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Tumor mucinoso borderline gigante de ovário: relato de caso

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Introdução: Os tumores borderline de ovário são neoplasias não invasivas de origem epitelial, mais prevalentes na faixa etária jovem (30–50 anos) e representando cerca de 15% dos casos de neoplasias primárias de ovário. Esse grupo de tumores apresenta comportamento intermediário entre cistoadenomas e carcinomas invasores, sendo os tipos histológicos mais comuns o seroso e o mucinoso. Relato do caso: Paciente de 54 anos, previamente hígida, comparece à consulta queixando-se de aumento do volume abdominal. Ao exame físico, apresentava abdome globoso, tenso e indolor à palpação, com massa volumosa ocupando todo o abdome e a pelve, o que dificultou o exame ginecológico e impossibilitou a identificação de órgãos abdominais e a realização do exame especular. Ao toque vaginal, foi identificado colo rechaçado e presença de sangramento vaginal. Apresentou exame de ressonância magnética realizada três meses antes da consulta e que evidenciou volumosa formação cística com septos grosseiros e área sólida de permeio, localizada na cavidade peritoneal, ocupando pelve até o epigástrio, de provável etiologia ovariana, volume estimado de 11.500 cm3, sem ascite ou adenopatia. Foi optada pela internação para propedêutica, sendo solicitados marcadores tumorais e realizada nova ressonância, que evidenciou lesão cística medindo 36x28x35 cm, com volume estimado de 18.000 cm3, de provável origem ovariana, apresentando conteúdo líquido com várias septações (O-RADS 3: multilocular >10 cm, líquido, sem realce periférico). Não foram identificados nódulos ou projeção papilar na parede da lesão. Marcadores tumorais apresentaram os seguintes valores: CA-125 76 u/mL; CEA 1,0 ng/mL, alfafetoproteina 1,8 ng/mL e CA 19-9 37 u/mL. Optou-se pela intervenção cirúrgica para diagnóstico e estadiamento. A paciente foi submetida à laparotomia exploradora, na qual foi realizada salpingo-oforectomia bilateral com retirada do cisto ovariano à esquerda, histerectomia e apendicectomia. Exame de congelação realizado no intraoperatório obteve laudo preliminar com ausência de extensão neoplásica na superfície do cisto. A paciente foi internada no CTI no pós-operatório imediato, recebendo alta para enfermaria após um dia, sem intercorrências. Anatomopatológico evidenciou tumor mucinoso borderline com foco de carcinoma intraepitelial, medindo 41,5x38x25 cm, de 20,4 kg, não identificado envolvimento da superfície ovariana. Paciente segue em acompanhamento ambulatorial sem sintomas ou sinais de recidivas até o momento. Comentário: O caso em questão destaca-se pelo rápido crescimento tumoral e pelas grandes dimensões atingidas em oposição às ínfimas repercussões clínicas, tratando-se de um quadro oligossintomático. A necessidade cirúrgica fez-se devido ao tamanho da tumoração e à possibilidade de malignidade. Dessa forma, os dados clínicos, aliados aos exames de imagem, à intervenção cirúrgica e análise histopatológica, permitiram o diagnóstico adequado e a evolução satisfatória do caso, com excelente desfecho para a paciente.
Title: Tumor mucinoso borderline gigante de ovário: relato de caso
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Introdução: Os tumores borderline de ovário são neoplasias não invasivas de origem epitelial, mais prevalentes na faixa etária jovem (30–50 anos) e representando cerca de 15% dos casos de neoplasias primárias de ovário.
Esse grupo de tumores apresenta comportamento intermediário entre cistoadenomas e carcinomas invasores, sendo os tipos histológicos mais comuns o seroso e o mucinoso.
Relato do caso: Paciente de 54 anos, previamente hígida, comparece à consulta queixando-se de aumento do volume abdominal.
Ao exame físico, apresentava abdome globoso, tenso e indolor à palpação, com massa volumosa ocupando todo o abdome e a pelve, o que dificultou o exame ginecológico e impossibilitou a identificação de órgãos abdominais e a realização do exame especular.
Ao toque vaginal, foi identificado colo rechaçado e presença de sangramento vaginal.
Apresentou exame de ressonância magnética realizada três meses antes da consulta e que evidenciou volumosa formação cística com septos grosseiros e área sólida de permeio, localizada na cavidade peritoneal, ocupando pelve até o epigástrio, de provável etiologia ovariana, volume estimado de 11.
500 cm3, sem ascite ou adenopatia.
Foi optada pela internação para propedêutica, sendo solicitados marcadores tumorais e realizada nova ressonância, que evidenciou lesão cística medindo 36x28x35 cm, com volume estimado de 18.
000 cm3, de provável origem ovariana, apresentando conteúdo líquido com várias septações (O-RADS 3: multilocular >10 cm, líquido, sem realce periférico).
Não foram identificados nódulos ou projeção papilar na parede da lesão.
Marcadores tumorais apresentaram os seguintes valores: CA-125 76 u/mL; CEA 1,0 ng/mL, alfafetoproteina 1,8 ng/mL e CA 19-9 37 u/mL.
Optou-se pela intervenção cirúrgica para diagnóstico e estadiamento.
A paciente foi submetida à laparotomia exploradora, na qual foi realizada salpingo-oforectomia bilateral com retirada do cisto ovariano à esquerda, histerectomia e apendicectomia.
Exame de congelação realizado no intraoperatório obteve laudo preliminar com ausência de extensão neoplásica na superfície do cisto.
A paciente foi internada no CTI no pós-operatório imediato, recebendo alta para enfermaria após um dia, sem intercorrências.
Anatomopatológico evidenciou tumor mucinoso borderline com foco de carcinoma intraepitelial, medindo 41,5x38x25 cm, de 20,4 kg, não identificado envolvimento da superfície ovariana.
Paciente segue em acompanhamento ambulatorial sem sintomas ou sinais de recidivas até o momento.
Comentário: O caso em questão destaca-se pelo rápido crescimento tumoral e pelas grandes dimensões atingidas em oposição às ínfimas repercussões clínicas, tratando-se de um quadro oligossintomático.
A necessidade cirúrgica fez-se devido ao tamanho da tumoração e à possibilidade de malignidade.
Dessa forma, os dados clínicos, aliados aos exames de imagem, à intervenção cirúrgica e análise histopatológica, permitiram o diagnóstico adequado e a evolução satisfatória do caso, com excelente desfecho para a paciente.

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