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Pancreatite aguda necrotizante com pseudocisto perfurado e trombose de artéria mesentérica superior: relato de caso

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A pancreatite aguda necrotizante representa 5–10% dos casos de pancreatite aguda e exibe mortalidade elevada, especialmente quando complicações como infecção de necrose, coleções líquidas e trombose vascular estão presentes. O surgimento de pseudocistos com gás sugere infecção e possível perfuração, exigindo vigilância rigorosa e, frequentemente, intervenção cirúrgica precoce. A trombose da artéria mesentérica superior (AMS), embora rara, agrava o prognóstico ao aumentar o risco de isquemia intestinal. Relato de Caso: Um homem de 58 anos, hipertenso e não etilista, apresentou dor epigástrica intensa de início súbito, após três semanas de desconforto abdominal intermitente. Evoluiu com náuseas, vômitos volumosos e permaneceu em jejum. Exames laboratoriais revelaram leucocitose (16.430/mm³), PCR 153mg/L, amilase 1.349U/L, lipase 1.077U/L e bilirrubinas elevadas (BT 3,77mg/dL). A tomografia de abdome mostrou extensa coleção com gás e necrose na cauda pancreática, líquido perigástrico e espessamento do fundo gástrico. O paciente foi internado em jejum, recebeu nutrição enteral por SNG/SNE e antibioticoterapia de amplo espectro. Inicialmente tolerou dieta enteral, mas evoluiu com distensão abdominal e desconforto. Nova tomografia evidenciou volumosa coleção (15,3cm) com gás na região corpo/cauda pancreáticos, extensão intra-hepática, perfuração mesentérica e trombose parcial da AMS. Submeteu-se a laparotomia exploratória, com drenagem de 3,5L de líquido purulento, lise de aderências e lavagem peritoneal. No pós-operatório, permaneceu em UTI, evoluindo sem dor abdominal, com melhora hemodinâmica, tolerância gradual à dieta e resolução do quadro séptico. Discussão: A presença de gás em coleções pancreáticas indicou necrose infectada, elevando o risco de sepse. A associação de pseudocisto volumoso, perfuração mesentérica e trombose parcial da AMS justificou intervenção cirúrgica precoce. O manejo multidisciplinar, com antibioticoterapia, nutrição enteral e suporte intensivo, foi essencial para estabilização clínica e prevenção de complicações isquêmicas. 
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Pancreatite aguda necrotizante com pseudocisto perfurado e trombose de artéria mesentérica superior: relato de caso
Description:
A pancreatite aguda necrotizante representa 5–10% dos casos de pancreatite aguda e exibe mortalidade elevada, especialmente quando complicações como infecção de necrose, coleções líquidas e trombose vascular estão presentes.
O surgimento de pseudocistos com gás sugere infecção e possível perfuração, exigindo vigilância rigorosa e, frequentemente, intervenção cirúrgica precoce.
A trombose da artéria mesentérica superior (AMS), embora rara, agrava o prognóstico ao aumentar o risco de isquemia intestinal.
Relato de Caso: Um homem de 58 anos, hipertenso e não etilista, apresentou dor epigástrica intensa de início súbito, após três semanas de desconforto abdominal intermitente.
Evoluiu com náuseas, vômitos volumosos e permaneceu em jejum.
Exames laboratoriais revelaram leucocitose (16.
430/mm³), PCR 153mg/L, amilase 1.
349U/L, lipase 1.
077U/L e bilirrubinas elevadas (BT 3,77mg/dL).
A tomografia de abdome mostrou extensa coleção com gás e necrose na cauda pancreática, líquido perigástrico e espessamento do fundo gástrico.
O paciente foi internado em jejum, recebeu nutrição enteral por SNG/SNE e antibioticoterapia de amplo espectro.
Inicialmente tolerou dieta enteral, mas evoluiu com distensão abdominal e desconforto.
Nova tomografia evidenciou volumosa coleção (15,3cm) com gás na região corpo/cauda pancreáticos, extensão intra-hepática, perfuração mesentérica e trombose parcial da AMS.
Submeteu-se a laparotomia exploratória, com drenagem de 3,5L de líquido purulento, lise de aderências e lavagem peritoneal.
No pós-operatório, permaneceu em UTI, evoluindo sem dor abdominal, com melhora hemodinâmica, tolerância gradual à dieta e resolução do quadro séptico.
Discussão: A presença de gás em coleções pancreáticas indicou necrose infectada, elevando o risco de sepse.
A associação de pseudocisto volumoso, perfuração mesentérica e trombose parcial da AMS justificou intervenção cirúrgica precoce.
O manejo multidisciplinar, com antibioticoterapia, nutrição enteral e suporte intensivo, foi essencial para estabilização clínica e prevenção de complicações isquêmicas.
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