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A poesia dos presos políticos
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Inscrita no amplo quadro da literatura de resistência à ditadura civil-militar brasileira, a poesia dos ex-presos políticos ainda ocupa um lugar marginal nas bibliografias primárias e nos estudos críticos sobre a produção literária de teor testemunhal. Objetivamos recensear uma amostragem significativa de elaborações poéticas escritas pelos presos políticos da ditadura, situando o campo de impasses que esse corpus diretamente relacionado à experiência do encarceramento arbitrário condensa e encena. Por se tratar de um esforço de sistematização, o presente artigo é de natureza descritiva e não visa apresentar uma análise (estética ou sociológica) dos autores, das obras ou dos poemas mencionados. Com base no campo aberto pelo debate de Heloisa Buarque de Hollanda, empregamos as expressões “poesia de cárcere” e “poesia de presos” para designar as produções poéticas de ex-presos políticos, escritas durante ou após a ditadura civil-militar brasileira. Não ignoramos a multiplicidade e a heterogeneidade desse gênero e as imprecisões e os impasses que tais designações provisórias podem engendrar. Todo esforço de reunir, classificar e inventariar é suscetível de apagamentos e equívocos. Por fim, não pretendemos fazer uma apresentação totalizante, que contemple todos os poetas do cárcere, mas listar uma amostragem significativa encontrada no processo de pesquisa. Para organizar esse trabalho de recensão, dividimos o artigo em três sessões: as obras editadas; a poesia de cárcere e a imprensa de resistência; a poesia dos presos políticos no arquivo.
Title: A poesia dos presos políticos
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Inscrita no amplo quadro da literatura de resistência à ditadura civil-militar brasileira, a poesia dos ex-presos políticos ainda ocupa um lugar marginal nas bibliografias primárias e nos estudos críticos sobre a produção literária de teor testemunhal.
Objetivamos recensear uma amostragem significativa de elaborações poéticas escritas pelos presos políticos da ditadura, situando o campo de impasses que esse corpus diretamente relacionado à experiência do encarceramento arbitrário condensa e encena.
Por se tratar de um esforço de sistematização, o presente artigo é de natureza descritiva e não visa apresentar uma análise (estética ou sociológica) dos autores, das obras ou dos poemas mencionados.
Com base no campo aberto pelo debate de Heloisa Buarque de Hollanda, empregamos as expressões “poesia de cárcere” e “poesia de presos” para designar as produções poéticas de ex-presos políticos, escritas durante ou após a ditadura civil-militar brasileira.
Não ignoramos a multiplicidade e a heterogeneidade desse gênero e as imprecisões e os impasses que tais designações provisórias podem engendrar.
Todo esforço de reunir, classificar e inventariar é suscetível de apagamentos e equívocos.
Por fim, não pretendemos fazer uma apresentação totalizante, que contemple todos os poetas do cárcere, mas listar uma amostragem significativa encontrada no processo de pesquisa.
Para organizar esse trabalho de recensão, dividimos o artigo em três sessões: as obras editadas; a poesia de cárcere e a imprensa de resistência; a poesia dos presos políticos no arquivo.
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