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Sífilis secundária: fator de descompensação de doença hepática subjacente? A propósito de um caso clínico
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Introdução: A sífilis é uma infeção de notificação obrigatória, maioritariamente transmitida por via sexual, causada pela bactéria Treponema pallidum. As manifestações clínicas variam conforme o estadio da doença: sífilis precoce (doença primária e secundária) e sífilis tardia (latente ou terciária). A doença secundária é sistémica e desenvolve-se, após semanas ou meses, em aproximadamente 1/4 dos indivíduos com infeção primária não tratada. Neste estadio, a doença pode manifestar-se através de sintomas constitucionais, adenopatias, erupções cutâneas maculopapulares palmoplantares, manifestações hepáticas, renais ou neurológicas, entre outras. A serologia fornece um diagnóstico presuntivo, sendo necessários testes não treponémicos e treponémicos para estabelecer o diagnóstico de sífilis. A difícil interpretação dos achados serológicos associada a uma grande variedade de manifestações clínicas e a uma incidência crescente nos últimos anos torna o seu diagnóstico um desafio. Descrição do caso: Os autores descrevem o caso clínico de um adulto que apresenta um quadro de edema inaugural dos membros inferiores, cansaço e noção de distensão abdominal. Objetivamente apresenta lesões maculopapulares eritematosas, com descamação periférica, não pruriginosas, nas palmas das mãos e plantas dos pés. Após entrevista clínica completa coloca-se a hipótese de descompensação de doença hepática em contexto de sífilis secundária/hepatite sifilítica e envia-se o doente ao serviço de urgência, onde é confirmada a infeção. Comentário: Este caso demonstra que a grande variedade de manifestações clínicas torna o diagnóstico de sífilis um desafio. Uma vez feito o diagnóstico deve ser instituído tratamento com dose única de penicilina intramuscular, evitando potenciais consequências graves decorrentes da doença sistémica. Em suma, um médico de família deve ser capaz de reconhecer esta infeção, interpretando corretamente os testes serológicos e instituindo o tratamento recomendado.
Associacao Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Title: Sífilis secundária: fator de descompensação de doença hepática subjacente? A propósito de um caso clínico
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Introdução: A sífilis é uma infeção de notificação obrigatória, maioritariamente transmitida por via sexual, causada pela bactéria Treponema pallidum.
As manifestações clínicas variam conforme o estadio da doença: sífilis precoce (doença primária e secundária) e sífilis tardia (latente ou terciária).
A doença secundária é sistémica e desenvolve-se, após semanas ou meses, em aproximadamente 1/4 dos indivíduos com infeção primária não tratada.
Neste estadio, a doença pode manifestar-se através de sintomas constitucionais, adenopatias, erupções cutâneas maculopapulares palmoplantares, manifestações hepáticas, renais ou neurológicas, entre outras.
A serologia fornece um diagnóstico presuntivo, sendo necessários testes não treponémicos e treponémicos para estabelecer o diagnóstico de sífilis.
A difícil interpretação dos achados serológicos associada a uma grande variedade de manifestações clínicas e a uma incidência crescente nos últimos anos torna o seu diagnóstico um desafio.
Descrição do caso: Os autores descrevem o caso clínico de um adulto que apresenta um quadro de edema inaugural dos membros inferiores, cansaço e noção de distensão abdominal.
Objetivamente apresenta lesões maculopapulares eritematosas, com descamação periférica, não pruriginosas, nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Após entrevista clínica completa coloca-se a hipótese de descompensação de doença hepática em contexto de sífilis secundária/hepatite sifilítica e envia-se o doente ao serviço de urgência, onde é confirmada a infeção.
Comentário: Este caso demonstra que a grande variedade de manifestações clínicas torna o diagnóstico de sífilis um desafio.
Uma vez feito o diagnóstico deve ser instituído tratamento com dose única de penicilina intramuscular, evitando potenciais consequências graves decorrentes da doença sistémica.
Em suma, um médico de família deve ser capaz de reconhecer esta infeção, interpretando corretamente os testes serológicos e instituindo o tratamento recomendado.
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