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Internações hospitalares para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022

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Introdução: A gravidez ectópica representa a principal causa de mortalidade durante o 1º trimestre gestacional, contribuindo com aproximadamente 4% das mortes relacionadas à gravidez. Cerca de 2% das gestações são diagnosticadas como ectópicas, porém, devido à ausência de sistemas padronizados de notificação e opções de tratamento ambulatorial disponíveis, esse número pode ser ainda maior. Objetivo: Descrever os dados referentes ao número de internações hospitalares, à média de dias de permanência hospitalar e aos óbitos nas internações realizadas para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica, no período de 2018 a 2022, no estado do Rio de Janeiro. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, realizado em fevereiro de 2024, utilizando dados públicos referentes às internações para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro nos anos de 2018 a 2022. Os dados foram coletados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), e as variáveis estudadas foram: número de internações, média de permanência hospitalar em dias e taxa de óbitos a cada 100 internações. Não foi necessária a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, pois os dados estão em bases de acesso público. O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculo das taxas dos dados encontrados. Uma limitação deste estudo foi a falta de dados epidemiológicos, fatores de risco e se a gravidez foi rota ou não, que influenciam nos resultados encontrados. Resultados: Ao todo, foram registradas 3.181 internações para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022, sendo respectivamente em cada ano: 627 (19,7%), 558 (17,5%), 621 (19,5%), 687 (21,6%), 688 (21,6%). Sobre a média de permanência hospitalar, em 2018 e em 2019 foi de 3 dias, de 2,5 dias em 2020, de 2,4 dias em 2021 e de 2,6 dias em 2022. Quanto aos óbitos, no total foram registrados 2 (0,1%) nesse período, sendo 1 (0,2%) em 2020 e 1 (0,2%) em 2021. Conclusão: Observou-se que, exceto em 2019, todos os anos mostraram uma tendência de aumento progressivo de internações hospitalares para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro no período estudado, sendo 2022 o ano com maior número de internações registradas. Apesar de 2019 ter sido o ano com o menor número de internações hospitalares, foi um dos anos com maior média de permanência hospitalar, e um dos únicos anos em que foram registrados óbitos por essa causa. Uma hipótese para esses resultados referentes a 2019 é a influência da pandemia de COVID-19, na qual foram necessárias políticas de restrições em saúde, além da possível infecção viral concomitante. Trabalhos com outros desenhos de estudo são necessários para identificar os fatores que levam a esse aumento progressivo no número de internações, para que sejam traçadas estratégias em saúde direcionadas com o objetivo de reduzir esses números no estado do Rio de Janeiro.
Title: Internações hospitalares para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022
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Introdução: A gravidez ectópica representa a principal causa de mortalidade durante o 1º trimestre gestacional, contribuindo com aproximadamente 4% das mortes relacionadas à gravidez.
Cerca de 2% das gestações são diagnosticadas como ectópicas, porém, devido à ausência de sistemas padronizados de notificação e opções de tratamento ambulatorial disponíveis, esse número pode ser ainda maior.
Objetivo: Descrever os dados referentes ao número de internações hospitalares, à média de dias de permanência hospitalar e aos óbitos nas internações realizadas para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica, no período de 2018 a 2022, no estado do Rio de Janeiro.
Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, realizado em fevereiro de 2024, utilizando dados públicos referentes às internações para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro nos anos de 2018 a 2022.
Os dados foram coletados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), e as variáveis estudadas foram: número de internações, média de permanência hospitalar em dias e taxa de óbitos a cada 100 internações.
Não foi necessária a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, pois os dados estão em bases de acesso público.
O programa Microsoft Excel foi utilizado para tabulação dos dados e cálculo das taxas dos dados encontrados.
Uma limitação deste estudo foi a falta de dados epidemiológicos, fatores de risco e se a gravidez foi rota ou não, que influenciam nos resultados encontrados.
Resultados: Ao todo, foram registradas 3.
181 internações para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro de 2018 a 2022, sendo respectivamente em cada ano: 627 (19,7%), 558 (17,5%), 621 (19,5%), 687 (21,6%), 688 (21,6%).
Sobre a média de permanência hospitalar, em 2018 e em 2019 foi de 3 dias, de 2,5 dias em 2020, de 2,4 dias em 2021 e de 2,6 dias em 2022.
Quanto aos óbitos, no total foram registrados 2 (0,1%) nesse período, sendo 1 (0,2%) em 2020 e 1 (0,2%) em 2021.
Conclusão: Observou-se que, exceto em 2019, todos os anos mostraram uma tendência de aumento progressivo de internações hospitalares para tratamento cirúrgico de gravidez ectópica no estado do Rio de Janeiro no período estudado, sendo 2022 o ano com maior número de internações registradas.
Apesar de 2019 ter sido o ano com o menor número de internações hospitalares, foi um dos anos com maior média de permanência hospitalar, e um dos únicos anos em que foram registrados óbitos por essa causa.
Uma hipótese para esses resultados referentes a 2019 é a influência da pandemia de COVID-19, na qual foram necessárias políticas de restrições em saúde, além da possível infecção viral concomitante.
Trabalhos com outros desenhos de estudo são necessários para identificar os fatores que levam a esse aumento progressivo no número de internações, para que sejam traçadas estratégias em saúde direcionadas com o objetivo de reduzir esses números no estado do Rio de Janeiro.

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