestações clínicas, imunológicas e genéticas,
sendo por isso considerada um “diagnóstico em guarda-chuva”.
O maior reconhecimento e os progressos no tratamento da IDCV permitiram aumentar a sobrevida dos doentes.
No entanto, a reposição de imunoglobulina humana
permanece a base do tratamento.
A perspetiva do doente sobre a qualidade de vida (QV) relacionada com a saúde,
como um fator que influencia o bem-estar e a funcionalidade física e emocional, é cada vez mais explorada nos cuidados de saúde.
O objetivo deste estudo foi avaliar a QV dos doentes com IDCV sob terapêutica de substituição com
imunoglobulina endovenosa, aplicando o questionário de QV MOS SF-36.
Métodos: Foram incluídos 23 doentes com
IDCV seguidos na consulta de Imunoalergologia-Imunodeficiências Primárias da Unidade Local de Saúde Gaia-Espinho,
que responderam ao questionário de QV (MOS SF-36).
Compararam-se os valores de QV dos doentes com valores
de referência previamente publicados, referentes a uma amostra representativa da população portuguesa (n=2459).
Os valores das diferentes dimensões de QV foram comparados segundo o sexo, idade de início dos sintomas/diagnóstico/atual, presença de infeções recorrentes e complicações não infeciosas.
Resultados: Os doentes com IDCV
apresentaram uma diminuição estatisticamente significativa da componente física e mental.
Na componente física, o
desempenho e a dor física foram os mais afetados.
Nos parâmetros que avaliam a componente mental, a saúde mental, função social e vitalidade, também apresentaram uma diminuição significativa.
As diferenças encontradas foram
independentes da idade de diagnóstico, tempo até ao diagnóstico, sexo e complicações não infeciosas.
Conclusão:
Os doentes em seguimento por IDCV apresentam diminuição significativa da componente física e mental da qualidade de vida.
Salientamos a relevância de uma avaliação multidisciplinar adequada às necessidades de cada doente com
o objetivo de intervir nos parâmetros afetados.
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