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Alterações Hemodinâmicas Durante Exercícios de Resistência Prolongada

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O objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar as principais alterações hemodinâmicas agudas e subagudas ocorridas durante e imediatamente após a realização de exercícios de resistência prolongada, tais como maratonas, ultramaratonas e provas de triatlo, com base nas evidências científicas publicadas no cenário nacional. A busca estruturada foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, selecionando estudos originais e ensaios clínicos que avaliassem os impactos dessas atividades sobre parâmetros hemodinâmicos centrais e periféricos. Os resultados indicaram que o exercício de resistência prolongada impõe um desafio contínuo ao sistema cardiovascular, caracterizado pelo fenômeno da deriva cardiovascular (cardiovascular drift), que se manifesta pelo aumento progressivo da frequência cardíaca concomitante à redução do volume sistólico, mesmo em intensidades de esforço constantes. Esse processo é exacerbado pela desidratação, desvio do fluxo sanguíneo para a pele para termorregulação e redução do retorno venoso. No nível microvascular, observa-se uma vasodilatação sustentada no músculo esquelético ativo e uma redistribuição do fluxo sanguíneo com diminuição da perfusão esplâncnica e renal. Na fase de recuperação pós-esforço imediata, identificou-se a ocorrência de hipotensão pós-exercício (HPE) de magnitude variável, associada à persistência da vasodilatação periférica e à atenuação da reatividade simpática vascular. Conclui-se que o exercício de resistência prolongada induz ajustes hemodinâmicos complexos e temporários que testam os limites da regulação homeostática do organismo, exigindo estratégias adequadas de hidratação e monitoramento clínico para mitigar riscos de colapso cardiovascular em atletas de endurance. Abstract: The objective of this systematic literature review was to analyze the main acute and subacute hemodynamic changes occurring during and immediately after prolonged endurance exercises, such as marathons, ultramarathons, and triathlon events, based on scientific evidence published in the Brazilian context. The structured search was conducted in the SciELO, LILACS, and CAPES Journals Portal databases, selecting original studies and clinical trials evaluating the impacts of these activities on central and peripheral hemodynamic parameters. The results indicated that prolonged endurance exercise imposes a continuous challenge to the cardiovascular system, characterized by the cardiovascular drift phenomenon, which is manifested by a progressive increase in heart rate concomitant with a reduction in stroke volume, even at constant effort intensities. This process is exacerbated by dehydration, redistribution of blood flow to the skin for thermoregulation, and reduced venous return. At the microvascular level, sustained vasodilation in active skeletal muscle and a redistribution of blood flow with decreased splanchnic and renal perfusion are observed. In the immediate post-exercise recovery phase, post-exercise hypotension (PEH) of variable magnitude was identified, associated with the persistence of peripheral vasodilation and blunted vascular sympathetic reactivity. It is concluded that prolonged endurance exercise induces complex and temporary hemodynamic adjustments that challenge the limits of homeostatic regulation, requiring adequate hydration strategies and clinical monitoring to mitigate the risks of cardiovascular collapse in endurance athletes. Keywords: Hemodynamics; Endurance exercise; Cardiovascular drift; Post-exercise hypotension; Cardiovascular physiology; Endurance athletes. Resumen: El objetivo de esta revisión sistemática de la literatura fue analizar las principales alteraciones hemodinámicas agudas y subagudas ocurridas durante e inmediatamente después de la realización de ejercicios de resistencia prolongada, tales como maratones, ultramaratones y pruebas de triatlón, con base en las evidencias científicas publicadas en el contexto brasileño. La búsqueda estructurada se realizó en las bases de datos SciELO, LILACS y el Portal de Periódicos CAPES, seleccionando estudios originales y ensayos clínicos que evaluaran los impactos de estas actividades sobre parámetros hemodinámicos centrales y periféricos. Los resultados indicaron que el ejercicio de resistencia prolongada impone un desafío continuo al sistema cardiovascular, caracterizado por el fenómeno de la deriva cardiovascular (cardiovascular drift), que se manifiesta por el aumento progresivo de la frecuencia cardíaca concomitante a la reducción del volumen sistólico, incluso en intensidades de esfuerzo constantes. Este proceso se ve exacerbado por la deshidratación, el desvío del flujo sanguíneo hacia la piel para la termorregulación y la reducción del retorno venoso. A nivel microvascular, se observa una vasodilatación sostenida en el músculo esquelético activo y una redistribución del flujo sanguíneo con disminución de la perfusión esplácnica y renal. En la fase de recuperación post-esfuerzo inmediata, se identificó la ocurrencia de hipotensión post-ejercicio (HPE) de magnitud variable, asociada a la persistencia de la vasodilatación periférica y a la atenuación de la reactividad simpática vascular. Se concluye que el ejercicio de resistencia prolongada induce ajustes hemodinámicos complejos y temporales que ponen a prueba los límites de la regulación homeostática del organismo, exigiendo estrategias de hidratación adecuadas y monitorización clínica para mitigar los riesgos de colapso cardiovascular en atletas de resistencia. Palabras clave: Hemodinámica; Ejercicio de resistencia; Deriva cardiovascular; Hipotensión post-ejercicio; Fisiología cardiovascular; Atletas de resistencia.
