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Comparação dos perfis epidemiológicos de pacientes que utilizam morfina e codeína no programa da dor do Ministério da Saúde em um hospital de grande porte
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Introdução: O uso de analgésicos opióides na dor crônica vem sendo relatado na literatura como um dos principais fármacos utilizados nessa experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada ao dano tecidual real ou potencial, sendo sempre uma experiência subjetiva. O sistema nervoso central (SNC) é o responsável pela percepção dolorosa, que envolve estímulos nociceptivos e a reação emocional. A dor crônica pode estar relacionada a pacientes oncológicos prolongados, portadores de doenças como: câncer de mama, ovário, próstata, pulmão, mielomas múltiplos, entre outros que envolvem o comprometimento funcional e a qualidade de vida do paciente. Os principais usos terapêuticos para alívio da dor incluem opioides, antidepressivos tricíclicos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINES). Sendo os opioides considerados os analgésicos mais potentes, entre eles morfina, codeína, tramadol e oxicodona. Dentre estes é valido destacar a codeína e a morfina que são fármacos utilizados de primeira escolha para dor de intensidade leve a moderada. Metodologia: O estudo foi feito na farmácia ambulatorial do HC-UFPE, através da coleta e avaliação de dados dos processos de 195 pacientes do Programa da Dor Crônica, que pertence ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, durante o ano de 2015.Resultados e Discussão: Do cadastro de 195 pacientes analisados, 91 utilizaram morfina e 104 codeína. A percentagem do sexo feminino que utilizaram codeína (63,46%) com idade entre 23 e 83 anos, foi maior do que os que utilizaram morfina (48,35%) com idade entre 20 a 90 anos. No sexo masculino 51,65% utilizaram morfina entre 25 e 96 anos e 36,53% utilizaram codeína entre 23 a 96 anos. Com relação à patologia, as neoplasias se destacaram e a codeína foi encontrada em 43 diagnósticos diferentes e a morfina em 35. Além de o câncer de colo de útero ter predominado nos dois fármacos com 13,19% pra morfina e 10,16% pra codeína. Conclusão: Nos resultados encontrados, predominou pessoas do sexo feminino utilizando codeína e do sexo masculino utilizando morfina com faixas etárias diferentes para cada droga. O câncer de colo de útero foi o mais diagnosticado nos dois grupos pesquisados.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Comparação dos perfis epidemiológicos de pacientes que utilizam morfina e codeína no programa da dor do Ministério da Saúde em um hospital de grande porte
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Introdução: O uso de analgésicos opióides na dor crônica vem sendo relatado na literatura como um dos principais fármacos utilizados nessa experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada ao dano tecidual real ou potencial, sendo sempre uma experiência subjetiva.
O sistema nervoso central (SNC) é o responsável pela percepção dolorosa, que envolve estímulos nociceptivos e a reação emocional.
A dor crônica pode estar relacionada a pacientes oncológicos prolongados, portadores de doenças como: câncer de mama, ovário, próstata, pulmão, mielomas múltiplos, entre outros que envolvem o comprometimento funcional e a qualidade de vida do paciente.
Os principais usos terapêuticos para alívio da dor incluem opioides, antidepressivos tricíclicos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINES).
Sendo os opioides considerados os analgésicos mais potentes, entre eles morfina, codeína, tramadol e oxicodona.
Dentre estes é valido destacar a codeína e a morfina que são fármacos utilizados de primeira escolha para dor de intensidade leve a moderada.
Metodologia: O estudo foi feito na farmácia ambulatorial do HC-UFPE, através da coleta e avaliação de dados dos processos de 195 pacientes do Programa da Dor Crônica, que pertence ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, durante o ano de 2015.
Resultados e Discussão: Do cadastro de 195 pacientes analisados, 91 utilizaram morfina e 104 codeína.
A percentagem do sexo feminino que utilizaram codeína (63,46%) com idade entre 23 e 83 anos, foi maior do que os que utilizaram morfina (48,35%) com idade entre 20 a 90 anos.
No sexo masculino 51,65% utilizaram morfina entre 25 e 96 anos e 36,53% utilizaram codeína entre 23 a 96 anos.
Com relação à patologia, as neoplasias se destacaram e a codeína foi encontrada em 43 diagnósticos diferentes e a morfina em 35.
Além de o câncer de colo de útero ter predominado nos dois fármacos com 13,19% pra morfina e 10,16% pra codeína.
Conclusão: Nos resultados encontrados, predominou pessoas do sexo feminino utilizando codeína e do sexo masculino utilizando morfina com faixas etárias diferentes para cada droga.
O câncer de colo de útero foi o mais diagnosticado nos dois grupos pesquisados.
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