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Educação infantil (Vol.3)
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“[...] as coisas relativas às crianças e para as crianças somente são aprendidas através das próprias crianças” (Malaguzzi,1999, p. 61) .
Carregado de encantamentos, descobertas e significatividade, este livro se apresenta como um lugar de muitos estudos, experiências, pesquisas e reflexões que atravessam as diversas dimensões constitutivas da criança, das infâncias e da Educação Infantil, ancoradas na Sociologia e Pedagogia da infância, considerando o universo natural, social e cultural dos meninos e meninas que encantam, intrigam e desafiam as práticas docentes desenvolvidas no cotidiano da escola.
Ao longo do tempo, muitas discussões têm sido realizadas acerca da Educação Infantil, tendo em vista um novo olhar para a criança pequena, bem como o tratamento a ela destinado. É sabido, a recorrência de situações pedagógicas que revelam práticas docentes mecanicista que se distancia das necessidades e interesses da criança, negando, com isso, a sua condição de sujeito histórico social e de diretos, possuidora de um repertório de conhecimentos que lhes leva a dizer e compreender o mundo de uma forma muito específica. Conforme preconizado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – DCNEI (Brasil, 2010), a criança é concebida como:
Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (Brasil, 2010, p. 12) .
Essa concepção, marcada pelo respeito às particularidades e especificidades da criança, reflete nos movimentos manifestos no contexto da Educação Infantil, sobretudo como a criança é compreendida e como se revelam as práticas pedagógicas nesse nível de educação. Diante disso, é importante as culturas infantis e reconhecer a criança como protagonista no seu processo de construção de conhecimento, cujas expressões manifesta-se pelas múltiplas linguagens que a constitui. Como retrata Loris Malaguzzi, a criança tem cem linguagens. Essas múltiplas linguagens são os fios que tecem um elo entre a intencionalidade pedagógica das professoras e dos professores e as efetivas aprendizagens das crianças.
É necessário, portanto, que as atitudes e procedimentos da ação docente estejam baseados em conhecimentos específicos sobre o desenvolvimento biológico, emocional, motor, e intelectual das crianças, levando em consideração as diferentes realidades socioculturais. Nesse sentido, constata-se que ainda há muitas questões a serem discutidas, estudadas e avaliadas para que se possa apreender o universo da Educação Infantil, o que implica num maior conhecimento sobre as crianças e as infâncias.
É sob essa perspectiva que nos interessa discutir as culturas infantis e o lugar da criança na Educação Infantil, considerando sua especificidade, seu ritmo, suas experiências e vivências, respeitadas em suas características evolutivas, interesses e necessidades.
A contemporaneidade dos temas aqui abordados se revela, sobremaneira, em discussões sobre a identidade da Educação Infantil e dos sujeitos que a compõe, o que compreende sua história; as experiências das crianças no contexto escolar a partir das suas narrativas; as emoções das crianças e suas implicações no contexto escolar; as culturas infantis; o protagonismo da criança e o fazer docente na Educação Infantil; o trabalho com Sequências Didáticas e a formação leitora da criança; as brincadeiras e as interações como eixos estruturantes na Educação Infantil; o papel do coordenador pedagógico na formação das crianças; as rodas de conversa como um espaço democrático de fala; a imersão de crianças com baixa visão em textos literários; a transição da criança para o Ensino Fundamental, bem como a introdução precoce das tecnologias digitais na vida das criança.
Nesse sentido, as autoras presentes nos estudos aqui evidenciados, assumem a defesa de um olhar atento para a criança pequena, no intuito de compreender suas especificidades, seus modos de vida, incluindo sua saúde física, emocional, motora, cultural, social e cognitiva, assim como uma formação docente cientificamente conduzida, tecnicamente competente e socialmente comprometida. As análises/estudos não pretendem ser exaustivas nem conclusivas; ao contrário, desafiam autores e leitores a iniciarem ou continuarem a investigação sobre a criança e o seu lugar na Educação Infantil. Não tenho dúvidas sobre a potencialidade da leitura deste livro para investigar novos envolvimentos e novas práticas na educação de crianças.
