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Diversidade genética em coqueiro-gigante (Cocos nucifera L.) por meio de marcadores microssatélites e características morfoagronômicas

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O coqueiro-gigante representa cerca de 70% da exploração do coqueiro no Brasil. Apesar disso, as informações sobre a variabilidade genética existente nas populações brasileiras e suas relações genéticas ainda são incipientes. Os marcadores microssatélites ou SSR (Simple Sequence Repeats), e os marcadores morfológicos, são as técnicas mais indicadas para os estudos de diversidade genética. Assim, o conhecimento da variabilidade e da estruturação genética em coqueiro-gigante, torna-se necessário para direcionar as atividades de conservação e utilização do germoplasma nos programas de melhoramento da espécie. Os objetivos do presente estudo foram: 1) analisar a distribuição da variabilidade genética da população original de gigante-do-Brasil-da-Praia-do-Forte (GBrPF-PO), localizada do litoral norte do Estado da Bahia, e de quatro acessos procedentes dessa população; 2) os níveis de diversidade e as relações genéticas entre dois acessos de coqueiro-gigante coletados no Brasil e sete acessos introduzidos de diferentes regiões geográficas do mundo, conservados no Banco Internacional de Coco para a América Latina e Caribe (ICG- LAC).Os acessos foram analisados por meio de 25 primers SSR específicos e 16 descritores morfoagronômicos da lista do IPGRI, 1995.Os acessos de gigante-do-Brasil-da-Praia-Forte (GBrPF) são conservados em bases físicas no Ceará (GBrPF-CE), Pará (GBrPF-PA) e no ICG-LAC, este último em duas bases físicas em Sergipe: uma no campo experimental do Betume, no município de Neopólis (GBrPF-CEB) e a outra no campo experimental de Itaporanga, no município de Itaporanga d’Ajuda (GBrPF-CEI). Os demais acessos de coqueiro: gigante-do-Brasil-de-Merepe (GBrMe), coletado no litoral do Nordeste do país, gigante-da-Malásia (GML), gigante-de-Vanuatu (GVT), gigante-do-Oeste-Africano (GOA), gigante-da-Polinésia (GPY), gigante-de-Rennel (GRL), gigante-de-Tonga (GTG) e gigante-de-Rotuma (GRT) introduzidos de diferentes regiões geográficas do mundo, também estão conservados no ICG-LAC no campo experimental do Betume. Três trabalhos oriundos deste projeto de pesquisa serão apresentados. No primeiro trabalho, constatou-se 18 primers polimórficos, 91alelos, com media de 5,05 alelos/loco. Os índices genotípicos indicam maior variabilidade genética dos acessos GBrPF-PA, GBrPF-CE e GBrPF-CEB, a análise da estrutura gênica identificou um compartilhamento de alelos da população e dos acessos, sugerindo que os acessos coletados, representam a estruturação genética da população original. O agrupamento (UPGMA), evidenciou a formação de 14 grupos, tendo os acessos GBrPF-CEB e GBrPF-PA mostrado maior similaridade com a população original. No segundo trabalho, para o estudo das relações genéticas entre acessos de coqueiro-gigante, 19 primers foram polimórficos, detectando 125 alelos, com média de 6,57 alelos/loco. Os índices genotípicos indicam uma maior variabilidade genética entre os acessos de coqueiros-gigantes introduzidos oriundos da região do Pacífico. A análise da estrutura gênica levou a formação de cinco grupos e os acessos coletados no Brasil apresentaram relação genética com o acesso Africano e o surgimento de ecótipos de coqueiro-gigante no Brasil. A análise de agrupamento pelo método do Vizinho mais Próximo formou dois grupos principais. No grupo I, os acessos foram agrupados em três subgrupos: Ia (GTG, GRT e GPY), Ib (GRL e GVT) e Ic (GML). No grupo II, os acessos foram separados em dois subgrupos : IIa (GOA) e IIb (GBrMe, GBrPF). Indicando que as relações genéticas dos acessos são fundamentadas nas regiões ecogeográficas. O terceiro trabalho,o estudo da diversidade genética, por meio de marcadores morfoagronômicos utilizando técnicas de análises uni e multivariadas, foi observada variabilidade genética entre os acessos. Os resultados da análise dos componentes principais, obtidos a partir de 16 caracteres morfoagronômicos mostra que foram necessários três componentes, para que a variância por eles explicada atingisse um mínimo de 80% e a seleção de seis caracteres de maior contribuição para o estudo da diversidade. Pelo método UPGMA formou-se cinco grupos. O grupo I reúne os acessos GVT e GML; o grupo II com o GPY, GTG e GBrPF; o grupo III e IV com apenas um acesso cada, GRT e o GOA, respectivamente e o grupo V com o GBrMe e GRL. Os grupos apresentaram uma incoerência com relação às origens dos acessos, provavelmente devido à natureza quantitativa das características avaliadas, que são controladas por muitos genes, sendo afetadas por fatores ambientais. As avaliações da diversidade e da estruturação genética evidenciam a variabilidade e as relações genéticas existentes em coqueiro-gigante. Esses resultados permitirão orientar as decisões sobre as atividades de conservação e uso do germoplasma do coqueiro no país
Editora da Universidade Federal Rural do Semi-Arido - EdUFERSA
Title: Diversidade genética em coqueiro-gigante (Cocos nucifera L.) por meio de marcadores microssatélites e características morfoagronômicas
Description:
O coqueiro-gigante representa cerca de 70% da exploração do coqueiro no Brasil.