Title: Alterações Hemodinâmicas Durante Exercícios de Resistência Prolongada
Description:
O objetivo desta revisão sistemática de literatura foi analisar as principais alterações hemodinâmicas agudas e subagudas ocorridas durante e imediatamente após a realização de exercícios de resistência prolongada, tais como maratonas, ultramaratonas e provas de triatlo, com base nas evidências científicas publicadas no cenário nacional.
A busca estruturada foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e no Portal de Periódicos CAPES, selecionando estudos originais e ensaios clínicos que avaliassem os impactos dessas atividades sobre parâmetros hemodinâmicos centrais e periféricos.
Os resultados indicaram que o exercício de resistência prolongada impõe um desafio contínuo ao sistema cardiovascular, caracterizado pelo fenômeno da deriva cardiovascular (cardiovascular drift), que se manifesta pelo aumento progressivo da frequência cardíaca concomitante à redução do volume sistólico, mesmo em intensidades de esforço constantes.
Esse processo é exacerbado pela desidratação, desvio do fluxo sanguíneo para a pele para termorregulação e redução do retorno venoso.
No nível microvascular, observa-se uma vasodilatação sustentada no músculo esquelético ativo e uma redistribuição do fluxo sanguíneo com diminuição da perfusão esplâncnica e renal.
Na fase de recuperação pós-esforço imediata, identificou-se a ocorrência de hipotensão pós-exercício (HPE) de magnitude variável, associada à persistência da vasodilatação periférica e à atenuação da reatividade simpática vascular.
Conclui-se que o exercício de resistência prolongada induz ajustes hemodinâmicos complexos e temporários que testam os limites da regulação homeostática do organismo, exigindo estratégias adequadas de hidratação e monitoramento clínico para mitigar riscos de colapso cardiovascular em atletas de endurance.
Abstract: The objective of this systematic literature review was to analyze the main acute and subacute hemodynamic changes occurring during and immediately after prolonged endurance exercises, such as marathons, ultramarathons, and triathlon events, based on scientific evidence published in the Brazilian context.
The structured search was conducted in the SciELO, LILACS, and CAPES Journals Portal databases, selecting original studies and clinical trials evaluating the impacts of these activities on central and peripheral hemodynamic parameters.
The results indicated that prolonged endurance exercise imposes a continuous challenge to the cardiovascular system, characterized by the cardiovascular drift phenomenon, which is manifested by a progressive increase in heart rate concomitant with a reduction in stroke volume, even at constant effort intensities.
This process is exacerbated by dehydration, redistribution of blood flow to the skin for thermoregulation, and reduced venous return.
At the microvascular level, sustained vasodilation in active skeletal muscle and a redistribution of blood flow with decreased splanchnic and renal perfusion are observed.
In the immediate post-exercise recovery phase, post-exercise hypotension (PEH) of variable magnitude was identified, associated with the persistence of peripheral vasodilation and blunted vascular sympathetic reactivity.
It is concluded that prolonged endurance exercise induces complex and temporary hemodynamic adjustments that challenge the limits of homeostatic regulation, requiring adequate hydration strategies and clinical monitoring to mitigate the risks of cardiovascular collapse in endurance athletes.
Keywords: Hemodynamics; Endurance exercise; Cardiovascular drift; Post-exercise hypotension; Cardiovascular physiology; Endurance athletes.
Resumen: El objetivo de esta revisión sistemática de la literatura fue analizar las principales alteraciones hemodinámicas agudas y subagudas ocurridas durante e inmediatamente después de la realización de ejercicios de resistencia prolongada, tales como maratones, ultramaratones y pruebas de triatlón, con base en las evidencias científicas publicadas en el contexto brasileño.
La búsqueda estructurada se realizó en las bases de datos SciELO, LILACS y el Portal de Periódicos CAPES, seleccionando estudios originales y ensayos clínicos que evaluaran los impactos de estas actividades sobre parámetros hemodinámicos centrales y periféricos.
Los resultados indicaron que el ejercicio de resistencia prolongada impone un desafío continuo al sistema cardiovascular, caracterizado por el fenómeno de la deriva cardiovascular (cardiovascular drift), que se manifiesta por el aumento progresivo de la frecuencia cardíaca concomitante a la reducción del volumen sistólico, incluso en intensidades de esfuerzo constantes.
Este proceso se ve exacerbado por la deshidratación, el desvío del flujo sanguíneo hacia la piel para la termorregulación y la reducción del retorno venoso.
A nivel microvascular, se observa una vasodilatación sostenida en el músculo esquelético activo y una redistribución del flujo sanguíneo con disminución de la perfusión esplácnica y renal.
En la fase de recuperación post-esfuerzo inmediata, se identificó la ocurrencia de hipotensión post-ejercicio (HPE) de magnitud variable, asociada a la persistencia de la vasodilatación periférica y a la atenuación de la reactividad simpática vascular.
Se concluye que el ejercicio de resistencia prolongada induce ajustes hemodinámicos complejos y temporales que ponen a prueba los límites de la regulación homeostática del organismo, exigiendo estrategias de hidratación adecuadas y monitorización clínica para mitigar los riesgos de colapso cardiovascular en atletas de resistencia.
Palabras clave: Hemodinámica; Ejercicio de resistencia; Deriva cardiovascular; Hipotensión post-ejercicio; Fisiología cardiovascular; Atletas de resistencia.

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