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MACRÓFAGOS COM INCLUSÕES NÃO IDENTIFICADAS EM LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO (LCR) DE PACIENTES PORTADORES DE ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL (AME) TIPOS 1 E 2 TRATADOS COM NUSINERSENA: RELATO DE DOIS CASOS
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Objetivo: A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença neuromuscular degenerativa, progressiva, autossômica e recessiva. Dependendo da idade e da intensidade dos sintomas, pode ser classificada em cinco tipos (1A, 1, 2, 3 e 4), sendo a tipo 1 a forma mais grave e, em conjunto com a tipo 2, as mais prevalentes até os 18 meses de idade. Essa patologia está relacionada com a deficiência da proteína SMN causada por mutação ou deleção no gene SMN1 e/ou SMN2, localizados no cromossomo 5. O Spinraza® (Nusinersena) é um oligonucleotídeo antisense, administrado por via intratecal, que impede o splicing no éxon 7 do transcrito de mRNA do gene SMN1, permitindo a produção da proteína SMN funcional(1). Método: Paciente 1: H. R. S., sexo masculino, 3 anos, iniciou perda progressiva da força muscular no tronco e nos membros aos cinco meses. Após um ano, foi feito diagnóstico de AME tipo 1 com deleção em homozigose do éxon 7 do gene SMN1 por MLPA. Paciente 2: N. P. S., sexo masculino, 6 anos, apresentou atraso do desenvolvimento neuromotor aos 4 meses. Recebeu o diagnóstico de AME tipo 2 com deleção em homozigose do gene SMN1 e três cópias do gene SMN2 aos 2 anos. Iniciou tratamento aos 3 anos de idade. Para ambos, foi indicado o tratamento com Spiranza® 12 mg a cada quatro meses e coleta de LCR para análise a cada aplicação. Conclusão: Nos dois casos, as análises do LCR mostraram padrão quimiocitológico dentro da normalidade antes da primeira aplicação. Nos ciclos posteriores, houve um aumento progressivo na contagem diferencial de macrófagos com inclusões não identificadas, bioquímica liquórica normal e ausência de sangramentos no LCR. Essas células apresentavam múltiplos vacúolos de tamanhos irregulares, contendo inclusões granulares roxas e azuis nitidamente definidas. Ambos pacientes apresentaram melhora do tônus muscular. A presença dessas inclusões em macrófagos é bem descrita na literatura, no entanto, a natureza desses achados ainda é desconhecida, sendo necessários mais estudos para melhor entendimento. Referência: 1. Lunn MR, Wang CH. Spinal muscular atrophy. PMID: 18572081.
Zeppelini Editorial e Comunicação
Title: MACRÓFAGOS COM INCLUSÕES NÃO IDENTIFICADAS EM LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO (LCR) DE PACIENTES PORTADORES DE ATROFIA MUSCULAR ESPINHAL (AME) TIPOS 1 E 2 TRATADOS COM NUSINERSENA: RELATO DE DOIS CASOS
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Objetivo: A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença neuromuscular degenerativa, progressiva, autossômica e recessiva.
Dependendo da idade e da intensidade dos sintomas, pode ser classificada em cinco tipos (1A, 1, 2, 3 e 4), sendo a tipo 1 a forma mais grave e, em conjunto com a tipo 2, as mais prevalentes até os 18 meses de idade.
Essa patologia está relacionada com a deficiência da proteína SMN causada por mutação ou deleção no gene SMN1 e/ou SMN2, localizados no cromossomo 5.
O Spinraza® (Nusinersena) é um oligonucleotídeo antisense, administrado por via intratecal, que impede o splicing no éxon 7 do transcrito de mRNA do gene SMN1, permitindo a produção da proteína SMN funcional(1).
Método: Paciente 1: H.
R.
S.
, sexo masculino, 3 anos, iniciou perda progressiva da força muscular no tronco e nos membros aos cinco meses.
Após um ano, foi feito diagnóstico de AME tipo 1 com deleção em homozigose do éxon 7 do gene SMN1 por MLPA.
Paciente 2: N.
P.
S.
, sexo masculino, 6 anos, apresentou atraso do desenvolvimento neuromotor aos 4 meses.
Recebeu o diagnóstico de AME tipo 2 com deleção em homozigose do gene SMN1 e três cópias do gene SMN2 aos 2 anos.
Iniciou tratamento aos 3 anos de idade.
Para ambos, foi indicado o tratamento com Spiranza® 12 mg a cada quatro meses e coleta de LCR para análise a cada aplicação.
Conclusão: Nos dois casos, as análises do LCR mostraram padrão quimiocitológico dentro da normalidade antes da primeira aplicação.
Nos ciclos posteriores, houve um aumento progressivo na contagem diferencial de macrófagos com inclusões não identificadas, bioquímica liquórica normal e ausência de sangramentos no LCR.
Essas células apresentavam múltiplos vacúolos de tamanhos irregulares, contendo inclusões granulares roxas e azuis nitidamente definidas.
Ambos pacientes apresentaram melhora do tônus muscular.
A presença dessas inclusões em macrófagos é bem descrita na literatura, no entanto, a natureza desses achados ainda é desconhecida, sendo necessários mais estudos para melhor entendimento.
Referência: 1.
Lunn MR, Wang CH.
Spinal muscular atrophy.
PMID: 18572081.
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