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Efetividade da massagem Shantala no manejo da dor de lactentes após procedimento doloroso : estudo quase experimental piloto
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Introdução: Sabe-se que a massagem Shantala é um preditor positivo à parentalidade positiva, vínculo e bem-estar entre lactentes e cuidadores. No entanto, há uma lacuna de estudos que relacionem essa intervenção ao alívio da dor, fenômeno vivenciado, frequentemente, na hospitalização de crianças. Assim, este estudo possui como hipótese nula que a Shantala contribui no manejo não farmacológico da dor de lactentes após o procedimento doloroso. Objetivos Avaliar a efetividade da técnica de massagem Shantala no alívio da dor de lactentes hospitalizados, submetidos a um procedimento doloroso. Método: Estudo quase experimental piloto, quantitativo e prospectivo, realizado em um Hospital Universitário da cidade de São Paulo, na Unidade de internação pediátrica (UIP), com lactentes (28 dias a 1 ano de idade) hospitalizados, por agravos respiratórios, submetidos ao procedimento de aspiração de vias aéreas, acompanhados pelo responsável. Para a técnica de massagem, utilizaram-se as etapas preconizadas por Frédérick Leboyer, contemplando 10 locais, realizadas pela pesquisadora após o procedimento, com média de 18 minutos, com a divisão da coleta em diferentes tempos (T): T1- Previamente à aspiração; T2- Após a aspiração e antes do início da intervenção, e T3- Após a massagem Shantala. A dor foi avaliada nos diferentes tempos por meio de escalas validadas. Os dados foram tabulados e submetidos à análise descritiva e inferencial, considerando o valor de p<0,05 como significância estatística. O estudo recebeu aprovação ética e foram respeitados todos os preceitos éticos da Resolução N° 466 de 2012.||Resultados: Participaram do estudo 21 lactentes. 76% aceitaram a sequência completa da massagem. Durante a massagem, os lactentes apresentaram aversão ao toque (23,8%), choro (14,2%), queixas ocasionais (71,4%), agitação (19%), sono (52%) e calmaria (80%). Após a massagem, apresentaram calmaria (95%), sonolência (76%) ou irritabilidade (4,7%). A média de escore de dor nos tempos, foi de: T0 (1,14), T1 (7,6) e T2 (0,7). Os lactentes que não aceitaram a sequência; com aversão ao toque (p=0,002); choro (p=0,009); queixas ocasionais (p=0,012) e/ou agitação apresentaram maior escore médio de dor no T2. Já os que aceitaram a sequência (p=0,007) e apresentaram sono e/ou calmaria durante a intervenção tiveram menor escore de dor. Os lactentes que estiveram em cama ou berço apresentaram menor escore de dor no T2 em comparação aos lactentes em colo (p=0,004). As crianças que aceitaram mais regiões tiveram menor dor do que aquelas que aceitaram menos (p<0,001), sendo que a aceitação está interligada à aversão ao toque (p<0,001). A frequência cardíaca mostrou-se o único sinal vital com influência pela intervenção (Correlação: 0,336). Conclusão: A massagem Shantala se mostrou como uma possibilidade de intervenção não farmacológica para a redução da dor de lactentes hospitalizados após a aspiração de vias aéreas
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Efetividade da massagem Shantala no manejo da dor de lactentes após procedimento doloroso : estudo quase experimental piloto
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Introdução: Sabe-se que a massagem Shantala é um preditor positivo à parentalidade positiva, vínculo e bem-estar entre lactentes e cuidadores.
No entanto, há uma lacuna de estudos que relacionem essa intervenção ao alívio da dor, fenômeno vivenciado, frequentemente, na hospitalização de crianças.
Assim, este estudo possui como hipótese nula que a Shantala contribui no manejo não farmacológico da dor de lactentes após o procedimento doloroso.
Objetivos Avaliar a efetividade da técnica de massagem Shantala no alívio da dor de lactentes hospitalizados, submetidos a um procedimento doloroso.
Método: Estudo quase experimental piloto, quantitativo e prospectivo, realizado em um Hospital Universitário da cidade de São Paulo, na Unidade de internação pediátrica (UIP), com lactentes (28 dias a 1 ano de idade) hospitalizados, por agravos respiratórios, submetidos ao procedimento de aspiração de vias aéreas, acompanhados pelo responsável.
Para a técnica de massagem, utilizaram-se as etapas preconizadas por Frédérick Leboyer, contemplando 10 locais, realizadas pela pesquisadora após o procedimento, com média de 18 minutos, com a divisão da coleta em diferentes tempos (T): T1- Previamente à aspiração; T2- Após a aspiração e antes do início da intervenção, e T3- Após a massagem Shantala.
A dor foi avaliada nos diferentes tempos por meio de escalas validadas.
Os dados foram tabulados e submetidos à análise descritiva e inferencial, considerando o valor de p<0,05 como significância estatística.
O estudo recebeu aprovação ética e foram respeitados todos os preceitos éticos da Resolução N° 466 de 2012.
||Resultados: Participaram do estudo 21 lactentes.
76% aceitaram a sequência completa da massagem.
Durante a massagem, os lactentes apresentaram aversão ao toque (23,8%), choro (14,2%), queixas ocasionais (71,4%), agitação (19%), sono (52%) e calmaria (80%).
Após a massagem, apresentaram calmaria (95%), sonolência (76%) ou irritabilidade (4,7%).
A média de escore de dor nos tempos, foi de: T0 (1,14), T1 (7,6) e T2 (0,7).
Os lactentes que não aceitaram a sequência; com aversão ao toque (p=0,002); choro (p=0,009); queixas ocasionais (p=0,012) e/ou agitação apresentaram maior escore médio de dor no T2.
Já os que aceitaram a sequência (p=0,007) e apresentaram sono e/ou calmaria durante a intervenção tiveram menor escore de dor.
Os lactentes que estiveram em cama ou berço apresentaram menor escore de dor no T2 em comparação aos lactentes em colo (p=0,004).
As crianças que aceitaram mais regiões tiveram menor dor do que aquelas que aceitaram menos (p<0,001), sendo que a aceitação está interligada à aversão ao toque (p<0,001).
A frequência cardíaca mostrou-se o único sinal vital com influência pela intervenção (Correlação: 0,336).
Conclusão: A massagem Shantala se mostrou como uma possibilidade de intervenção não farmacológica para a redução da dor de lactentes hospitalizados após a aspiração de vias aéreas.
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