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Do leito de amor ao leito de morte
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O Inglês George Gordon Byron (1788-1824) foi um dos escritores mais imitados no Romantismo. Esse autor foi responsável pela disseminação mundial do byronismo no século XIX, uma moda literária, uma tendência comportamental e um estado de espírito que promoveu principalmente a ironia, a melancolia e a orgia, temáticas bem aceitas pelos leitores brasileiros oitocentistas. Desses apreciadores, Álvares de Azevedo (1831-1852), o maior byroniano brasileiro, gostou tanto de Don Juan (2019) que o epigrafou 4 vezes. Destas epígrafes, priorizam-se os versos da estrofe CLXXIX, do Canto III, que constam em “Canto primeiro”, de O poema do Frade (2000), o sétimo verso da estrofe CLXXXV, do Canto II, que se nota no poema “Vagabundo”, de Lira dos vinte anos (2000), e os terceiro e quarto versos, da estrofe LIX, do Canto IV, que se verificam no “Canto segundo”, de O poema do frade (2000). Segundo Genette (2009 e 2010), as epígrafes são paratextos que estabelecem relações com o texto epigrafado, por isso esse artigo objetiva desvelar as motivações que levaram o poeta brasileiro a referenciar exponencialmente a obra donjuanesca, dando ênfase às releituras Inéditas. Com vistas à meta supracitada, o trabalho se fundamenta na Literatura comparada, uma disciplina confrontativa e equiparativa de literaturas de diferentes origens com o fito de elucidar questões literárias, valendo-se dos vieses dedutivo-indutivo e analítico-interpretativo. À vista disso, essa discussão encontra suporte principalmente em críticos literários como Alves (1998), Candido (2000), Cavalcante (2009) e Freire (2010), que tratam da presença byroniana no poeta romântico, e nos estudos de Carvalhal (2006), Sant’anna (2008), Brunel (2012) e Nitrini (2021), que abordam as concepções de comparação e recepção.
Title: Do leito de amor ao leito de morte
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O Inglês George Gordon Byron (1788-1824) foi um dos escritores mais imitados no Romantismo.
Esse autor foi responsável pela disseminação mundial do byronismo no século XIX, uma moda literária, uma tendência comportamental e um estado de espírito que promoveu principalmente a ironia, a melancolia e a orgia, temáticas bem aceitas pelos leitores brasileiros oitocentistas.
Desses apreciadores, Álvares de Azevedo (1831-1852), o maior byroniano brasileiro, gostou tanto de Don Juan (2019) que o epigrafou 4 vezes.
Destas epígrafes, priorizam-se os versos da estrofe CLXXIX, do Canto III, que constam em “Canto primeiro”, de O poema do Frade (2000), o sétimo verso da estrofe CLXXXV, do Canto II, que se nota no poema “Vagabundo”, de Lira dos vinte anos (2000), e os terceiro e quarto versos, da estrofe LIX, do Canto IV, que se verificam no “Canto segundo”, de O poema do frade (2000).
Segundo Genette (2009 e 2010), as epígrafes são paratextos que estabelecem relações com o texto epigrafado, por isso esse artigo objetiva desvelar as motivações que levaram o poeta brasileiro a referenciar exponencialmente a obra donjuanesca, dando ênfase às releituras Inéditas.
Com vistas à meta supracitada, o trabalho se fundamenta na Literatura comparada, uma disciplina confrontativa e equiparativa de literaturas de diferentes origens com o fito de elucidar questões literárias, valendo-se dos vieses dedutivo-indutivo e analítico-interpretativo.
À vista disso, essa discussão encontra suporte principalmente em críticos literários como Alves (1998), Candido (2000), Cavalcante (2009) e Freire (2010), que tratam da presença byroniana no poeta romântico, e nos estudos de Carvalhal (2006), Sant’anna (2008), Brunel (2012) e Nitrini (2021), que abordam as concepções de comparação e recepção.
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