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Desenho sensorial aplicado ao ensino-aprendizagem do desenho artístico
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A presente investigação centra-se na abordagem do design sensorial aplicado ao ensino-aprendizagem do desenho artístico. O design sensorial é subsidiado pelo método VER ALÉM [1-4], que se baseia em estudos de neurociência cognitiva-comportamental e neuroeducação para desenvolver e aplicar recursos didático-pedagógicos e didático-andragógicos voltados ao ensino e aprendizagem do design por alunos com e sem deficiência visual. Na abordagem do design sensorial, a prática do desenho é entendida como um elemento intrínseco aos mecanismos mentais do ser humano, e que atua na sua evolução sensório-motora, cognitiva e comportamental. Isso porque, por meio das linhas, texturas, cores e outros elementos composicionais presentes na prática do desenho, é possível elaborar ou expressar afetos e materializar emoções, sensações e pensamentos, que são vivenciados na mente e vivenciados no corpo como um todo. A partir deste entendimento, a aproximação entre os campos do desenho artístico e da neurociência cognitivo-comportamental é natural. No âmbito do ensino superior, especificamente nas artes visuais, a cooperação entre as áreas do desenho, neurociências e neuroeducação mostra-se capaz de dotar os educadores de práticas pedagógicas que contribuam para a formação de artistas contemporâneos, nomeadamente no que se refere à realização de expressão de projetos poético-artísticos e autorais. As atividades desenvolvidas a partir da abordagem prática do design sensorial procuram questionar o protagonismo da visão, sensibilizando e valorizando os outros sentidos. Neste processo, ouvir, degustar, cheirar e tocar também ganham destaque na formação das imagens mentais, ao contrário de outros métodos de ensino-aprendizagem, em que esse protagonismo se concentra apenas na visão. A abordagem do design sensorial é desenvolvida no contexto do ensino superior em artes visuais e aplicada nas disciplinas de Desenho Artístico I e II, que fazem parte da grade curricular do curso de graduação em artes visuais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desde 2019. Através de estímulos somatossensoriais e sensório-motores dos alunos, as aulas abordam diversos eixos temáticos fundamentais para o campo da prática do desenho artístico, que estão na base da maioria dos programas de ensino de desenho artístico no Brasil — por exemplo: linha, contorno e preenchimento, figura e fundo, movimento e ritmo. A partir dessa estimulação global dos sentidos, os alunos são encorajados a expandir seus limites perceptivos e seus processos criativos, enquanto expandem seus repertórios sensoriais. Além disso, a abordagem do design sensorial corrobora a ruptura com padrões composicionais visuais preestabelecidos e, consequentemente, o alcance de uma expressividade poético-artística autoral. É importante destacar que no período anterior à pandemia de COVID-19, todas as atividades realizadas com os alunos ocorriam em contexto de educação presencial. Com a pandemia já desencadeada, tais atividades foram adaptadas para a educação a distância, a fim de preservar suas características originais, principalmente no que se refere a garantir a aplicação da estimulação somatossensorial e sensório-motora nos alunos. A experiência adquirida durante este processo de adaptação metodológica (da aprendizagem presencial à aprendizagem on-line) tem indicado contribuições relevantes para o incremento da abordagem do design sensorial no contexto pós-pandêmico, incluindo a possibilidade da sua aplicação também através de um modelo híbrido (face-educação presencial e a distância).
Title: Desenho sensorial aplicado ao ensino-aprendizagem do desenho artístico
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A presente investigação centra-se na abordagem do design sensorial aplicado ao ensino-aprendizagem do desenho artístico.
O design sensorial é subsidiado pelo método VER ALÉM [1-4], que se baseia em estudos de neurociência cognitiva-comportamental e neuroeducação para desenvolver e aplicar recursos didático-pedagógicos e didático-andragógicos voltados ao ensino e aprendizagem do design por alunos com e sem deficiência visual.
Na abordagem do design sensorial, a prática do desenho é entendida como um elemento intrínseco aos mecanismos mentais do ser humano, e que atua na sua evolução sensório-motora, cognitiva e comportamental.
Isso porque, por meio das linhas, texturas, cores e outros elementos composicionais presentes na prática do desenho, é possível elaborar ou expressar afetos e materializar emoções, sensações e pensamentos, que são vivenciados na mente e vivenciados no corpo como um todo.
A partir deste entendimento, a aproximação entre os campos do desenho artístico e da neurociência cognitivo-comportamental é natural.
No âmbito do ensino superior, especificamente nas artes visuais, a cooperação entre as áreas do desenho, neurociências e neuroeducação mostra-se capaz de dotar os educadores de práticas pedagógicas que contribuam para a formação de artistas contemporâneos, nomeadamente no que se refere à realização de expressão de projetos poético-artísticos e autorais.
As atividades desenvolvidas a partir da abordagem prática do design sensorial procuram questionar o protagonismo da visão, sensibilizando e valorizando os outros sentidos.
Neste processo, ouvir, degustar, cheirar e tocar também ganham destaque na formação das imagens mentais, ao contrário de outros métodos de ensino-aprendizagem, em que esse protagonismo se concentra apenas na visão.
A abordagem do design sensorial é desenvolvida no contexto do ensino superior em artes visuais e aplicada nas disciplinas de Desenho Artístico I e II, que fazem parte da grade curricular do curso de graduação em artes visuais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desde 2019.
Através de estímulos somatossensoriais e sensório-motores dos alunos, as aulas abordam diversos eixos temáticos fundamentais para o campo da prática do desenho artístico, que estão na base da maioria dos programas de ensino de desenho artístico no Brasil — por exemplo: linha, contorno e preenchimento, figura e fundo, movimento e ritmo.
A partir dessa estimulação global dos sentidos, os alunos são encorajados a expandir seus limites perceptivos e seus processos criativos, enquanto expandem seus repertórios sensoriais.
Além disso, a abordagem do design sensorial corrobora a ruptura com padrões composicionais visuais preestabelecidos e, consequentemente, o alcance de uma expressividade poético-artística autoral.
É importante destacar que no período anterior à pandemia de COVID-19, todas as atividades realizadas com os alunos ocorriam em contexto de educação presencial.
Com a pandemia já desencadeada, tais atividades foram adaptadas para a educação a distância, a fim de preservar suas características originais, principalmente no que se refere a garantir a aplicação da estimulação somatossensorial e sensório-motora nos alunos.
A experiência adquirida durante este processo de adaptação metodológica (da aprendizagem presencial à aprendizagem on-line) tem indicado contribuições relevantes para o incremento da abordagem do design sensorial no contexto pós-pandêmico, incluindo a possibilidade da sua aplicação também através de um modelo híbrido (face-educação presencial e a distância).
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