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Ainda sobre cubagem e equações de volume

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Para alcançar alta produtividade, as florestas necessitam de acompanhamento e intervenções constantes, sendo recomendado que as atividades de manejo florestal sejam realizadas com base em informações técnicas. Os procedimentos dos inventários florestais são a base para obtenção das informações que são utilizadas nas tomadas de decisão do manejo florestal, sendo o volume de madeira considerado por muitos autores como a informação mais importante na definição de ações de manejo de florestas equiâneas para fins comerciais e que demanda recursos financeiros e tempo para obtenção das estimativas. Embora essenciais, a obtenção de dados e de informações no campo geram custos, que afetam diretamente o retorno final do investimento, sendo necessário a redução destes sem afetar a exatidão das estimativas e sem comprometer a execução das atividades de manejo florestal. Nesse contexto os procedimentos de cubagem de árvores-amostra para obter estimativas dos volumes de árvores individuais devem ser otimizados a partir da compreensão do processo de coleta e análise dos dados. No presente estudo foi avaliado: i) o efeito do número de árvores por classe de diâmetro sobre a exatidão das equações volumétricas e ii) os efeitos dos comprimentos das seções de medição e de fórmulas matemáticas sobre as estimativas dos volumes das árvores-amostra e sobre os ajustes das equações de volume. De acordo com as análises, foi constatado que: 1) equações de volume referentes ao modelo de Schumacher e Hall (1933), em sua forma linear, ajustadas a partir de 8 árvores por classe de diâmetro, forneceram estimativas volumétricas similares às obtidas pelo emprego da equação resultante da cubagem de 48 árvores; 2) o aumento do número de árvores por classe de diâmetro resultou em uma diminuição dos erros médios e da variabilidade dos erros em todas as classes, sobretudo nas maiores, uma vez que as estimativas dos parâmetros das equações ajustadas foram não viesadas; 3) as fórmulas de Huber, Newton e Smalian utilizadas para totalização do volume do fuste resultaram em equações com pouca diferença estatística, para um mesmo tamanho de seção, mas aumentando-se o comprimento da seção, em alguns casos, as equações foram estatisticamente diferentes, mesmo para uma mesma formula matemática; 4) o tamanho da seção afeta a exatidão das estimativas de volume, sendo que seções de maiores tamanhos resultam em equações com erros maiores. Ao final deste estudo, pode-se inferir que pode-se diminuir os custos nos procedimentos de cubagem por meio de uma avaliação criteriosa dos dados, visando reduções no número de árvores cubadas por classe diamétrica e com o aumento do tamanho das seções de cubagem. Palavras-chave: Determinação do volume. Fórmulas de cubagem. Comprimento de seções. Modelo volumétrico.
Pro-Reitoria de Pesquisa e Pos-Graduacai - UFV
Title: Ainda sobre cubagem e equações de volume
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Para alcançar alta produtividade, as florestas necessitam de acompanhamento e intervenções constantes, sendo recomendado que as atividades de manejo florestal sejam realizadas com base em informações técnicas.
Os procedimentos dos inventários florestais são a base para obtenção das informações que são utilizadas nas tomadas de decisão do manejo florestal, sendo o volume de madeira considerado por muitos autores como a informação mais importante na definição de ações de manejo de florestas equiâneas para fins comerciais e que demanda recursos financeiros e tempo para obtenção das estimativas.
Embora essenciais, a obtenção de dados e de informações no campo geram custos, que afetam diretamente o retorno final do investimento, sendo necessário a redução destes sem afetar a exatidão das estimativas e sem comprometer a execução das atividades de manejo florestal.
Nesse contexto os procedimentos de cubagem de árvores-amostra para obter estimativas dos volumes de árvores individuais devem ser otimizados a partir da compreensão do processo de coleta e análise dos dados.
No presente estudo foi avaliado: i) o efeito do número de árvores por classe de diâmetro sobre a exatidão das equações volumétricas e ii) os efeitos dos comprimentos das seções de medição e de fórmulas matemáticas sobre as estimativas dos volumes das árvores-amostra e sobre os ajustes das equações de volume.
De acordo com as análises, foi constatado que: 1) equações de volume referentes ao modelo de Schumacher e Hall (1933), em sua forma linear, ajustadas a partir de 8 árvores por classe de diâmetro, forneceram estimativas volumétricas similares às obtidas pelo emprego da equação resultante da cubagem de 48 árvores; 2) o aumento do número de árvores por classe de diâmetro resultou em uma diminuição dos erros médios e da variabilidade dos erros em todas as classes, sobretudo nas maiores, uma vez que as estimativas dos parâmetros das equações ajustadas foram não viesadas; 3) as fórmulas de Huber, Newton e Smalian utilizadas para totalização do volume do fuste resultaram em equações com pouca diferença estatística, para um mesmo tamanho de seção, mas aumentando-se o comprimento da seção, em alguns casos, as equações foram estatisticamente diferentes, mesmo para uma mesma formula matemática; 4) o tamanho da seção afeta a exatidão das estimativas de volume, sendo que seções de maiores tamanhos resultam em equações com erros maiores.
Ao final deste estudo, pode-se inferir que pode-se diminuir os custos nos procedimentos de cubagem por meio de uma avaliação criteriosa dos dados, visando reduções no número de árvores cubadas por classe diamétrica e com o aumento do tamanho das seções de cubagem.
Palavras-chave: Determinação do volume.
Fórmulas de cubagem.
Comprimento de seções.
Modelo volumétrico.

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