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A FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO E A CONSTRUÇÃO DA SUBJETIVIDADE DOCENTE NA MODERNIDADE

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Os cursos de Michel Foucault, no final dos anos 70, apresentam um aprofundamento na análise da relação entre o poder e a produção de subjetividades úteis à forma de gestão das populações na Modernidade. É também a partir desse período que a sociedade assistiu ao que se convencionou chamar de feminização do magistério, em que a docência na educação básica assumiu como uma de suas características principais ser um ofício exercido majoritariamente por mulheres, fato que não acontece por acaso, mas vinculado às necessidades e pressões sociais para uma maior inserção da mulher no mercado de trabalho. As discussões sobre gênero e inclusão, na perspectiva das políticas públicas para a educação, devem ser analisadas a partir da compreensão de sua historicidade em consonância com as transformações no solo epistemológico da Modernidade e sua utilidade para o saber-poder vigente. O IF Goiano – Campus Morrinhos e, particularmente o curso de Licenciatura em Pedagogia, enquanto espaços de formação de professores devem se inserir na pesquisa sobre o processo de feminização do magistério para aprofundar a compreensão crítica da importância social da escola e das práticas docentes para a constituição de espaços de resistência e des-subjetivação dos indivíduos. Rago (2012) postula a necessidade da elaboração de uma epistemologia feminista capaz de dar voz às mulheres em um espaço em que a predominância historicamente é masculina. A metolodogia utilizada foi, a partir de uma análise teórico-conceitual nas obras de filósofos e historiadores, como Foucault, Beauvoir e Margareth Rago, a realização de uma pesquisa documental nas matrizes curriculares e ementas dos cursos de Normal e Magistério na cidade de Buriti Alegre, Goiás, estabelecendo articulações os documentos e os processos de produção de subjetividade em curso. A partir das pesquisas desenvolvidas, foram identificadas disciplinas como “Educação para o Lar” e “Tricô”, caracterizando a associação entre a formação profissional e o preparo para o cuidado com o lar. Desenvolver espaços de produção e circulação de saberes que privilegiem o trabalho e a linguagem femininas, enquanto formas de promoção da igualdade entre os gênero é um desafio ao qual os cursos de formação de professores não podem se furtar pois sua função é o trabalho com o conhecimento historicamente produzido, evidenciando os efeitos do saber na produção dos sujeitos e apontando alternativas libertadoras para a produção de novas subjetividades.
Title: A FEMINIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO E A CONSTRUÇÃO DA SUBJETIVIDADE DOCENTE NA MODERNIDADE
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Os cursos de Michel Foucault, no final dos anos 70, apresentam um aprofundamento na análise da relação entre o poder e a produção de subjetividades úteis à forma de gestão das populações na Modernidade.
É também a partir desse período que a sociedade assistiu ao que se convencionou chamar de feminização do magistério, em que a docência na educação básica assumiu como uma de suas características principais ser um ofício exercido majoritariamente por mulheres, fato que não acontece por acaso, mas vinculado às necessidades e pressões sociais para uma maior inserção da mulher no mercado de trabalho.
As discussões sobre gênero e inclusão, na perspectiva das políticas públicas para a educação, devem ser analisadas a partir da compreensão de sua historicidade em consonância com as transformações no solo epistemológico da Modernidade e sua utilidade para o saber-poder vigente.
O IF Goiano – Campus Morrinhos e, particularmente o curso de Licenciatura em Pedagogia, enquanto espaços de formação de professores devem se inserir na pesquisa sobre o processo de feminização do magistério para aprofundar a compreensão crítica da importância social da escola e das práticas docentes para a constituição de espaços de resistência e des-subjetivação dos indivíduos.
Rago (2012) postula a necessidade da elaboração de uma epistemologia feminista capaz de dar voz às mulheres em um espaço em que a predominância historicamente é masculina.
A metolodogia utilizada foi, a partir de uma análise teórico-conceitual nas obras de filósofos e historiadores, como Foucault, Beauvoir e Margareth Rago, a realização de uma pesquisa documental nas matrizes curriculares e ementas dos cursos de Normal e Magistério na cidade de Buriti Alegre, Goiás, estabelecendo articulações os documentos e os processos de produção de subjetividade em curso.
A partir das pesquisas desenvolvidas, foram identificadas disciplinas como “Educação para o Lar” e “Tricô”, caracterizando a associação entre a formação profissional e o preparo para o cuidado com o lar.
Desenvolver espaços de produção e circulação de saberes que privilegiem o trabalho e a linguagem femininas, enquanto formas de promoção da igualdade entre os gênero é um desafio ao qual os cursos de formação de professores não podem se furtar pois sua função é o trabalho com o conhecimento historicamente produzido, evidenciando os efeitos do saber na produção dos sujeitos e apontando alternativas libertadoras para a produção de novas subjetividades.

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