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Na encruzilhada descolonial: as colagens afrofuturísticas de Luiz Gustavo Nostalgia como materialização artística do cruzo.

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A tarefa de rever os silêncios presentes nas histórias hegemônicas surge no início do século XX, buscando proporcionar uma forma mais ampla de compreender a história dos povos e nações submetidos à subjugação colonial. Rufino (2019) considera que esse espaço de descolonização se apresenta com o nome de “encruzilhada” e entende as potencialidades do orixá Exu, da espiritualidade iorubá: o orixá da comunicação, dos caminhos e o guardião do axé (energia vital). Exu desorganiza o que existe para reconstruir - portanto, sendo a encruzilhada o lugar de Exu, é um espaço que permite o cruzamento de saberes produzidos como desvios das imposições coloniais sobre os ditos saberes oficiais. Esse processo o autor denomina de “cruzo”: a encruzilhada é uma recusa a tudo posto como absoluto; e Exu é o movimento dessa encruzilhada. Além da positivação dos saberes e modos de viver de povos que sofreram, ao longo dos séculos, inúmeros processos de inferioridade, é necessário inserir esse conhecimento nos elementos culturais do presente e nas concepções sobre o futuro. É neste contexto que, no que diz respeito à experiência dos povos afro-diaspóricos, surge um movimento estético global que engloba as artes, a literatura, o audiovisual e a investigação acadêmica: o Afrofuturismo (YASZEK, 2013). O objetivo do Afrofuturismo é conectar os dilemas da diáspora africana às inovações tecnológicas, comumente indisponíveis aos descendentes dos A tarefa de rever os silêncios presentes nas histórias hegemônicas surge no início do século XX, buscando proporcionar uma forma mais ampla de compreender a história dos povos e nações submetidos à subjugação colonial. Rufino (2019) considera que esse espaço de descolonização se apresenta com o nome de “encruzilhada” e entende as potencialidades do orixá Exu, da espiritualidade iorubá: o orixá da comunicação, dos caminhos e o guardião do axé (energia vital). Exu desorganiza o que existe para reconstruir - portanto, sendo a encruzilhada o lugar de Exu, é um espaço que permite o cruzamento de saberes produzidos como desvios das imposições coloniais sobre os ditos saberes oficiais. Esse processo o autor denomina de “cruzo”: a encruzilhada é uma recusa a tudo posto como absoluto; e Exu é o movimento dessa encruzilhada. Além da positivação dos saberes e modos de viver de povos que sofreram, ao longo dos séculos, inúmeros processos de inferioridade, é necessário inserir esse conhecimento nos elementos culturais do presente e nas concepções sobre o futuro. É neste contexto que, no que diz respeito à experiência dos povos afro-diaspóricos, surge um movimento estético global que engloba as artes, a literatura, o audiovisual e a investigação acadêmica: o Afrofuturismo (YASZEK, 2013). O objetivo do Afrofuturismo é conectar os dilemas da diáspora africana às inovações tecnológicas, comumente indisponíveis aos descendentes dos
Title: Na encruzilhada descolonial: as colagens afrofuturísticas de Luiz Gustavo Nostalgia como materialização artística do cruzo.
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A tarefa de rever os silêncios presentes nas histórias hegemônicas surge no início do século XX, buscando proporcionar uma forma mais ampla de compreender a história dos povos e nações submetidos à subjugação colonial.
Rufino (2019) considera que esse espaço de descolonização se apresenta com o nome de “encruzilhada” e entende as potencialidades do orixá Exu, da espiritualidade iorubá: o orixá da comunicação, dos caminhos e o guardião do axé (energia vital).
Exu desorganiza o que existe para reconstruir - portanto, sendo a encruzilhada o lugar de Exu, é um espaço que permite o cruzamento de saberes produzidos como desvios das imposições coloniais sobre os ditos saberes oficiais.
Esse processo o autor denomina de “cruzo”: a encruzilhada é uma recusa a tudo posto como absoluto; e Exu é o movimento dessa encruzilhada.
Além da positivação dos saberes e modos de viver de povos que sofreram, ao longo dos séculos, inúmeros processos de inferioridade, é necessário inserir esse conhecimento nos elementos culturais do presente e nas concepções sobre o futuro.
É neste contexto que, no que diz respeito à experiência dos povos afro-diaspóricos, surge um movimento estético global que engloba as artes, a literatura, o audiovisual e a investigação acadêmica: o Afrofuturismo (YASZEK, 2013).
O objetivo do Afrofuturismo é conectar os dilemas da diáspora africana às inovações tecnológicas, comumente indisponíveis aos descendentes dos A tarefa de rever os silêncios presentes nas histórias hegemônicas surge no início do século XX, buscando proporcionar uma forma mais ampla de compreender a história dos povos e nações submetidos à subjugação colonial.
Rufino (2019) considera que esse espaço de descolonização se apresenta com o nome de “encruzilhada” e entende as potencialidades do orixá Exu, da espiritualidade iorubá: o orixá da comunicação, dos caminhos e o guardião do axé (energia vital).
Exu desorganiza o que existe para reconstruir - portanto, sendo a encruzilhada o lugar de Exu, é um espaço que permite o cruzamento de saberes produzidos como desvios das imposições coloniais sobre os ditos saberes oficiais.
Esse processo o autor denomina de “cruzo”: a encruzilhada é uma recusa a tudo posto como absoluto; e Exu é o movimento dessa encruzilhada.
Além da positivação dos saberes e modos de viver de povos que sofreram, ao longo dos séculos, inúmeros processos de inferioridade, é necessário inserir esse conhecimento nos elementos culturais do presente e nas concepções sobre o futuro.
É neste contexto que, no que diz respeito à experiência dos povos afro-diaspóricos, surge um movimento estético global que engloba as artes, a literatura, o audiovisual e a investigação acadêmica: o Afrofuturismo (YASZEK, 2013).
O objetivo do Afrofuturismo é conectar os dilemas da diáspora africana às inovações tecnológicas, comumente indisponíveis aos descendentes dos.

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