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“SI YO TUVIERA” OU “SI YO TUVIESE”: A VARIAÇÃO NA REALIZAÇÃO DO PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO ESPANHOL
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No espanhol atual, as desinências -ra e -se são identificadas como formas desinenciais do pretérito imperfeito do subjuntivo devido à evolução da língua, sendo a primeira derivada do pretérito mais-que-perfeito do indicativo latino (amaveram) e a segunda do pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo (amavissem). Isto posto, neste trabalho, à luz da sociolinguística variacionista (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1972, 1978, 1994), buscamos, de modo geral, entender este processo de variação linguística. Pretendemos, ainda: (i) identificar fatores linguísticos que condicionam a alternância -ra/-se em construções condicionais da língua espanhola para a expressão da noção de irrealidade; (ii) verificar se fatores extralinguísticos como as categorias gênero e área geográfica/região condicionam a alternância -ra/-se; e (iii) investigar, eventualmente, se a desinência -se está se especializando, tendo seu uso restrito a contextos específicos. O nosso corpus está constituído de Cartas de Leitores de dois periódicos online: El País, da Espanha, e La Nación, da Argentina. A delimitação do corpus escrito deu-se em função de que, em relação à alternância entre as variantes -ra e -se, talvez, esta última forma seja mais facilmente encontrada na modalidade escrita do que na modalidade oral/falada (ROJO, 2011, p. 214), tendo em vista seu paulatino declive (PÉREZ TORRES, 2014; STERCK, 2000). Realizamos, assim, uma análise estatística com o auxílio do programa computacional GoldvarbX (TAGLIMONTE, 2006; SANKOFF, TAGLIAMONTE, SMITH, 2005). Para esta análise, consideramos os seguintes fatores: (1) forma verbal; (2) estrutura verbal; (3) paradigma de conjugação do verbo; (4) pessoa gramatical; (5) estrutura das cláusulas condicionais; (6) gênero; (7) jornal/variedade; e (8) províncias/cidades da Espanha. Como resultado, identificamos, em ambas as variedades, a predominância da variante -ra nas orações condicionais, em detrimento da -se, que se mostra pouco frequente na competição para a expressão da noção de irrealidade/contrafactualidade.
Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV
Title: “SI YO TUVIERA” OU “SI YO TUVIESE”: A VARIAÇÃO NA REALIZAÇÃO DO PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO ESPANHOL
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No espanhol atual, as desinências -ra e -se são identificadas como formas desinenciais do pretérito imperfeito do subjuntivo devido à evolução da língua, sendo a primeira derivada do pretérito mais-que-perfeito do indicativo latino (amaveram) e a segunda do pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo (amavissem).
Isto posto, neste trabalho, à luz da sociolinguística variacionista (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1972, 1978, 1994), buscamos, de modo geral, entender este processo de variação linguística.
Pretendemos, ainda: (i) identificar fatores linguísticos que condicionam a alternância -ra/-se em construções condicionais da língua espanhola para a expressão da noção de irrealidade; (ii) verificar se fatores extralinguísticos como as categorias gênero e área geográfica/região condicionam a alternância -ra/-se; e (iii) investigar, eventualmente, se a desinência -se está se especializando, tendo seu uso restrito a contextos específicos.
O nosso corpus está constituído de Cartas de Leitores de dois periódicos online: El País, da Espanha, e La Nación, da Argentina.
A delimitação do corpus escrito deu-se em função de que, em relação à alternância entre as variantes -ra e -se, talvez, esta última forma seja mais facilmente encontrada na modalidade escrita do que na modalidade oral/falada (ROJO, 2011, p.
214), tendo em vista seu paulatino declive (PÉREZ TORRES, 2014; STERCK, 2000).
Realizamos, assim, uma análise estatística com o auxílio do programa computacional GoldvarbX (TAGLIMONTE, 2006; SANKOFF, TAGLIAMONTE, SMITH, 2005).
Para esta análise, consideramos os seguintes fatores: (1) forma verbal; (2) estrutura verbal; (3) paradigma de conjugação do verbo; (4) pessoa gramatical; (5) estrutura das cláusulas condicionais; (6) gênero; (7) jornal/variedade; e (8) províncias/cidades da Espanha.
Como resultado, identificamos, em ambas as variedades, a predominância da variante -ra nas orações condicionais, em detrimento da -se, que se mostra pouco frequente na competição para a expressão da noção de irrealidade/contrafactualidade.
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