Apesar disso, as informações sobre a variabilidade genética existente nas populações brasileiras e suas relações genéticas ainda são incipientes.
Os marcadores microssatélites ou SSR (Simple Sequence Repeats), e os marcadores morfológicos, são as técnicas mais indicadas para os estudos de diversidade genética.
Assim, o conhecimento da variabilidade e da estruturação genética em coqueiro-gigante, torna-se necessário para direcionar as atividades de conservação e utilização do germoplasma nos programas de melhoramento da espécie.
Os objetivos do presente estudo foram: 1) analisar a distribuição da variabilidade genética da população original de gigante-do-Brasil-da-Praia-do-Forte (GBrPF-PO), localizada do litoral norte do Estado da Bahia, e de quatro acessos procedentes dessa população; 2) os níveis de diversidade e as relações genéticas entre dois acessos de coqueiro-gigante coletados no Brasil e sete acessos introduzidos de diferentes regiões geográficas do mundo, conservados no Banco Internacional de Coco para a América Latina e Caribe (ICG- LAC).
Os acessos foram analisados por meio de 25 primers SSR específicos e 16 descritores morfoagronômicos da lista do IPGRI, 1995.
Os acessos de gigante-do-Brasil-da-Praia-Forte (GBrPF) são conservados em bases físicas no Ceará (GBrPF-CE), Pará (GBrPF-PA) e no ICG-LAC, este último em duas bases físicas em Sergipe: uma no campo experimental do Betume, no município de Neopólis (GBrPF-CEB) e a outra no campo experimental de Itaporanga, no município de Itaporanga d’Ajuda (GBrPF-CEI).
Os demais acessos de coqueiro: gigante-do-Brasil-de-Merepe (GBrMe), coletado no litoral do Nordeste do país, gigante-da-Malásia (GML), gigante-de-Vanuatu (GVT), gigante-do-Oeste-Africano (GOA), gigante-da-Polinésia (GPY), gigante-de-Rennel (GRL), gigante-de-Tonga (GTG) e gigante-de-Rotuma (GRT) introduzidos de diferentes regiões geográficas do mundo, também estão conservados no ICG-LAC no campo experimental do Betume.
Três trabalhos oriundos deste projeto de pesquisa serão apresentados.
No primeiro trabalho, constatou-se 18 primers polimórficos, 91alelos, com media de 5,05 alelos/loco.
Os índices genotípicos indicam maior variabilidade genética dos acessos GBrPF-PA, GBrPF-CE e GBrPF-CEB, a análise da estrutura gênica identificou um compartilhamento de alelos da população e dos acessos, sugerindo que os acessos coletados, representam a estruturação genética da população original.
O agrupamento (UPGMA), evidenciou a formação de 14 grupos, tendo os acessos GBrPF-CEB e GBrPF-PA mostrado maior similaridade com a população original.
No segundo trabalho, para o estudo das relações genéticas entre acessos de coqueiro-gigante, 19 primers foram polimórficos, detectando 125 alelos, com média de 6,57 alelos/loco.
Os índices genotípicos indicam uma maior variabilidade genética entre os acessos de coqueiros-gigantes introduzidos oriundos da região do Pacífico.
A análise da estrutura gênica levou a formação de cinco grupos e os acessos coletados no Brasil apresentaram relação genética com o acesso Africano e o surgimento de ecótipos de coqueiro-gigante no Brasil.
A análise de agrupamento pelo método do Vizinho mais Próximo formou dois grupos principais.
No grupo I, os acessos foram agrupados em três subgrupos: Ia (GTG, GRT e GPY), Ib (GRL e GVT) e Ic (GML).
No grupo II, os acessos foram separados em dois subgrupos : IIa (GOA) e IIb (GBrMe, GBrPF).
Indicando que as relações genéticas dos acessos são fundamentadas nas regiões ecogeográficas.
O terceiro trabalho,o estudo da diversidade genética, por meio de marcadores morfoagronômicos utilizando técnicas de análises uni e multivariadas, foi observada variabilidade genética entre os acessos.
Os resultados da análise dos componentes principais, obtidos a partir de 16 caracteres morfoagronômicos mostra que foram necessários três componentes, para que a variância por eles explicada atingisse um mínimo de 80% e a seleção de seis caracteres de maior contribuição para o estudo da diversidade.
Pelo método UPGMA formou-se cinco grupos.
O grupo I reúne os acessos GVT e GML; o grupo II com o GPY, GTG e GBrPF; o grupo III e IV com apenas um acesso cada, GRT e o GOA, respectivamente e o grupo V com o GBrMe e GRL.
Os grupos apresentaram uma incoerência com relação às origens dos acessos, provavelmente devido à natureza quantitativa das características avaliadas, que são controladas por muitos genes, sendo afetadas por fatores ambientais.
As avaliações da diversidade e da estruturação genética evidenciam a variabilidade e as relações genéticas existentes em coqueiro-gigante.
Esses resultados permitirão orientar as decisões sobre as atividades de conservação e uso do germoplasma do coqueiro no país.

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