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ANTECEDENTES HISTÓRICOS E SEUS REFLEXOS NA CONDIÇÃO DE SAÚDE DA MULHER NEGRA

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Introdução:  O racismo institucional é vivenciado mediante a prestação de serviços de saúde e sua influência vai desde a restrição ao acesso à saúde pela população negra até a relação entre os profissionais de saúde. Identifica-se uma ideologia presente nas redes de assistência à saúde ligada a pensamentos como ‘pessoas negras são mais resistentes à dor’ ou ‘negro não adoece’ que tendem a minimizar queixas advindas de pessoas negras e minorar o uso de medicamentos e anestesias, principalmente tratando-se de mulheres nos procedimentos de pré-natal e parto. Pesquisas revelam que mulheres negras possuem o pior acesso e qualidade de atendimento em saúde, o que seria consequência do racismo institucional. Objetivo: Analisar as condições de saúde da mulher negra mediante ao racismo encontrado âmbito da saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados do PubMed, Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) durante o mês de Maio de 2022. Para a busca utilizou-se os descritores baseados no DECS: Racismo AND Saúde da mulher AND população negra AND violência. Foram selecionados artigos completos gratuitos, com texto disponível para download, publicados entre janeiro de 2016 e dezembro de 2019 em português e inglês. A princípio, foram identificados 10  artigos e, após aplicar os critérios de inclusão, seis estudos foram selecionados para a amostra final. Resultados: Percebe-se que a saúde da mulher negra é negligenciada em relação à da mulher branca, demonstrando a influência do racismo institucional nos processos de saúde e doença da população. A violência obstétrica é uma problemática que continua atual com predominância na população negra. Com isso, combate a essas desigualdades deve ser visto como prioridade; portanto, é necessário que o debate a respeito do racismo institucional seja constante nas instituições de saúde e entre os profissionais. Conclusão: Percebe-se que o racismo institucional está presente nas instituições de saúde, agindo de maneira implícita em todos os processos, seja nas relações profissionais ou no acesso ou atendimento à população negra. Logo, torna-se indispensável pensar a categoria raça e entender as especificidades da população negra para a obtenção de uma saúde igualitária. 
Title: ANTECEDENTES HISTÓRICOS E SEUS REFLEXOS NA CONDIÇÃO DE SAÚDE DA MULHER NEGRA
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Introdução:  O racismo institucional é vivenciado mediante a prestação de serviços de saúde e sua influência vai desde a restrição ao acesso à saúde pela população negra até a relação entre os profissionais de saúde.
Identifica-se uma ideologia presente nas redes de assistência à saúde ligada a pensamentos como ‘pessoas negras são mais resistentes à dor’ ou ‘negro não adoece’ que tendem a minimizar queixas advindas de pessoas negras e minorar o uso de medicamentos e anestesias, principalmente tratando-se de mulheres nos procedimentos de pré-natal e parto.
Pesquisas revelam que mulheres negras possuem o pior acesso e qualidade de atendimento em saúde, o que seria consequência do racismo institucional.
Objetivo: Analisar as condições de saúde da mulher negra mediante ao racismo encontrado âmbito da saúde.
Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados do PubMed, Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) durante o mês de Maio de 2022.
Para a busca utilizou-se os descritores baseados no DECS: Racismo AND Saúde da mulher AND população negra AND violência.
Foram selecionados artigos completos gratuitos, com texto disponível para download, publicados entre janeiro de 2016 e dezembro de 2019 em português e inglês.
A princípio, foram identificados 10  artigos e, após aplicar os critérios de inclusão, seis estudos foram selecionados para a amostra final.
Resultados: Percebe-se que a saúde da mulher negra é negligenciada em relação à da mulher branca, demonstrando a influência do racismo institucional nos processos de saúde e doença da população.
A violência obstétrica é uma problemática que continua atual com predominância na população negra.
Com isso, combate a essas desigualdades deve ser visto como prioridade; portanto, é necessário que o debate a respeito do racismo institucional seja constante nas instituições de saúde e entre os profissionais.
Conclusão: Percebe-se que o racismo institucional está presente nas instituições de saúde, agindo de maneira implícita em todos os processos, seja nas relações profissionais ou no acesso ou atendimento à população negra.
Logo, torna-se indispensável pensar a categoria raça e entender as especificidades da população negra para a obtenção de uma saúde igualitária.
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