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PREVALÊNCIA DAS HEMOGLOBINAS S, C E OUTRAS VARIANTES E ASSOCIAÇÃO COM A ANCESTRALIDADE GENÉTICA NO ESTUDO LONGITUDINAL DE SAÚDE DO ADULTO (ELSA-BRASIL)
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Objetivo: No Brasil, são poucos os estudos multicêntricos que avaliaram a prevalência das hemoglobinas (Hb) variantes, correlacionando-as com a ancestralidade genética. Conhecer essa prevalência é importante para políticas e ações de saúde pública voltadas a essas condições. Foi avaliada a prevalência das Hb S, C e outras variantes entre os participantes da linha de base do ELSA-Brasil (2008-2010) e sua associação com a ancestralidade genética. Método: Estudo transversal multicêntrico com 15.089 participantes, entre 35 e 74 anos de idade. As Hb variantes foram detectadas por HPLC de troca iônica utilizada para a dosagem de HbA1c. A análise de ancestralidade foi realizada com DNA leucocitário. As características sociodemográficas foram coletadas por meio de questionário padronizado. Diabetes mellitus (DM) foi definido por diagnóstico autorreferido, uso de hipoglicemiante, glicemia em jejum ≥ 126 mg/dl, pós-dextrosol ≥ 200 mg/dl ou HbA1c ≥ 6,5%. Para as variáveis quantitativas, utilizou-se o teste t de Student para comparação das médias e Mann-Withney para medianas e para variáveis categóricas, bem como o teste Qui-quadrado para comparação das frequências. A análise da associação com ancestralidade genética foi realizada por meio do teste de Mann-Whitney. Conclusão: A prevalência de Hb variantes foi de 7,3%, sendo 2% de S, 1,5% da C e 3,9% de outras variantes. A frequência das Hb S e C foi significativamente maior entre os indivíduos que autodeclararam pretos ou pardos, concordando com a maior participação do ancestral africano na composição genética conforme a análise de ancestralidade. As Hb S e C foram mais frequentes em participantes da região Nordeste do que nos das regiões Sul e Sudeste (p ≤ 0,001). Portadores de DM apresentaram maior prevalência de Hb S (3,6% vs. 1,6%, p < 0,001), ressaltando a importância da investigação de Hb variantes nesses indivíduos que podem afetar a acurácia das medições de HbA1c.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: PREVALÊNCIA DAS HEMOGLOBINAS S, C E OUTRAS VARIANTES E ASSOCIAÇÃO COM A ANCESTRALIDADE GENÉTICA NO ESTUDO LONGITUDINAL DE SAÚDE DO ADULTO (ELSA-BRASIL)
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Objetivo: No Brasil, são poucos os estudos multicêntricos que avaliaram a prevalência das hemoglobinas (Hb) variantes, correlacionando-as com a ancestralidade genética.
Conhecer essa prevalência é importante para políticas e ações de saúde pública voltadas a essas condições.
Foi avaliada a prevalência das Hb S, C e outras variantes entre os participantes da linha de base do ELSA-Brasil (2008-2010) e sua associação com a ancestralidade genética.
Método: Estudo transversal multicêntrico com 15.
089 participantes, entre 35 e 74 anos de idade.
As Hb variantes foram detectadas por HPLC de troca iônica utilizada para a dosagem de HbA1c.
A análise de ancestralidade foi realizada com DNA leucocitário.
As características sociodemográficas foram coletadas por meio de questionário padronizado.
Diabetes mellitus (DM) foi definido por diagnóstico autorreferido, uso de hipoglicemiante, glicemia em jejum ≥ 126 mg/dl, pós-dextrosol ≥ 200 mg/dl ou HbA1c ≥ 6,5%.
Para as variáveis quantitativas, utilizou-se o teste t de Student para comparação das médias e Mann-Withney para medianas e para variáveis categóricas, bem como o teste Qui-quadrado para comparação das frequências.
A análise da associação com ancestralidade genética foi realizada por meio do teste de Mann-Whitney.
Conclusão: A prevalência de Hb variantes foi de 7,3%, sendo 2% de S, 1,5% da C e 3,9% de outras variantes.
A frequência das Hb S e C foi significativamente maior entre os indivíduos que autodeclararam pretos ou pardos, concordando com a maior participação do ancestral africano na composição genética conforme a análise de ancestralidade.
As Hb S e C foram mais frequentes em participantes da região Nordeste do que nos das regiões Sul e Sudeste (p ≤ 0,001).
Portadores de DM apresentaram maior prevalência de Hb S (3,6% vs.
1,6%, p < 0,001), ressaltando a importância da investigação de Hb variantes nesses indivíduos que podem afetar a acurácia das medições de HbA1c.
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