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Horacio Quiroga e o decadentismo:
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Horacio Quiroga consagrou-se como um dos mestres do conto latino-americano graças às suas narrativas regionalistas e de horror. Entretanto, sua produção inicial revela uma fase marcadamente influenciada pelo esteticismo modernista e pela sensibilidade decadentista finissecular, sobretudo na antologia El crimen del otro. Este artigo analisa um dos contos desta obra, Flor de Imperio (1902), negligenciado pela crítica e que se destaca devido à sua divergência temática frente aos textos que consolidaram o autor. Objetiva-se examinar como o Quiroga decadentista subverte a masculinidade hegemônica, articulando essa transgressão às transformações socioculturais do continente na virada do século XX. O referencial teórico baseia-se em Silvia Molloy, José Quiroga, Ben Sifuentes-Jáuregui, Mario Praz e Emir Monegal, debatendo o desejo queer e a estética decadentista. A análise demonstrou que o protagonista do conto apresenta uma masculinidade dissidente que contesta o padrão do sujeito moderno latino-americano. Apesar do conservadorismo dominante na época, escritores como Quiroga lograram incorporar visões progressistas sobre gênero e sexualidade, mesmo que indiretamente. As performances como as apresentadas nesta narrativa podem ser lidas como metonímias de uma identidade nacional, por encenarem tanto o desejo mimético do cosmopolitismo quanto a ansiedade gerada por essa imitação, revelando fissuras no projeto modernizador da região.
Title: Horacio Quiroga e o decadentismo:
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Horacio Quiroga consagrou-se como um dos mestres do conto latino-americano graças às suas narrativas regionalistas e de horror.
Entretanto, sua produção inicial revela uma fase marcadamente influenciada pelo esteticismo modernista e pela sensibilidade decadentista finissecular, sobretudo na antologia El crimen del otro.
Este artigo analisa um dos contos desta obra, Flor de Imperio (1902), negligenciado pela crítica e que se destaca devido à sua divergência temática frente aos textos que consolidaram o autor.
Objetiva-se examinar como o Quiroga decadentista subverte a masculinidade hegemônica, articulando essa transgressão às transformações socioculturais do continente na virada do século XX.
O referencial teórico baseia-se em Silvia Molloy, José Quiroga, Ben Sifuentes-Jáuregui, Mario Praz e Emir Monegal, debatendo o desejo queer e a estética decadentista.
A análise demonstrou que o protagonista do conto apresenta uma masculinidade dissidente que contesta o padrão do sujeito moderno latino-americano.
Apesar do conservadorismo dominante na época, escritores como Quiroga lograram incorporar visões progressistas sobre gênero e sexualidade, mesmo que indiretamente.
As performances como as apresentadas nesta narrativa podem ser lidas como metonímias de uma identidade nacional, por encenarem tanto o desejo mimético do cosmopolitismo quanto a ansiedade gerada por essa imitação, revelando fissuras no projeto modernizador da região.
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