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Avaliação da resistividade elétrica e liberação de finos da escória de aciaria como lastro ferroviário
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A indústria siderúrgica exerce um papel fundamental no cenário global, no entanto, sua operação resulta na geração significativa de resíduos. Paralelamente, o transporte ferroviário se destaca por sua elevada eficiência de carga, mas demandando intenso volume de recursos naturais para sua operação. Nesse contexto, uma estratégia sustentável é a reutilização de resíduos siderúrgicos como agregado para lastro ferroviário. Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade técnica da utilização da escória de aciaria tratada como agregado para lastro ferroviário (lastro siderúrgico), em especial em relação à geração de pulverulentos e a resistividade elétrica do material com diferentes teores de pulverulento, ainda pouco explorada na literatura. Para tal, foram conduzidos ensaios de massa específica aparente, porosidade aparente, absorção de água, índice de tenacidade Treton, abrasão Los Angeles, medições de resistividade elétrica em diferentes teores de umidade e pulverulento, avaliação da expansão por meio do método PTM adaptado, além da análise da correlação entre a quantidade de material pulverulento e os ciclos de abrasão. Os resultados indicaram massa específica aparente de 3122 kg/m³, absorção de água de 2,0% e porosidade aparente de 5,5% (acima dos limites normativos). O índice de tenacidade Treton obtido para a escória foi de 9,6% e para a abrasão Los Angeles, 20,3%, valores em conformidade com a literatura e melhores do que a brita natural (gnaisse), com 21,8% de tenacidade Treton e 21,6% de abrasão, indicando melhor desempenho mecânico da escória. Em relação à resistividade, a escória apresentou valores adequados em condição seca (2.580.000 Ω·m), contra 3.900.000 Ω·m da brita), porém com a introdução de umidade os valores reduziramse, atingindo resultados próximos ou inferiores a 60 Ω·m, contra 528 Ω·m da brita aos 16% de umidade. A introdução de pulverulento e minério de ferro também foi prejudicial, com a escória chegando a apenas 27,9 Ω·m. Dessa forma, o lastro siderúrgico não é indicado em vias que operam com sistemas de detecção por circuito elétrico, porém é viável em trechos que utilizam detecção por contador de eixos. Esses achados corroboram a possibilidade de utilizar a escória como lastro, tendo como ressalva sistemas com circuitos elétricos.
Title: Avaliação da resistividade elétrica e liberação de finos da escória de aciaria como lastro ferroviário
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A indústria siderúrgica exerce um papel fundamental no cenário global, no entanto, sua operação resulta na geração significativa de resíduos.
Paralelamente, o transporte ferroviário se destaca por sua elevada eficiência de carga, mas demandando intenso volume de recursos naturais para sua operação.
Nesse contexto, uma estratégia sustentável é a reutilização de resíduos siderúrgicos como agregado para lastro ferroviário.
Assim, este trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade técnica da utilização da escória de aciaria tratada como agregado para lastro ferroviário (lastro siderúrgico), em especial em relação à geração de pulverulentos e a resistividade elétrica do material com diferentes teores de pulverulento, ainda pouco explorada na literatura.
Para tal, foram conduzidos ensaios de massa específica aparente, porosidade aparente, absorção de água, índice de tenacidade Treton, abrasão Los Angeles, medições de resistividade elétrica em diferentes teores de umidade e pulverulento, avaliação da expansão por meio do método PTM adaptado, além da análise da correlação entre a quantidade de material pulverulento e os ciclos de abrasão.
Os resultados indicaram massa específica aparente de 3122 kg/m³, absorção de água de 2,0% e porosidade aparente de 5,5% (acima dos limites normativos).
O índice de tenacidade Treton obtido para a escória foi de 9,6% e para a abrasão Los Angeles, 20,3%, valores em conformidade com a literatura e melhores do que a brita natural (gnaisse), com 21,8% de tenacidade Treton e 21,6% de abrasão, indicando melhor desempenho mecânico da escória.
Em relação à resistividade, a escória apresentou valores adequados em condição seca (2.
580.
000 Ω·m), contra 3.
900.
000 Ω·m da brita), porém com a introdução de umidade os valores reduziramse, atingindo resultados próximos ou inferiores a 60 Ω·m, contra 528 Ω·m da brita aos 16% de umidade.
A introdução de pulverulento e minério de ferro também foi prejudicial, com a escória chegando a apenas 27,9 Ω·m.
Dessa forma, o lastro siderúrgico não é indicado em vias que operam com sistemas de detecção por circuito elétrico, porém é viável em trechos que utilizam detecção por contador de eixos.
Esses achados corroboram a possibilidade de utilizar a escória como lastro, tendo como ressalva sistemas com circuitos elétricos.
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