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SAÚDE MENTAL INFANTOJUVENIL E RACISMO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

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Este trabalho buscou identificar e descrever como a academia brasileira tem abordado a relação entre racismo e saúde mental infantojuvenil, especialmente no contexto dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi). Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, e após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, sete estudos foram selecionados, incluindo artigos científicos e trabalhos acadêmicos, a análise dos dados foi pautada pela Análise de Conteúdo Temática. Os resultados indicam que, embora existam políticas públicas externas à equidade racial na saúde, a implementação de práticas antirracistas nos CAPSi ainda é incipiente, havendo uma deficiência de pesquisas que contemplam diretamente a experiência de crianças e adolescentes negros no CAPSi. Observa-se que os profissionais frequentemente desconhecem ou negligenciam as questões raciais, limitando-se à coleta do quesito raça/cor sem aprofundar sua aplicação no cuidado. Além disso, há uma lacuna significativa na escuta ativa de crianças e adolescentes negros, com a maioria das pesquisas focando em relatos de profissionais e familiares. Conclui-se que a superação dessas limitações exige não apenas o reconhecimento do racismo como determinante social da saúde, mas também uma reflexão crítica sobre o modelo econômico que sustenta e perpetua desigualdades estruturais, além da adoção de práticas institucionais que promovam a equidade, o protagonismo infantojuvenil e a formação continuada das equipes. 
Title: SAÚDE MENTAL INFANTOJUVENIL E RACISMO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
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Este trabalho buscou identificar e descrever como a academia brasileira tem abordado a relação entre racismo e saúde mental infantojuvenil, especialmente no contexto dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi).
Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, e após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, sete estudos foram selecionados, incluindo artigos científicos e trabalhos acadêmicos, a análise dos dados foi pautada pela Análise de Conteúdo Temática.
Os resultados indicam que, embora existam políticas públicas externas à equidade racial na saúde, a implementação de práticas antirracistas nos CAPSi ainda é incipiente, havendo uma deficiência de pesquisas que contemplam diretamente a experiência de crianças e adolescentes negros no CAPSi.
Observa-se que os profissionais frequentemente desconhecem ou negligenciam as questões raciais, limitando-se à coleta do quesito raça/cor sem aprofundar sua aplicação no cuidado.
Além disso, há uma lacuna significativa na escuta ativa de crianças e adolescentes negros, com a maioria das pesquisas focando em relatos de profissionais e familiares.
Conclui-se que a superação dessas limitações exige não apenas o reconhecimento do racismo como determinante social da saúde, mas também uma reflexão crítica sobre o modelo econômico que sustenta e perpetua desigualdades estruturais, além da adoção de práticas institucionais que promovam a equidade, o protagonismo infantojuvenil e a formação continuada das equipes.
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