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O mordomo do poeta: o processo de invisibilização do artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa, guardião da memória de Augusto dos Anjos
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Este artigo discute o papel decisivo desempenhado pelo artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa (1945-2007) no processo de identificação do poeta paraibano Augusto dos Anjos (1884-1914) como patrimônio da cidade de Leopoldina, Minas Gerais. É analisada sua atuação como colecionador do poeta e da própria história de Leopoldina, tanto quanto a apropriação que faz da casa onde Augusto dos Anjos residiu naquela cidade, em 1914, ao lhe conferir o sentido de memorial, inaugurando ali “Espaço dos Anjos”, em 1983. O “Espaço dos Anjos” funcionou como um misto de museu, ateliê e escola de arte, encerrando suas atividades em 2007 com a morte de Luiz Raphael. A casa foi reaberta ao público em 2012, sob a gestão da administração municipal, como “Museu Espaço dos Anjos”, exibindo exclusivamente o acervo do poeta paraibano. Neste momento de transição, em que se opera a institucionalização do museu dedicado a Augusto dos Anjos, se observa um processo de apagamento da figura do colecionador Luiz Raphael, fato que é problematizado considerando a hipótese de ser resultado de preconceitos em relação ao artista, seja pela sua persona dissidente ou por sua atuação artístico-cultural insurgente.
Universidade do Estado de Santa Catarina
Title: O mordomo do poeta: o processo de invisibilização do artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa, guardião da memória de Augusto dos Anjos
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Este artigo discute o papel decisivo desempenhado pelo artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa (1945-2007) no processo de identificação do poeta paraibano Augusto dos Anjos (1884-1914) como patrimônio da cidade de Leopoldina, Minas Gerais.
É analisada sua atuação como colecionador do poeta e da própria história de Leopoldina, tanto quanto a apropriação que faz da casa onde Augusto dos Anjos residiu naquela cidade, em 1914, ao lhe conferir o sentido de memorial, inaugurando ali “Espaço dos Anjos”, em 1983.
O “Espaço dos Anjos” funcionou como um misto de museu, ateliê e escola de arte, encerrando suas atividades em 2007 com a morte de Luiz Raphael.
A casa foi reaberta ao público em 2012, sob a gestão da administração municipal, como “Museu Espaço dos Anjos”, exibindo exclusivamente o acervo do poeta paraibano.
Neste momento de transição, em que se opera a institucionalização do museu dedicado a Augusto dos Anjos, se observa um processo de apagamento da figura do colecionador Luiz Raphael, fato que é problematizado considerando a hipótese de ser resultado de preconceitos em relação ao artista, seja pela sua persona dissidente ou por sua atuação artístico-cultural insurgente.
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