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Cisto Aracnoide Intrasselar Tratado por via Endoscópica Endonasal

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Introdução: Cistos Aracnoides (CA) representam 1% das lesões expansivas intracranianas e a localização intrasselar ocorre em apenas 3% desses cistos. Por tratar-se de uma patologia rara, com diagnósticos diferenciais mais comuns (adenoma hipofisário, craniofaringioma, cisto da bolsa de Rathke) seu manejo ainda gera dúvidas. Caso Clínico: Paciente de 53 anos com queixas de escotomas visuais, cefaleia holocraniana, vertigens e alucinações visuais e auditivas. A ressonância magnética (RM) de encéfalo evidenciou lesão cística em topografia de sela túrcica com compressão das vias ópticas. A paciente foi submetida a cirurgia endoscópica transesfenoidal. Após fenestração do cisto, foi observada comunicação com o espaço subaracnoide suprasselar e optado por obliteração do cisto com gordura e confecção de flap naso-septal. A paciente não apresentou fístula liquórica no pós-operatório. Houve melhora importante da cefaleia e das alterações visuais. A RM de controle mostrou regressão da compressão sobre as vias ópticas. Discussão: Os CA intrasselares sintomáticos requerem manejo cirúrgico. As vias transcraniana e transesfenoidal oferecem opções de tratamento. O acesso endoscópico endonasal é o mais utilizado atualmente. Ainda há discussão sobre a melhor forma de abordar essas lesões. A remoção de todo o cisto é possível, mas aumenta a manipulação da glândula hipofisária e o risco de disfunção hormonal. A abertura do cisto e obliteração com gordura reduz a manipulação da hipófise e evita recoleta liquórica. Apresentamos um caso tratado com obliteração do cisto com evolução satisfatória.
Title: Cisto Aracnoide Intrasselar Tratado por via Endoscópica Endonasal
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Introdução: Cistos Aracnoides (CA) representam 1% das lesões expansivas intracranianas e a localização intrasselar ocorre em apenas 3% desses cistos.
Por tratar-se de uma patologia rara, com diagnósticos diferenciais mais comuns (adenoma hipofisário, craniofaringioma, cisto da bolsa de Rathke) seu manejo ainda gera dúvidas.
Caso Clínico: Paciente de 53 anos com queixas de escotomas visuais, cefaleia holocraniana, vertigens e alucinações visuais e auditivas.
A ressonância magnética (RM) de encéfalo evidenciou lesão cística em topografia de sela túrcica com compressão das vias ópticas.
A paciente foi submetida a cirurgia endoscópica transesfenoidal.
Após fenestração do cisto, foi observada comunicação com o espaço subaracnoide suprasselar e optado por obliteração do cisto com gordura e confecção de flap naso-septal.
A paciente não apresentou fístula liquórica no pós-operatório.
Houve melhora importante da cefaleia e das alterações visuais.
A RM de controle mostrou regressão da compressão sobre as vias ópticas.
Discussão: Os CA intrasselares sintomáticos requerem manejo cirúrgico.
As vias transcraniana e transesfenoidal oferecem opções de tratamento.
O acesso endoscópico endonasal é o mais utilizado atualmente.
Ainda há discussão sobre a melhor forma de abordar essas lesões.
A remoção de todo o cisto é possível, mas aumenta a manipulação da glândula hipofisária e o risco de disfunção hormonal.
A abertura do cisto e obliteração com gordura reduz a manipulação da hipófise e evita recoleta liquórica.
Apresentamos um caso tratado com obliteração do cisto com evolução satisfatória.

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