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Aspirina versus anticoagulantes orais diretos na profilaxia de tromboembolismo venoso após artroplastia total de quadril e joelho: revisão sistemática e metanálise

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Objetivo: comparar aspirina e anticoagulantes orais diretos (DOACs) na profilaxia de tromboembolismo venoso após artroplastia total de quadril e/ou joelho. Métodos: revisão sistemática com metanálise, registrada previamente e conduzida conforme PRISMA 2020 e princípios MOOSE. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais comparativos (2020–2025) com comparação direta aspirina↔DOAC e relato de eventos tromboembólicos e segurança. O desfecho primário foi tromboembolismo venoso composto em até 30–90 dias. As sínteses foram realizadas em modelo de efeitos aleatórios (OR, IC95%), com avaliação de heterogeneidade e análises por subgrupos (desenho do estudo, fármaco, procedimento e duração da profilaxia). Resultados: dez estimativas compuseram o forest plot agregado, mostrando tendência a mais eventos com DOAC (OR≈1,80; IC95% 0,98–3,31; p≈0,06), porém sem significância estatística, e heterogeneidade muito elevada (I²≈98,6%). Em análises restritas a ensaios, não houve diferença estatística entre estratégias. Estudos de prática real sugeriram maior ocorrência de sangramento pós-operatório com DOAC em alguns cenários, enquanto meta-análises focadas indicaram perfil de sangramento menor mais favorável à aspirina em determinadas comparações; a interpretação global permaneceu limitada pela variação de desenho, dose, duração e janelas de avaliação. Conclusões: a evidência disponível não demonstra superioridade clara dos DOACs sobre a aspirina na profilaxia de tromboembolismo venoso após artroplastia. A escolha deve ser individualizada segundo risco trombótico e hemorrágico, duração adequada da profilaxia e logística assistencial, reconhecendo que protocolos bem estruturados com aspirina podem alcançar proteção comparável em grande parte dos pacientes.
Title: Aspirina versus anticoagulantes orais diretos na profilaxia de tromboembolismo venoso após artroplastia total de quadril e joelho: revisão sistemática e metanálise
Description:
Objetivo: comparar aspirina e anticoagulantes orais diretos (DOACs) na profilaxia de tromboembolismo venoso após artroplastia total de quadril e/ou joelho.
Métodos: revisão sistemática com metanálise, registrada previamente e conduzida conforme PRISMA 2020 e princípios MOOSE.
Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais comparativos (2020–2025) com comparação direta aspirina↔DOAC e relato de eventos tromboembólicos e segurança.
O desfecho primário foi tromboembolismo venoso composto em até 30–90 dias.
As sínteses foram realizadas em modelo de efeitos aleatórios (OR, IC95%), com avaliação de heterogeneidade e análises por subgrupos (desenho do estudo, fármaco, procedimento e duração da profilaxia).
Resultados: dez estimativas compuseram o forest plot agregado, mostrando tendência a mais eventos com DOAC (OR≈1,80; IC95% 0,98–3,31; p≈0,06), porém sem significância estatística, e heterogeneidade muito elevada (I²≈98,6%).
Em análises restritas a ensaios, não houve diferença estatística entre estratégias.
Estudos de prática real sugeriram maior ocorrência de sangramento pós-operatório com DOAC em alguns cenários, enquanto meta-análises focadas indicaram perfil de sangramento menor mais favorável à aspirina em determinadas comparações; a interpretação global permaneceu limitada pela variação de desenho, dose, duração e janelas de avaliação.
Conclusões: a evidência disponível não demonstra superioridade clara dos DOACs sobre a aspirina na profilaxia de tromboembolismo venoso após artroplastia.
A escolha deve ser individualizada segundo risco trombótico e hemorrágico, duração adequada da profilaxia e logística assistencial, reconhecendo que protocolos bem estruturados com aspirina podem alcançar proteção comparável em grande parte dos pacientes.

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