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TOPOFILIA E TOPOFOBIA EM “ACREANIDADE: INVENÇÃO E REINVENÇÃO DA IDENTIDADE ACREANA”
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A topofilia e a topofobia são conceitos centrais da Geografia Humanística. Eles traduzem, respectivamente, os sentimentos de afeição e aversão às características naturais de determinado lugar. No contexto do Acre, ante a limitações execucionais, decidiu-se investigar a relação acreano-Acre a partir da visão histórica presente num dos livros da Dra. Maria de Jesus Morais. Portanto, neste artigo, objetiva-se analisar, sob o crivo da Geografia Humanística e ancorado no método da análise do discurso, bem como nos conceitos de topofobia e topofilia, a visão traçada pela autora acerca da relação entre determinados grupos históricos de acreanos (o “brasileiro do Acre”, o autonomista, o seringueiro e o indígena) e o Acre, no livro “Acreanidade: Invenção e Reinvenção da Identidade Acreana”. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, fundada no método da análise do discurso, segundo Pêcheux (1975) e Orlandi (2012), cuja coleta de dados se deu por uma revisão bibliográfica. Concluiu-se que no trabalho de Morais (2016) é possível perceber essencialmente traços de topofilia. Os brasileiros do Acre e os autonomistas desenvolveram o sentimento a partir, principalmente, de relações binárias e do patriotismo – o segundo numa forma análoga, vinculado não a uma nação, mas a um Estado. Os seringueiros desenvolveram o sentimento de topofilia de maneira mais aguçada que os demais migrantes, pois mantiveram maior contato com o ambiente. Os indígenas, enquanto povo originário, sempre perceberam o ambiente natural acreano como seu lar. Essa topofilia dos dois últimos grupos resultou, atrelado a questões políticas, na criação de zonas de preservação extrativista e demarcação de terras indígenas.
Title: TOPOFILIA E TOPOFOBIA EM “ACREANIDADE: INVENÇÃO E REINVENÇÃO DA IDENTIDADE ACREANA”
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A topofilia e a topofobia são conceitos centrais da Geografia Humanística.
Eles traduzem, respectivamente, os sentimentos de afeição e aversão às características naturais de determinado lugar.
No contexto do Acre, ante a limitações execucionais, decidiu-se investigar a relação acreano-Acre a partir da visão histórica presente num dos livros da Dra.
Maria de Jesus Morais.
Portanto, neste artigo, objetiva-se analisar, sob o crivo da Geografia Humanística e ancorado no método da análise do discurso, bem como nos conceitos de topofobia e topofilia, a visão traçada pela autora acerca da relação entre determinados grupos históricos de acreanos (o “brasileiro do Acre”, o autonomista, o seringueiro e o indígena) e o Acre, no livro “Acreanidade: Invenção e Reinvenção da Identidade Acreana”.
Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, fundada no método da análise do discurso, segundo Pêcheux (1975) e Orlandi (2012), cuja coleta de dados se deu por uma revisão bibliográfica.
Concluiu-se que no trabalho de Morais (2016) é possível perceber essencialmente traços de topofilia.
Os brasileiros do Acre e os autonomistas desenvolveram o sentimento a partir, principalmente, de relações binárias e do patriotismo – o segundo numa forma análoga, vinculado não a uma nação, mas a um Estado.
Os seringueiros desenvolveram o sentimento de topofilia de maneira mais aguçada que os demais migrantes, pois mantiveram maior contato com o ambiente.
Os indígenas, enquanto povo originário, sempre perceberam o ambiente natural acreano como seu lar.
Essa topofilia dos dois últimos grupos resultou, atrelado a questões políticas, na criação de zonas de preservação extrativista e demarcação de terras indígenas.
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