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Distúrbios de Coagulação nas Doenças Hepáticas Crônicas
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As doenças hepáticas crônicas (DHC), com destaque para a cirrose em suas diversas etiologias, representam um grave problema de saúde pública no Brasil, associando-se a altas taxas de morbimortalidade e internação hospitalar. O fígado desempenha um papel central e insubstituível na homeostase hemostática, sendo o sítio primário de síntese de quase todas as proteínas da cascata de coagulação, fatores fibrinolíticos e inibidores fisiológicos. Tradicionalmente, acreditava-se que os pacientes hepatopatas crônicos apresentavam uma tendência exclusivamente hemorrágica decorrente do prolongamento dos tempos nos testes convencionais de coagulação. Contudo, o paradigma contemporâneo estabelece que esses indivíduos encontram-se em um estado de "hemostasia rebalanceada", um equilíbrio precário e instável que os expõe concomitantemente a riscos hemorrágicos e a eventos trombóticos severos. Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre os mecanismos fisiopatológicos que regem essa complexa alteração do sistema de coagulação na hepatopatia crônica, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura fonoaudiológica, biomédica e médica brasileira, os distúrbios de coagulação nas doenças hepáticas crônicas e suas respectivas repercussões clínicas e de manejo no país. Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado guiado pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos de autoria brasileira publicados na última década (2016-2026). Os resultados revelam que a redução dos fatores pró-coagulantes (como II, V, VII, IX, X e XI) é acompanhada pela queda proporcional de anticoagulantes naturais (como as proteínas C e S e a antitrombina), mantendo a geração de trombina funcional. Clinicamente, esse equilíbrio frágil é facilmente desestruturado por insultos agudos como infecções, desidratação ou sangramentos ativos. Conclui-se que a substituição de exames estáticos convencionais por testes viscoelásticos funcionais de cabeceira (como a tromboelastometria) e a instituição de condutas terapêuticas restritivas de transfusão são medidas preventivas fundamentais para mitigar complicações vasculares e qualificar a sobrevida da população geriátrica e adulta no território nacional.
Title: Distúrbios de Coagulação nas Doenças Hepáticas Crônicas
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As doenças hepáticas crônicas (DHC), com destaque para a cirrose em suas diversas etiologias, representam um grave problema de saúde pública no Brasil, associando-se a altas taxas de morbimortalidade e internação hospitalar.
O fígado desempenha um papel central e insubstituível na homeostase hemostática, sendo o sítio primário de síntese de quase todas as proteínas da cascata de coagulação, fatores fibrinolíticos e inibidores fisiológicos.
Tradicionalmente, acreditava-se que os pacientes hepatopatas crônicos apresentavam uma tendência exclusivamente hemorrágica decorrente do prolongamento dos tempos nos testes convencionais de coagulação.
Contudo, o paradigma contemporâneo estabelece que esses indivíduos encontram-se em um estado de "hemostasia rebalanceada", um equilíbrio precário e instável que os expõe concomitantemente a riscos hemorrágicos e a eventos trombóticos severos.
Diante da necessidade premente de consolidar as evidências científicas nacionais sobre os mecanismos fisiopatológicos que regem essa complexa alteração do sistema de coagulação na hepatopatia crônica, este estudo tem como objetivo analisar e sintetizar, por meio de uma revisão sistemática da literatura fonoaudiológica, biomédica e médica brasileira, os distúrbios de coagulação nas doenças hepáticas crônicas e suas respectivas repercussões clínicas e de manejo no país.
Para cumprir esse propósito, realizou-se um levantamento metodológico estruturado guiado pelas recomendações PRISMA nas bases de dados eletrônicas SciELO, LILACS e PubMed por artigos de autoria brasileira publicados na última década (2016-2026).
Os resultados revelam que a redução dos fatores pró-coagulantes (como II, V, VII, IX, X e XI) é acompanhada pela queda proporcional de anticoagulantes naturais (como as proteínas C e S e a antitrombina), mantendo a geração de trombina funcional.
Clinicamente, esse equilíbrio frágil é facilmente desestruturado por insultos agudos como infecções, desidratação ou sangramentos ativos.
Conclui-se que a substituição de exames estáticos convencionais por testes viscoelásticos funcionais de cabeceira (como a tromboelastometria) e a instituição de condutas terapêuticas restritivas de transfusão são medidas preventivas fundamentais para mitigar complicações vasculares e qualificar a sobrevida da população geriátrica e adulta no território nacional.
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