Javascript must be enabled to continue!
Haroldo de Campos e sua epistemologia constelar da tradução nos trópicos
View through CrossRef
O presente artigo tem como objetivo principal investigar como a epistemologia da tradução literária de Haroldo de Campos perpassa pela imagem da constelação mallarmaica e se torna, portanto, uma teoria constelar – que privilegia a visão sincrônica do ato tradutório. Essa evocação imagética se vê indissociável de uma sincronia na poesia, que vai e volta na tipografia do papel sem necessariamente seguir uma ordem preestabelecida. Não obstante, Campos mobiliza essa ideia em sua teoria da tradução, constelar por excelência. O ato tradutório e a história, para ele, se veem indissociáveis da sincronia, pois apenas construímos passado e presente a partir da existência de um diálogo, um movimento contínuo. Além do mais, não deixa de ser parte desse objetivo maior a concretização de um estudo que privilegie uma visão desconstrutora do logocentrismo, tendo em vista que, mesmo com o avanço dos estudos tradutórios nos últimos tempos, ainda predominam ideias mais obsoletas, como a ideia de tradução servil, dívidas e influências. Assim, tomando por base a teoria constelar da tradução de Haroldo de Campos, pretendemos analisar, por meio de uma leitura dos estudos da tradução e da literatura comparada, como essa concepção mallarmaica se viu presente. Para tanto, valemo-nos dos pressupostos de Jacques Derrida (2001, 2006), Jorge Luis Borges (1999), Márcio Seligmann-Silva (2018), Silviano Santiago (2000), Susana Kampff Lages (1998) e Walter Benjamin (2010). Ademais, também de materiais organizados por Inês Oseki-Dépré (2012), Marcelo Tápia e Thelma Médici Nóbrega (2013).
Title: Haroldo de Campos e sua epistemologia constelar da tradução nos trópicos
Description:
O presente artigo tem como objetivo principal investigar como a epistemologia da tradução literária de Haroldo de Campos perpassa pela imagem da constelação mallarmaica e se torna, portanto, uma teoria constelar – que privilegia a visão sincrônica do ato tradutório.
Essa evocação imagética se vê indissociável de uma sincronia na poesia, que vai e volta na tipografia do papel sem necessariamente seguir uma ordem preestabelecida.
Não obstante, Campos mobiliza essa ideia em sua teoria da tradução, constelar por excelência.
O ato tradutório e a história, para ele, se veem indissociáveis da sincronia, pois apenas construímos passado e presente a partir da existência de um diálogo, um movimento contínuo.
Além do mais, não deixa de ser parte desse objetivo maior a concretização de um estudo que privilegie uma visão desconstrutora do logocentrismo, tendo em vista que, mesmo com o avanço dos estudos tradutórios nos últimos tempos, ainda predominam ideias mais obsoletas, como a ideia de tradução servil, dívidas e influências.
Assim, tomando por base a teoria constelar da tradução de Haroldo de Campos, pretendemos analisar, por meio de uma leitura dos estudos da tradução e da literatura comparada, como essa concepção mallarmaica se viu presente.
Para tanto, valemo-nos dos pressupostos de Jacques Derrida (2001, 2006), Jorge Luis Borges (1999), Márcio Seligmann-Silva (2018), Silviano Santiago (2000), Susana Kampff Lages (1998) e Walter Benjamin (2010).
Ademais, também de materiais organizados por Inês Oseki-Dépré (2012), Marcelo Tápia e Thelma Médici Nóbrega (2013).
Related Results
A teoria antropofágica da tradução no Brasil: o caso Haroldo de Campos
A teoria antropofágica da tradução no Brasil: o caso Haroldo de Campos
O presente artigo tem como objetivo principal analisar em que medida alguns ensaios de Haroldo de Campos (1929-2003), mais especificamente aqueles escritos durante a década de 1960...
“O abominável homem dos trópicos”. Oswald de Andrade nas releituras de Haroldo de Campos
“O abominável homem dos trópicos”. Oswald de Andrade nas releituras de Haroldo de Campos
Ao afirmar que a obra de Oswald de Andrade, em particular o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” e o “Manifesto Antropófago”, constitui uma visão crítica da história como função negat...
CENAS DE EXPERIÊNCIAS HAITIANAS, COM YANICK LAHENS
CENAS DE EXPERIÊNCIAS HAITIANAS, COM YANICK LAHENS
A proposta deste artigo é apresentar a tradução comentada, do francês para o português brasileiro, do conto Une histoire américaine, extraído do livro La petite corruption (1999), ...
MIGUEL MIGUEL: O FANTÁSTICO TRADUZIDO PARA O CINEMA
MIGUEL MIGUEL: O FANTÁSTICO TRADUZIDO PARA O CINEMA
Este estudo tem como objetivo observar por meio da intermidialidade; intersemiótica e intertextualidade, como se deu a tradução da obra “Miguel Miguel” de Haroldo Maranhão para o c...
SILVA, Marta Regina Paulo da; MAFRA, Jason Ferreira (org.). Paulo Freire e a Educação das Crianças. São Paulo: BT Acadêmica, 2020
SILVA, Marta Regina Paulo da; MAFRA, Jason Ferreira (org.). Paulo Freire e a Educação das Crianças. São Paulo: BT Acadêmica, 2020
Paulo Freire é conhecido internacionalmente por sua dedicação e preocupação com a alfabetização de adultos, além, obviamente, de sua luta por uma educação libertadora, dialógica e ...
Ensino de matemática e a educação do campo: elementos para compreensão epistemologia do professor de matemática.
Ensino de matemática e a educação do campo: elementos para compreensão epistemologia do professor de matemática.
O presente artigo tem como objetivo discutir os elementos que compõe as práticas de ensino de matemática em uma escola do campo do munícipio de Monteiro – PB. Em nosso trabalho as ...
ICONICIDADE E LIBERDADE NA TRADUÇÃO DE DAS ROSEN-INNERE, DE RILKE, POR AUGUSTO DE CAMPOS
ICONICIDADE E LIBERDADE NA TRADUÇÃO DE DAS ROSEN-INNERE, DE RILKE, POR AUGUSTO DE CAMPOS
Este trabalho tem o objetivo de compreender criticamente o projeto tradutório de Augusto de Campos em suas antologias de poemas de Rainer Rilke. Especificamente, analisa-se a tradu...
DONOSO ROMO, Andres. A Educação Emancipatória: Iván Illich, Paulo Freire, Ernesto Guevara e o Pensamento Latino-Americano. Tradução de Daniel Garroux e Mariana Moreno Castilho. São Paulo: EDUSP, 2020, 142 p
DONOSO ROMO, Andres. A Educação Emancipatória: Iván Illich, Paulo Freire, Ernesto Guevara e o Pensamento Latino-Americano. Tradução de Daniel Garroux e Mariana Moreno Castilho. São Paulo: EDUSP, 2020, 142 p
A obra aqui apresentada foi escrita por Andrés Donoso Romo, Doutor em Ciências com menção em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisador do Centr...

