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TUMOR INTRACÍSTICO SUPRARRENAL: UM RELATO DE CASO
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Apresentação de caso: DAMJ, 49 anos, sexo feminino, sem comorbidades prévias e assintomática, compareceu ao consultório, em Salvador/BA, para ultrassonografia (USG) de rotina, que evidenciou cisto suprarrenal e cisto complexo em rim direito. Exame físico sem alterações. Nos exames laboratoriais, observou-se hemograma e coagulograma dentro dos parâmetros normais e função renal adequada. Nos exames de imagem solicitados, a Radiografia de tórax e Eletrocardiograma (ECG) se apresentaram adequados. Todavia, na Tomografia Computadorizada (TC) de abdome total observou-se presença de cisto volumoso, em polo superior do rim direito, do tipo exofítico e Bosniak II, além da presença de cisto complexo Bosniak IV, em polo superior do rim direito, 90% endofítico e com limite inferior margeando o sistema coletor renal direito, sendo envolvido pelo cisto volumoso exofítico. Demais órgãos normais. A amostra do cisto complexo, colhida por punção aspirativa por agulha fina (PAAF), foi enviada para patologia, que confirmou a presença de carcinoma de células claras. Paciente foi submetida à nefrectomia parcial com auxílio de tecnologia robótica. Procedimento ocorreu sem intercorrências, com alta no primeiro dia de pós-operatório. Discussão: O caso relata um tumor renal no interior de um cisto suprarrenal, o qual trata-se de uma condição atípica, já que a paciente não possuía fatores de risco significativos. Quanto ao quadro clínico, como a maioria dos casos dessas patologias, se apresentou assintomática, sendo constatadas por meio de USG de rotina. Assim, após visualização, foi solicitada uma TC confirmatória, que permitiu a classificação dos cistos de acordo com o Sistema de Bosniak, visando avaliar o grau e o risco de malignidade associado. Logo, foi identificado, além do cisto volumoso Bosniak II, um cisto complexo Bosniak IV, indicando um grau de malignidade de 95 a 100%. Quanto à abordagem terapêutica, a nefrectomia com auxílio de cirurgia robótica vem ganhando cada vez mais espaço, visto que possuem alta definição e amplitude maior para movimentação do cirurgião, possibilitando um melhor pós-operatório ao paciente. Considerações finais: Esse caso trata-se de uma condição rara que demonstra a importância dos exames de rotina em pacientes acima de 40 anos para diagnóstico precoce, além de destacar a utilização do Sistema de Bosniak e de métodos menos invasivos como conduta. Contudo, a literatura ainda carece em estudos que visem abranger a fisiopatologia dessas doenças.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Title: TUMOR INTRACÍSTICO SUPRARRENAL: UM RELATO DE CASO
Description:
Apresentação de caso: DAMJ, 49 anos, sexo feminino, sem comorbidades prévias e assintomática, compareceu ao consultório, em Salvador/BA, para ultrassonografia (USG) de rotina, que evidenciou cisto suprarrenal e cisto complexo em rim direito.
Exame físico sem alterações.
Nos exames laboratoriais, observou-se hemograma e coagulograma dentro dos parâmetros normais e função renal adequada.
Nos exames de imagem solicitados, a Radiografia de tórax e Eletrocardiograma (ECG) se apresentaram adequados.
Todavia, na Tomografia Computadorizada (TC) de abdome total observou-se presença de cisto volumoso, em polo superior do rim direito, do tipo exofítico e Bosniak II, além da presença de cisto complexo Bosniak IV, em polo superior do rim direito, 90% endofítico e com limite inferior margeando o sistema coletor renal direito, sendo envolvido pelo cisto volumoso exofítico.
Demais órgãos normais.
A amostra do cisto complexo, colhida por punção aspirativa por agulha fina (PAAF), foi enviada para patologia, que confirmou a presença de carcinoma de células claras.
Paciente foi submetida à nefrectomia parcial com auxílio de tecnologia robótica.
Procedimento ocorreu sem intercorrências, com alta no primeiro dia de pós-operatório.
Discussão: O caso relata um tumor renal no interior de um cisto suprarrenal, o qual trata-se de uma condição atípica, já que a paciente não possuía fatores de risco significativos.
Quanto ao quadro clínico, como a maioria dos casos dessas patologias, se apresentou assintomática, sendo constatadas por meio de USG de rotina.
Assim, após visualização, foi solicitada uma TC confirmatória, que permitiu a classificação dos cistos de acordo com o Sistema de Bosniak, visando avaliar o grau e o risco de malignidade associado.
Logo, foi identificado, além do cisto volumoso Bosniak II, um cisto complexo Bosniak IV, indicando um grau de malignidade de 95 a 100%.
Quanto à abordagem terapêutica, a nefrectomia com auxílio de cirurgia robótica vem ganhando cada vez mais espaço, visto que possuem alta definição e amplitude maior para movimentação do cirurgião, possibilitando um melhor pós-operatório ao paciente.
Considerações finais: Esse caso trata-se de uma condição rara que demonstra a importância dos exames de rotina em pacientes acima de 40 anos para diagnóstico precoce, além de destacar a utilização do Sistema de Bosniak e de métodos menos invasivos como conduta.
Contudo, a literatura ainda carece em estudos que visem abranger a fisiopatologia dessas doenças.
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