Soraya Maria Barros de Almeida Brandão
Universidade Estadual da Paraíba - UEPB
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Title: Educação infantil (Vol.3)
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] as coisas relativas às crianças e para as crianças somente são aprendidas através das próprias crianças” (Malaguzzi,1999, p.
61) .
Carregado de encantamentos, descobertas e significatividade, este livro se apresenta como um lugar de muitos estudos, experiências, pesquisas e reflexões que atravessam as diversas dimensões constitutivas da criança, das infâncias e da Educação Infantil, ancoradas na Sociologia e Pedagogia da infância, considerando o universo natural, social e cultural dos meninos e meninas que encantam, intrigam e desafiam as práticas docentes desenvolvidas no cotidiano da escola.
Ao longo do tempo, muitas discussões têm sido realizadas acerca da Educação Infantil, tendo em vista um novo olhar para a criança pequena, bem como o tratamento a ela destinado.
É sabido, a recorrência de situações pedagógicas que revelam práticas docentes mecanicista que se distancia das necessidades e interesses da criança, negando, com isso, a sua condição de sujeito histórico social e de diretos, possuidora de um repertório de conhecimentos que lhes leva a dizer e compreender o mundo de uma forma muito específica.
Conforme preconizado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – DCNEI (Brasil, 2010), a criança é concebida como:
Sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (Brasil, 2010, p.
12) .
Essa concepção, marcada pelo respeito às particularidades e especificidades da criança, reflete nos movimentos manifestos no contexto da Educação Infantil, sobretudo como a criança é compreendida e como se revelam as práticas pedagógicas nesse nível de educação.
Diante disso, é importante as culturas infantis e reconhecer a criança como protagonista no seu processo de construção de conhecimento, cujas expressões manifesta-se pelas múltiplas linguagens que a constitui.
Como retrata Loris Malaguzzi, a criança tem cem linguagens.
Essas múltiplas linguagens são os fios que tecem um elo entre a intencionalidade pedagógica das professoras e dos professores e as efetivas aprendizagens das crianças.
É necessário, portanto, que as atitudes e procedimentos da ação docente estejam baseados em conhecimentos específicos sobre o desenvolvimento biológico, emocional, motor, e intelectual das crianças, levando em consideração as diferentes realidades socioculturais.
Nesse sentido, constata-se que ainda há muitas questões a serem discutidas, estudadas e avaliadas para que se possa apreender o universo da Educação Infantil, o que implica num maior conhecimento sobre as crianças e as infâncias.
É sob essa perspectiva que nos interessa discutir as culturas infantis e o lugar da criança na Educação Infantil, considerando sua especificidade, seu ritmo, suas experiências e vivências, respeitadas em suas características evolutivas, interesses e necessidades.
A contemporaneidade dos temas aqui abordados se revela, sobremaneira, em discussões sobre a identidade da Educação Infantil e dos sujeitos que a compõe, o que compreende sua história; as experiências das crianças no contexto escolar a partir das suas narrativas; as emoções das crianças e suas implicações no contexto escolar; as culturas infantis; o protagonismo da criança e o fazer docente na Educação Infantil; o trabalho com Sequências Didáticas e a formação leitora da criança; as brincadeiras e as interações como eixos estruturantes na Educação Infantil; o papel do coordenador pedagógico na formação das crianças; as rodas de conversa como um espaço democrático de fala; a imersão de crianças com baixa visão em textos literários; a transição da criança para o Ensino Fundamental, bem como a introdução precoce das tecnologias digitais na vida das criança.
Nesse sentido, as autoras presentes nos estudos aqui evidenciados, assumem a defesa de um olhar atento para a criança pequena, no intuito de compreender suas especificidades, seus modos de vida, incluindo sua saúde física, emocional, motora, cultural, social e cognitiva, assim como uma formação docente cientificamente conduzida, tecnicamente competente e socialmente comprometida.
As análises/estudos não pretendem ser exaustivas nem conclusivas; ao contrário, desafiam autores e leitores a iniciarem ou continuarem a investigação sobre a criança e o seu lugar na Educação Infantil.
Não tenho dúvidas sobre a potencialidade da leitura deste livro para investigar novos envolvimentos e novas práticas na educação de crianças.
Soraya Maria Barros de Almeida Brandão
Universidade Estadual da Paraíba - UEPB
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