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Urticária crônica na infância: como tratar?
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Introdução: A urticária crônica pode acometer todas as idades com prevalência baixa na infância. O tratamento correto é importante para evitar efeitos adversos desnecessários. Objetivo: Relatar caso de criança com urticária crônica espontânea (UCE) com efeitos adversos por tratamento inadequado. Descrição do caso: Menino, 8 anos, apresentou UCE com duração superior a 6 semanas. Procurou atendimento médico em emergência várias vezes, sendo prescritos anti-histamínicos (anti H1) de primeira geração associado a corticosteróide oral que foram mantidos por 4 meses, evoluindo com efeitos colaterais pela corticoterapia. Foi avaliado por alergista e os exames complementares demonstraram supressão adrenal. Iniciou tratamento com anti-H1 de segunda geração em dose quatro vezes acima da dose licenciada, reduzindo gradualmente o corticoesteróide e após 2 anos, de acompanhamento apresenta controle dos sintomas em uso de desloratadina em dose padronizada. Comentários: O uso de anti-H1 de segunda geração é a primeira escolha no tratamento da urticária crônica. No caso de insucesso, a dose pode até ser quadruplicada. Se não ocorrer controle, a terceira etapa é a adição de omalizumabe para crianças acima de 12 anos. A quarta etapa é a inclusão de ciclosporina. O uso de corticosteróides está restrito a cursos curtos nas exacerbações.
Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro
Title: Urticária crônica na infância: como tratar?
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Introdução: A urticária crônica pode acometer todas as idades com prevalência baixa na infância.
O tratamento correto é importante para evitar efeitos adversos desnecessários.
Objetivo: Relatar caso de criança com urticária crônica espontânea (UCE) com efeitos adversos por tratamento inadequado.
Descrição do caso: Menino, 8 anos, apresentou UCE com duração superior a 6 semanas.
Procurou atendimento médico em emergência várias vezes, sendo prescritos anti-histamínicos (anti H1) de primeira geração associado a corticosteróide oral que foram mantidos por 4 meses, evoluindo com efeitos colaterais pela corticoterapia.
Foi avaliado por alergista e os exames complementares demonstraram supressão adrenal.
Iniciou tratamento com anti-H1 de segunda geração em dose quatro vezes acima da dose licenciada, reduzindo gradualmente o corticoesteróide e após 2 anos, de acompanhamento apresenta controle dos sintomas em uso de desloratadina em dose padronizada.
Comentários: O uso de anti-H1 de segunda geração é a primeira escolha no tratamento da urticária crônica.
No caso de insucesso, a dose pode até ser quadruplicada.
Se não ocorrer controle, a terceira etapa é a adição de omalizumabe para crianças acima de 12 anos.
A quarta etapa é a inclusão de ciclosporina.
O uso de corticosteróides está restrito a cursos curtos nas exacerbações.
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