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ASSOCIAÇÃO ANESTÉSICA DE CETAMINA, MORFINA E ISOFLURANO EM JIBÓIA (BOA CONSTRICTOR) PARA PROCEDIMENTO DE NODULECTOMIA
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Introdução: As serpentes possuem particularidades anatômicas e fisiológicas, sendo necessário conhecimentos prévios para contenção física e química. Assim como outros animais silvestres, as jiboias podem desenvolver cáseos, ainda não sendo reconhecida na literatura a sua etiologia. Todavia, a nodulectomia é uma forma de tratamento cirúrgico. Objetivo: O propósito desse resumo é relatar as técnicas anestésicas feitas para a realização de nodulectomia em uma jibóia (Boa constrictor). Além de ter o intuito de agregar ao acervo literário, visto que ele ainda carece de protocolos diferentes e discussão sobre sua eficácia. Uma jibóia de 2,3m e 8,9kg deu entrada em uma clínica veterinária para procedimento cirúrgico. Metodologia: Na avaliação clínica foram observados diversos nódulos cutâneos ao longo do comprimento corporal, no qual dois estavam localizados próximos a sua comissura labial, o que a impossibilitava de comer. Durante a avaliação pré-anestésica ela foi classificada como ASA II e foi constatada sua aptidão para o procedimento. Com isso, foi utilizado a cetamina (10mg/kg) por via intramuscular como medicação pré-anestésica. Por ser um fármaco dissociativo, ela promove sedação e poucos efeitos adversos. A indução e manutenção foram feitas com isoflurano através de circuito aberto com fluxo de gás fresco a 2L/min. A intubação orotraqueal foi feita com traqueotubo de 2,5mm de diâmetro, uma vez que serpentes possuem anéis cartilaginosos incompletos. No transoperatório foi aplicado morfina (1mg/kg) por via intramuscular para promover analgesia. Ambas as aplicações intramusculares foram feitas no terço proximal da serpente, visando evitar a excreção precoce do fármaco pelo sistema porta-renal. Resultados: Observou-se estabilidade hemodinâmica do paciente durante a monitoração anestésica. A cirurgia teve duração de 3 horas, sendo necessária a modificação do fluxo de anestésico inalatório em alguns períodos do procedimento. O paciente demorou 20min para despertar após o fim da cirurgia. Conclusão: Apesar do médio período para a recuperação anestésica e da inconstância do nível de profundidade anestésica do paciente, o protocolo pode ser classificado como balanceado e eficaz, pois o animal despertou tranquilo e obteve boa recuperação anestésica.
Title: ASSOCIAÇÃO ANESTÉSICA DE CETAMINA, MORFINA E ISOFLURANO EM JIBÓIA (BOA CONSTRICTOR) PARA PROCEDIMENTO DE NODULECTOMIA
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Introdução: As serpentes possuem particularidades anatômicas e fisiológicas, sendo necessário conhecimentos prévios para contenção física e química.
Assim como outros animais silvestres, as jiboias podem desenvolver cáseos, ainda não sendo reconhecida na literatura a sua etiologia.
Todavia, a nodulectomia é uma forma de tratamento cirúrgico.
Objetivo: O propósito desse resumo é relatar as técnicas anestésicas feitas para a realização de nodulectomia em uma jibóia (Boa constrictor).
Além de ter o intuito de agregar ao acervo literário, visto que ele ainda carece de protocolos diferentes e discussão sobre sua eficácia.
Uma jibóia de 2,3m e 8,9kg deu entrada em uma clínica veterinária para procedimento cirúrgico.
Metodologia: Na avaliação clínica foram observados diversos nódulos cutâneos ao longo do comprimento corporal, no qual dois estavam localizados próximos a sua comissura labial, o que a impossibilitava de comer.
Durante a avaliação pré-anestésica ela foi classificada como ASA II e foi constatada sua aptidão para o procedimento.
Com isso, foi utilizado a cetamina (10mg/kg) por via intramuscular como medicação pré-anestésica.
Por ser um fármaco dissociativo, ela promove sedação e poucos efeitos adversos.
A indução e manutenção foram feitas com isoflurano através de circuito aberto com fluxo de gás fresco a 2L/min.
A intubação orotraqueal foi feita com traqueotubo de 2,5mm de diâmetro, uma vez que serpentes possuem anéis cartilaginosos incompletos.
No transoperatório foi aplicado morfina (1mg/kg) por via intramuscular para promover analgesia.
Ambas as aplicações intramusculares foram feitas no terço proximal da serpente, visando evitar a excreção precoce do fármaco pelo sistema porta-renal.
Resultados: Observou-se estabilidade hemodinâmica do paciente durante a monitoração anestésica.
A cirurgia teve duração de 3 horas, sendo necessária a modificação do fluxo de anestésico inalatório em alguns períodos do procedimento.
O paciente demorou 20min para despertar após o fim da cirurgia.
Conclusão: Apesar do médio período para a recuperação anestésica e da inconstância do nível de profundidade anestésica do paciente, o protocolo pode ser classificado como balanceado e eficaz, pois o animal despertou tranquilo e obteve boa recuperação anestésica.
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